A Racing Bulls ocupa a 5ª colocação no Mundial de Construtores, com 66 pontos obtidos ao longo de onze etapas. A disputa da equipe italiana acontece principalmente com a Alpine, já que o time francês conta com 61 pontos e um desempenho um tanto semelhante.
Porém, o que chama a atenção mesmo, é a “proximidade” com a Red Bull. Antes de Max Verstappen retornar ao pódio e ser o diferencial nos resultados da equipe austríaca, os times terminaram uma porção de corridas próximo na tabela.
A abordagem da equipe está estruturada em um desenvolvimento acelerado, combinado com um pacote inicial robusto. A velocidade que conseguiram proporcionar atualizações para o equipamento, contribui para eles estarem à frente da Alpine, mesmo com os rivais contando com um pódio.
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Além das mudanças provocadas pelo novo regulamento técnico de 2026, a Racing Bulls iniciou a temporada diante de duas importantes incógnitas. A equipe precisou se adaptar à chegada de uma unidade de potência completamente nova, desenvolvida pela Red Bull em parceria com a Ford.
A mudança encerrou uma parceria de oito anos entre a Honda e o grupo Red Bull, que chegou ao fim após a temporada de 2025. A partir de 2026, a fabricante japonesa passou a fornecer motores para a Aston Martin, enquanto a Red Bull Advanced Technologies assumiu o desenvolvimento das unidades de potência do grupo em colaboração com a Ford.
Com isso, Red Bull Racing e Racing Bulls deixaram de depender de um fornecedor externo e passaram a utilizar, pela primeira vez, uma unidade de potência própria. O movimento representava um passo importante para o projeto da Red Bull, mas também trazia uma dose considerável de incerteza para as duas equipes.
Na pré-temporada, essa preocupação ganhou força. Os motores Red Bull Ford apresentaram problemas relacionados à calibração e à entrega de potência, dificultando o trabalho das equipes durante os testes. Desta forma, com o início do campeonato, o time ainda não tinha conseguido extrair todo o potencial do novo conjunto. Ainda assim, os primeiros sinais em Melbourne foram mais positivos do que algumas previsões feitas durante a pré-temporada.

Liam Lawson e o estreante da temporada 2026 Arvid Lindblad, tem feito um bom trabalho em conjunto. Os pilotos basicamente se complementam em pista, o fato de terem um desempenho semelhante, tem estimulado o britânico a se superar e buscar melhores resultados.
A Racing Bulls além de ser a equipe irmã da Red Bull, também é o espaço de formação de jovens talentos. O time optou por promover Lindblad da Fórmula 2 para categoria principal, enquanto Lawson finalmente começaria uma temporada acompanhando de forma integral um projeto – com o intuito de fazer todo o campeonato.
Um tempo atrás, Lawson ocupou o posto de jovem promessa, mas o rebaixamento do ano passado, depois de mais um episódio de falta de paciência da Red Bull, prejudicou o seu desenvolvimento, porém foi um reflexo da sua passagem pela base e todos os problemas internos da equipe austríaca.
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A chegada de Lindblad, foi a forma que a Racing Bulls encontrou para lidar com a promoção de Isack Hadjar, enquanto Yuki Tsunoda foi movido para o posto de terceiro piloto. O britânico é a nova aposta, pois eles acreditam que ele poderá substituir Max Verstappen e trazer novas conquistas para equipe.
Com a possibilidade de conquistar a 5ª colocação no Mundial, o time tem desfrutado desse momento de equilíbrio da sua dupla de pilotos, para promover esse crescimento do conjunto e deixar de lado o confronto interno.
A Alpine também tem vivido esse momento em que Pierre Gasly e Franco Colapinto estão se complementando, o que tem também contribuído para deixar o duelo pelo top-10 mais acirrado. A constância da Racing Bulls é o que de fato tem impressionado e barrado times como Audi e Williams – além da Alpine, de conseguirem pontos valiosos.
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Para reagir nesse pelotão intermediário, cada vez mais acirrado, a equipe de Faenza precisou estruturar as suas atualizações. Um grande pacote foi introduzido em Miami, com o intuito de melhorar o assoalho, modificado no Canadá. Nas etapas da Áustria, Bélgica e Hungria, a reação com novas peças aconteceu mais rapidamente, contribuindo para que eles dominassem o top-10.
Embora eles tenham adquirido ritmo e consistência, resultados melhores dependem ainda de abandonos da Mercedes, Ferrari e McLaren – além da Red Bull. Porém, eles têm tentado se posicionar melhor em pista e ter um bom desenvolvimento de corrida, para aproveitar toda e qualquer oportunidade que surja.
Neste retorno das férias de verão, eles precisam continuar o ritmo de desenvolvimento, no entanto, também é necessário se preparar para 2027, pois com um equipamento forte, a equipe pode de fato crescer no grid.
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