A Fórmula 1 está cada vez mais próxima de ampliar o número de corridas Sprint no calendário. O CEO e presidente da categoria, Stefano Domenicali, confirmou que o formato deve ser aplicado em mais etapas já em 2027, impulsionado pelo interesse dos promotores e pelo impacto positivo que as Sprint têm gerado na presença de público ao longo dos finais de semana.
Atualmente, a Fórmula 1 realiza seis fins de semana com Sprint por temporada. O formato modifica completamente a programação tradicional, reduzindo os treinos livres para apenas uma sessão na sexta-feira, antes da classificação Sprint, enquanto a corrida curta acontece no sábado, antecedendo a classificação para o Grande Prêmio de domingo.
Segundo Domenicali, esse modelo tem cumprido um dos principais objetivos da categoria que tem sido oferecer mais ação em pista ao longo do fim de semana.
“Nosso formato Sprint continua impulsionando uma maior presença de público às sextas-feiras e uma presença mais forte durante todo o fim de semana de corridas”, falou Domenicali, em uma conferência de imprensa, sobre os resultados da Liberty Media.
Nos últimos meses, Domenicali já havia revelado que diversos promotores de corridas manifestaram interesse em receber uma Sprint. Em julho, durante o GP da Inglaterra, o dirigente destacou que um público de aproximadamente 150 mil pessoas compareceu ao circuito de Silverstone na sexta-feira e defendeu que esses torcedores merecem assistir a sessões com relevância esportiva.
Agora, o italiano voltou a reforçar que a tendência é aumentar o número de provas Sprint a partir da próxima temporada.
“O sucesso do formato Sprint continua a impulsionar o interesse dos promotores em sediar uma corrida Sprint, e esperamos expandir o número de Sprints para o próximo ano e fornecer mais detalhes em breve.”
Apesar da expansão, Domenicali deixou claro que a Fórmula 1 não pretende transformar todas as etapas em finais de semana Sprint. Segundo ele, manter esse formato restrito a parte do calendário preserva seu valor comercial e esportivo.
“Esta é uma oportunidade para fecharmos novos acordos, como já vimos, e seguir nessa direção será o nosso futuro”, acrescentou.
“Queremos fazer isso da maneira correta porque, é claro, isso também nos permitirá garantir que a escassez seja um valor.”
Mesmo sem confirmar quantas etapas serão incluídas, Domenicali praticamente descartou a possibilidade de manter o atual número de seis provas.
“Então, se comercialmente tivessem em todos os lugares, é claro que isso não teria mais valor do ponto de vista comercial, mas definitivamente vamos avançar ainda mais no futuro. É exatamente isso que vai acontecer já no ano que vem.”
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