A ordem do ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização) dos motores, chamou a atenção, pois a Red Bull Ford Powertrains foi eleita como a melhor unidade de potência.
Após as poles e vitórias conquistadas pela Mercedes, além da sua liderança no Mundial de Construtores, acreditava-se que eles seriam os motores de referência e, a partir dele, os outros motores receberiam as oportunidades de desenvolvimento. Mas em Mônaco, quando a FIA notificou as fabricantes comunicando a sua análise após o primeiro período do ADUO, todos foram pegos de surpresa.
Após o GP do Canadá foi realizada uma medição pela FIA, atestando o desempenho de todos os motores V6 a combustão para determinar tanto a unidade de potência de referência e quanto as outras tinham um déficit.
Ficou definido, que a cada 2% de déficit de desempenho do V6, as fabricantes de unidade de potência receberiam um ajuste no teto orçamentário para promover as alterações além de receber mais tempo para o teste em bancada.
Pela regra, fabricantes que apresentarem um atraso superior a 2% em relação ao melhor motor poderão realizar uma atualização nesta temporada e outra em 2027. Caso a defasagem ultrapasse 4%, o limite aumenta para duas atualizações em cada uma das próximas duas temporadas.
A Red Bull se tornando a referência, não terá direito para continuar o desenvolvimento da sua unidade de potência neste momento. A Mercedes, ganhou uma atualização, enquanto Ferrari, Audi e Honda foram contempladas com duas possibilidades de atualização neste ano e duas no próximo.
Este é o primeiro ano em que a Red Bull Powertrains desenvolve sua própria unidade de potência em parceria com a Ford, tornando ainda mais relevante o fato de o projeto ser considerado a referência inicial do novo regulamento.
A Mercedes, por sua vez, acreditava ocupar essa posição e, por meio de Toto Wolff, adotou um discurso de cautela, argumentando que as fabricantes estavam muito próximas em desempenho e que apenas a Honda deveria receber maior liberdade de desenvolvimento.
O ADUO nasceu como uma ferramenta de proteção para evitar que uma fabricante ficasse muito atrás das demais, repetindo o cenário enfrentado pela Honda em 2017. No entanto, à medida que as regras passaram a prever diferentes níveis de atualização para cada competidor, o tema deixou de ser apenas técnico e passou a alimentar uma intensa disputa política nos bastidores da Fórmula 1.
No entanto, as fabricantes de motores ainda estão em discussão sobre essas mudanças até mesmo para o caso de a FIA seguir com os planos de fazer o ajuste da unidade de potência de 50/50 para 60/40 (combustão e elétrico) para o próximo ano.
Todos estão reticentes em fazer suas melhorias e o motor passar por esse ajuste para 2027 e até mesmo se for em 2028, pois querem investir os seus recursos em algo que realmente faça sentido na linha de desenvolvimento e performance.
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