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Haas enfrenta falta de recursos e evolução limitada na primeira metade da temporada 2026

Equipe norte-americana ocupa a sétima posição no Mundial de Construtores, mas enfrenta dificuldades para acompanhar a evolução dos concorrentes e depende do desempenho de Oliver Bearman para seguir competitiva

Se há uma palavra que define a primeira metade da temporada 2026 da Haas, ela é discrição. Enquanto equipes como Aston Martin, Williams e Cadillac enfrentaram grandes dificuldades técnicas e protagonizaram parte das discussões do campeonato, a equipe norte-americana passou praticamente despercebida. Não brigou por resultados expressivos, mas também evitou viver crises mais profundas.

Ainda assim, a Haas chega às férias de verão ocupando a 7ª colocação no Mundial de Construtores, com 21 pontos, resultado que demonstra certa consistência em um pelotão intermediário extremamente desafiador. Ao longo das 11 primeiras etapas, a equipe alternou desempenhos de acordo com as características de cada circuito, conseguindo aproveitar algumas oportunidades, mas sem manter regularidade.

O início da temporada chegou a alimentar boa expectativa, Oliver Bearman estreou pontuando com um 7º lugar na Austrália, repetiu uma atuação ainda mais forte ao terminar em 5° na China, além de também marcar pontos na Sprint daquele fim de semana. Mesmo com o abandono do britânico no GP do Japão, Esteban Ocon garantiu um 10° lugar e somou mais um ponto para a equipe.

Posteriormente, Bearman voltou a pontuar no Canadá, enquanto Ocon conquistou dois pontos em Mônaco. Desde então, porém, a Haas não conseguiu mais terminar entre os dez primeiros colocados, permanecendo estacionada nos mesmos 21 pontos.

Enquanto isso, o cenário do meio do grid mudou, a Racing Bulls evoluiu significativamente, a Audi começou a apresentar uma reação consistente ao longo da temporada e até mesmo a Alpine passou a frequentar com maior regularidade a disputa pelas posições de pontuação. Como consequência, as oportunidades para a Haas diminuíram consideravelmente.

A dificuldade também passou a aparecer nas classificações. Alcançar o Q3 tornou-se uma missão cada vez mais complicada, reflexo de um carro que praticamente estagnou em desenvolvimento durante as últimas corridas.

O chefe da equipe, Ayao Komatsu, reconhece que competir em igualdade com adversários mais estruturados é um enorme desafio. Mesmo com a existência do teto orçamentário, algumas equipes contam com operações muito maiores, mais funcionários e estruturas mais eficientes para desenvolver o carro ao longo de uma temporada 22/24 etapas.

Além disso, ter um teto orçamentário, não significa que a equipe vai atingir o valor estipulado para o campeonato, uma parcela do grid, faz todos com valores inferires, já que nem chegam perto de ter todo esse investimento.

BUDAPEST, HUNGARY – JULY 26: The (31) Haas F1 VF-26 Ferrari on the grid prior to the F1 Grand Prix of Hungary at Hungaroring on July 26, 2026 in Budapest, Hungary. (Photo by Guido De Bortoli/LAT Images)

Por isso, a Haas continua buscando novos patrocinadores e investidores para fortalecer sua operação. O objetivo é ampliar a capacidade de desenvolvimento do carro e acompanhar o ritmo de atualizações imposto pelos concorrentes diretos. Permanecer competitivo no meio do pelotão também representa uma questão financeira, já que quanto melhor a posição no Mundial de Construtores, maior será a premiação recebida ao final da temporada.

Dentro da equipe, Oliver Bearman tem sido o principal destaque. O britânico demonstrou maior capacidade para extrair desempenho do VF-26, principalmente nas classificações, e atualmente soma 18 dos 21 pontos conquistados pela Haas em 2026.

As atuações do piloto da Academia Ferrari chamam atenção do paddock. Embora não exista, neste momento, espaço disponível na equipe italiana, Bearman segue sendo observado por outras equipes interessadas em seu potencial para o futuro.

Do outro lado da garagem, Esteban Ocon vive uma temporada bastante discreta. O francês conquistou apenas três pontos e seu rendimento voltou a alimentar especulações sobre o futuro dentro da equipe.

Ainda no início do campeonato, Ayao Komatsu admitiu que o desempenho apresentado por Ocon desde sua chegada à Haas estava abaixo das expectativas. Os rumores chegaram a indicar que o piloto poderia perder a vaga ainda durante a temporada, em meio a um suposto desgaste na relação entre chefe de equipe e piloto. Apesar disso, a situação acabou sendo contornada e Ocon permaneceu no time.

Para a segunda metade da temporada, a Haas ainda prepara algumas atualizações para o VF-26, mas enfrenta o mesmo dilema das demais equipes do grid. À medida que o campeonato avança, cresce a necessidade de direcionar recursos para o desenvolvimento do carro de 2027.

Encontrar o equilíbrio entre continuar evoluindo o projeto atual e não comprometer o futuro tornou-se um dos maiores desafios da equipe. Para uma estrutura com recursos limitados, cada investimento precisa ser cuidadosamente planejado, principalmente em uma temporada marcada por um regulamento completamente novo.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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