A temporada 2026 consolidou Andrea Kimi Antonelli como uma das grandes revelações da Fórmula 1. Depois de um ano de estreia marcado pelo processo natural de adaptação à categoria, o piloto da Mercedes deu um salto significativo de desempenho e, segundo uma análise estatística divulgada pela Fórmula 1, foi o estreante que mais evoluiu em relação à temporada anterior.
O crescimento do italiano já era sentido em seus resultados, não apenas por vencer corridas neste ano, mas superar o trecho europeu que foi bem custoso para ele no ano passado. Antonelli assumiu a liderança do Mundial logo nas primeiras etapas do campeonato e se tornou o piloto mais jovem da história da categoria a liderar a classificação geral, marca alcançada após apenas três corridas e que segue mantendo até a pausa de verão.
A análise comparou o desempenho de Antonelli nas sessões de classificação da primeira metade de 2025 com o mesmo período de 2026, sempre utilizando George Russell como referência dentro da Mercedes.
Em sua temporada de estreia, o jovem italiano terminou atrás do companheiro de equipe na maior parte das classificações. O maior déficit apareceu justamente na etapa inaugural, na Austrália, enquanto o período da fase europeia também evidenciou dificuldades de adaptação. A principal exceção foi Miami, onde Antonelli surpreendeu ao conquistar sua primeira pole para uma corrida Sprint.

Em 2025, acreditava-se que Antonelli estaria mais seguro, justamente na fase europeia, por contar com mais pistas que fazem parte do calendário da Fórmula 2, mas foi completamente o oposto. Embora na época a sua performance tenha levantado algumas dúvidas, a Mercedes deixava claro que ele ainda era muito jovem e merecia um desconto em seu primeiro ano de Fórmula 1.
Diferente de Russell que guiou pela Williams no início da sua carreira como piloto da F1, Antonelli foi colocado no carro da Mercedes, herdando a vaga que anteriormente era de Lewis Hamilton.
A batalha em 2026
Existia uma grande expectativa para o campeonato de 2026, muito antes de qualquer carro entrar em pista, as equipes apostavam que a Mercedes surpreenderia neste início de regulamento. Porém, a aposta era em George Russell, já que o britânico acumulava experiência na Fórmula 1.
Embora Russell ainda tenha levado vantagem em Melbourne, a diferença foi muito menor do que a registrada um ano antes. Já na etapa seguinte, na China, Antonelli deu a resposta ao superar o companheiro de equipe na classificação e conquistar sua primeira pole e vitória na Fórmula 1.
Desde então, o piloto passou a se impor com mais frequência dentro da Mercedes. Os dados apontam que Antonelli foi mais rápido que Russell em sete classificações disputadas até o momento, tendo registrado sua maior vantagem justamente na Bélgica — circuito onde havia enfrentado uma de suas maiores dificuldades na temporada anterior.
Russell ainda conseguiu superá-lo em provas como Canadá, Espanha e Áustria, mas mesmo nesses casos a diferença entre os dois foi significativamente menor do que a observada em 2025.
A análise também compara o desenvolvimento dos pilotos que estrearam na Fórmula 1 em 2025 e permaneceram nas mesmas equipes em 2026.
Foram considerados Oliver Bearman, Gabriel Bortoleto, Franco Colapinto e o próprio Antonelli. Isack Hadjar ficou fora do levantamento por ter trocado a Racing Bulls pela Red Bull nesta temporada.

Os números mostram que Antonelli apresentou a evolução mais expressiva do grupo. Em média, ele saiu de um déficit superior a três décimos para George Russell em 2025 para passar a registrar uma vantagem superior a dois décimos sobre o companheiro de equipe em 2026.
Oliver Bearman também aparece entre os destaques. O britânico já havia mostrado bom desempenho diante de Esteban Ocon na Haas durante sua temporada de estreia e ampliou ainda mais essa vantagem neste ano, chegando a superar o francês por mais de três décimos em média.
Franco Colapinto também conseguiu reduzir a distância para Pierre Gasly na Alpine, embora ainda permaneça, em média, pouco mais de dois décimos atrás do companheiro.
Já Gabriel Bortoleto apresentou um cenário diferente. Segundo o levantamento, o brasileiro aparece ligeiramente mais distante do ritmo de Nico Hülkenberg do que estava em 2025, ainda que a diferença seja considerada pequena e dentro de uma margem bastante reduzida. Porém, o piloto brasileiro, obteve mais pontos que o companheiro de equipe neste ano, Hülk obteve os seus primeiros pontos no ano, durante o GP da Hungria, então de certa forma, Bortoleto encontrou uma margem para supera-lo.
Para Antonelli, os números apenas confirmam aquilo que já vinha sendo percebido dentro da Mercedes. O italiano deixou rapidamente a condição de promessa para se transformar em um dos protagonistas da temporada, mostrando velocidade consistente em classificações, maior regularidade nas corridas e capacidade de disputar posições entre os principais pilotos do grid.
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