A expectativa de Colton Herta em estrear na Fórmula 1 terá de esperar um pouco mais. Embora o norte-americano continue sendo apontado como um dos principais candidatos a uma futura vaga na Cadillac, seu desempenho na Fórmula 2 ainda não tem sido suficiente para aproximá-lo desse objetivo.
Com a confirmação da entrada da Cadillac no grid da Fórmula 1, Herta decidiu mudar os rumos da carreira. O piloto deixou a IndyCar ao fim de 2025 para disputar a temporada 2026 da Fórmula 2, buscando acumular os pontos necessários para conquistar a superlicença da FIA e, assim, tornar-se elegível para correr na principal categoria do automobilismo mundial.
O objetivo para temporada 2026 era atingir os 40 pontos da superlicença, o californiano começou o ano com 35 pontos, precisando fechar o campeonato entre os 8 primeiros colocados, para assumir um assento na Cadillac em 2027. Porém, Herta é apenas o 16° colocado, com 26 pontos conquistados.
O piloto tem enfrentado problemas de adaptação e grande parte dos pontos conquistados, aconteceram ainda no início do campeonato. Mesmo os testes realizados na Fórmula 1, guiando o carro da Cadillac no TL1, não surpreenderam. Herta corrige muito o carro e comete erros constantes.
O desempenho de Herta não ajuda, principalmente quando comparado com o Ritomo Miyata, que está ligeiramente à frente na classificação, ocupando a 13ª colocação, com 34 pontos.
Além das especulações envolvendo pilotos mais experientes, um novo nome ganha força nos bastidores da Fórmula 1, o brasileiro Rafael Câmara. Integrante da Academia de Pilotos da Ferrari e atualmente na disputa pelo título da Fórmula 2, onde ocupa a terceira colocação no campeonato, o jovem surge como um dos candidatos a uma vaga na Cadillac para a temporada de 2027.
A ligação entre Ferrari e Cadillac pode ser determinante nesse cenário. A equipe norte-americana utiliza unidades de potência fornecidas pela fabricante italiana, o que fortalece a possibilidade de uma parceria também no desenvolvimento de pilotos. Tradicionalmente, a Ferrari encaminha seus jovens talentos para equipes como Haas — e, anteriormente, Sauber/Alfa Romeo —, mas a Cadillac desponta como uma nova alternativa para acelerar a chegada de Câmara à Fórmula 1.
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Internamente, a Ferrari vê o brasileiro como uma de suas principais promessas e trabalha para colocá-lo em uma posição competitiva no grid já na próxima temporada.
Ao mesmo tempo, a Cadillac segue satisfeita com o trabalho realizado por Valtteri Bottas e Sergio Pérez. Apesar das limitações do equipamento em sua temporada de estreia, a dupla tem contribuído de forma importante para o desenvolvimento do projeto, oferecendo experiência e feedback técnico à equipe.
Tanto Bottas quanto Pérez demonstram confiança na possibilidade de permanecerem na Cadillac em 2027, apostando que a continuidade do trabalho poderá render resultados mais expressivos à medida que o projeto amadureça.
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