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Receita da Fórmula 1 despenca após cancelamentos da provas no Oriente Médio, revela Liberty Media

Menor número de corridas reduziu receitas com promotores, TV e hospitalidade, mas Stefano Domenicali destaca crescimento da audiência e do engajamento dos fãs

A Liberty Media divulgou os resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2026 e revelou uma queda significativa nas receitas da Fórmula 1. A categoria registrou uma redução de 38% em comparação com o mesmo período do ano passado, impacto diretamente relacionado ao cancelamento dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, além da realização de um número menor de corridas no primeiro semestre.

Segundo os dados apresentados pela detentora dos direitos comerciais da Fórmula 1, a receita caiu para US$ 764 milhões, enquanto o lucro operacional foi de US$ 73 milhões. Já o OIBDA ajustado (lucro operacional antes de depreciação e amortização) sofreu uma retração ainda maior, de 61%, encerrando o período em US$ 139 milhões.

A principal explicação para o desempenho financeiro foi a redução no número de eventos realizados até o fim de junho em comparação com 2025. Enquanto na temporada passada o calendário já havia contabilizado mais etapas nesse período. Em 2026, o calendário da Fórmula 1 perdeu duas provas importantes após os conflitos no Oriente Médio levarem ao cancelamento das corridas no Bahrein e na Arábia Saudita.

Além da diminuição no número de Grandes Prêmios, a Liberty destacou que ambos os países estão entre os promotores que pagam algumas das maiores taxas do calendário para receber uma etapa da Fórmula 1, ampliando o impacto financeiro da ausência dessas corridas.

O GP do Bahrein, entretanto, já foi remarcado para segunda parte da temporada e será disputado no circuito de Sepang, na Malásia.

A realização de menos corridas também reduziu os pagamentos distribuídos às equipes, além de afetar receitas provenientes da hospitalidade, patrocínios dos eventos, direitos de transmissão e operações logísticas de transporte de equipamentos.

Outro fator apontado pela empresa foi o aumento de US$ 11 milhões nas despesas administrativas e operacionais durante o trimestre, impulsionado principalmente por maiores gastos com pessoal e tecnologia da informação.

A Liberty Media também reconheceu que novas alterações no calendário ainda poderão ser necessárias ao longo da temporada, em virtude dos confrontos que ainda acontecem no Oriente Médio. Nos bastidores, existem planos alternativos para que o campeonato possa ser encerrado na Europa caso os GPs do Catar ou de Abu Dhabi não possam ser realizados.

Apesar do cenário financeiro desfavorável, o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, destacou que o esporte segue apresentando forte crescimento em indicadores ligados ao público e ao alcance global da categoria.

“Esta temporada mostrou o melhor do nosso esporte, com corridas competitivas e histórias fascinantes que estão impulsionando um forte engajamento dos fãs, com aumento do público, presença nos eventos e impressões digitais ao longo da temporada até o momento”, falou Domenicali.

“O nosso esporte continua a demonstrar a sua capacidade de adaptação e criatividade, o GP do Bahrein de 2026 será realizado na Malásia. Nossa parceria com a Apple continua gerando engajamento positivo, com aumento de audiência em relação ao ano anterior. Tanto no acumulado da temporada, quanto no total de horas assistidas, com um crescimento de 13%.”

O executivo também lembrou outros avanços comerciais recentes, como a renovação do contrato do GP de Las Vegas por mais dez anos e a extensão de acordos com parceiros como ServusTV e Pirelli.

Mesmo diante da queda nas receitas, a Liberty Media mantém a expectativa de recuperação ao longo da temporada, impulsionada pelo calendário reorganizado e pelo crescimento contínuo do interesse global pela Fórmula 1.

“Continuamos focados em fortalecer a base do nosso esporte junto com as equipes e a FIA para oferecer a melhor experiência possível aos nossos fãs em todo o mundo, tanto dentro quanto fora das pistas.”

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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