A Alpine ocupa atualmente a 6ª colocação no Mundial de Construtores, com 61 pontos conquistados após onze etapas. Desde o início da temporada, a equipe francesa tem se mantido próxima ao grupo intermediário, conseguindo colocar pelo menos um de seus pilotos na zona de pontuação com relativa frequência.
Para 2026, a Alpine tomou uma das decisões ainda em 2024 – sendo uma das mais importantes de sua trajetória recente na Fórmula 1, pois abandonou o desenvolvimento de suas próprias unidades de potência e passou a utilizar motores fornecidos pela Mercedes. A mudança encerrou o projeto da fabricante francesa como fornecedora de motores e representou uma tentativa de recuperar o terreno perdido nos últimos anos.
A Alpine vinha enfrentando dificuldades relacionadas à competitividade de sua unidade de potência, que apresentava uma desvantagem em relação aos outros fabricantes e eles não estavam certos de recuperar o terreno nesta nova era de motores da F1. Além disso, a equipe encontrou obstáculos para integrar de maneira eficiente o motor ao desenvolvimento aerodinâmico do carro, o que acabou comprometendo o desempenho do conjunto.
Diante desse cenário, a Alpine decidiu apostar suas fichas na Mercedes para o início do novo regulamento técnico. A expectativa era de que a fabricante alemã apresentasse uma das unidades de potência mais competitivas da nova geração, tornando a parceria uma oportunidade para a equipe francesa reduzir parte da desvantagem acumulada nos últimos campeonatos.
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Ter um motor competitivo desde o primeiro ano das novas regras representava, portanto, um passo importante para que a Alpine pudesse voltar a disputar posições mais próximas do topo do pelotão intermediário.
A escolha parece ter produzido resultados positivos até o momento. Williams e Alpine utilizam a mesma unidade de potência Mercedes, mas a equipe de Grove enfrenta dificuldades adicionais com o desenvolvimento do seu projeto. Isso permitiu que a Alpine aproveitasse melhor o potencial do motor e se colocasse em uma disputa mais direta com a Racing Bulls.
Outra decisão da Alpine que se mostrou acertada foi a escolha de encerrar mais cedo o desenvolvimento da temporada de 2025 e direcionar seus esforços para o projeto de 2026. Embora os resultados obtidos até aqui estejam abaixo das expectativas mais otimistas da equipe, o desempenho apresentado ao longo da primeira metade do campeonato permite uma avaliação mais positiva do trabalho realizado.
Para 2026, a equipe optou por manter sua dupla de pilotos. Pierre Gasly assumiu novamente o papel de principal referência do projeto, enquanto Franco Colapinto recebeu mais uma oportunidade de Flavio Briatore para mostrar seu potencial na Fórmula 1.
Um dos principais objetivos da Alpine nesta temporada era transformar o desempenho do carro em resultados mais consistentes. E, nesse aspecto, a equipe apresentou evolução. Gasly e Colapinto conseguiram pontuar com maior regularidade e, em quatro das 11 etapas disputadas até aqui, a Alpine colocou os dois carros simultaneamente na zona de pontuação.
Gasly também foi responsável por um dos momentos mais importantes da equipe na primeira metade do campeonato. No GP de Mônaco, o francês chegou a ser penalizado por exceder o limite de velocidade nos boxes, estabelecido em 60 km/h naquele circuito. A punição poderia comprometer o resultado conquistado nas ruas de Monte Carlo, mas a Alpine decidiu contestar a decisão.
A equipe apresentou novas evidências à FIA e conseguiu reverter a penalidade, preservando o resultado de Gasly e, consequentemente, os pontos obtidos pela Alpine. A decisão gerou críticas e até questionamentos por parte dos rivais, mas com Briatore no comando, uma postura diferente nem faria sentido.
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O desempenho da Alpine é comparado diretamente com a Racing Bulls, que soma atualmente 66 pontos. Tanto Arvid Lindblad como Liam Lawson estão fazendo uma campanha regular e tem derrotado a equipe francesa em algumas classificações, desta forma o duelo para se manter na zona de pontuação é ainda mais intenso.
A Alpine está atualmente em duelo de desenvolvimento direto com a Racing Bulls, precisando agir e responder aos movimentos feitos pelos rivais.
Colapinto ganhou mais uma temporada com a Alpine, apesar do conturbado ano anterior. Com uma pré-temporada para se preparar e com a chance de participar do desenvolvimento do projeto, desde o início, o argentino evoluiu consideravelmente.
Apesar do companheiro de equipe carregar a liderança do time de Estone, o francês pontuou em oito das onze etapas. Mesmo com a transmissão nem sempre contribuindo para dar destaque as corridas de Gasly, o piloto merece um pouco mais de créditos.
Neste retorno das férias, a equipe deseja “recuperar” o terreno que eles acham que perderam, por conta das atualizações que os rivais tiveram e eles não conseguiram acompanhar.
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