Retrospectiva: Como foi o retorno de Renault, Toro Rosso, Racing Point, Alfa Romeo, Haas e Williams

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lll Capa: Rafa Catelan

lll Renault

Daniel Ricciardo 12 Vs. 9 Nico Hulkenberg

A equipe francesa conseguiu superar a Toro Rosso nos pontos, após concluir a “metade” da temporada ocupando a sexta posição. A Renault levou um baque no Grande Prêmio do Japão quando foi desclassificada, os dois carros haviam terminado na zona de pontuação, Ricciardo era o P6 e Nico Hulkenberg o P7.

A Racing Point denunciou o time por estar utilizando um sistema de freios ilegal que dava assistência aos pilotos, a FIA fez a investigação e conduziu ela por outras diretrizes, por falta de recursos os franceses optaram por não recorrer e a decisão foi mantida. Naquele momento da temporada ainda era possível ver a chama da disputa pela quarta posição acesa, ainda que fosse difícil.

Realmente o projeto de 2019 não funcionou como o esperado, o motor não esteve dentro do que era esperado. Daniel Ricciardo em alguns momentos não parecia confortável com os carros na corrida, pois foi necessário modificar o seu jeito de guiar, para aproveitar o equipamento, ainda assim o australiano conquistou um quarto lugar na Itália e dois sextos lugares em seguida com o GP dos Estados Unidos e Brasil.

Levando em consideração a temporada de 2018, a Renault terminou como quarta força do campeonato, conquistando 122 pontos, no entanto neste ano com o quinto lugar, o time obteve apenas 91 pontos.

O melhor resultado de Nico Hulkenberg foi na Itália, com a quinta posição. O piloto alemão ficou sem acento para a próxima temporada à medida que as negociações foram se fechando.

lll Toro Rosso

Alexander Albon 5 Vs. 7 Daniil Kvyat

Pierre Gasly 5 Vs. 4 Daniil Kvyat

A maior alteração da Toro Rosso, foi a troca de Alexander Albon por Pierre Gasly, por ser a subsidiária da Red Bull, a equipe sofre as alterações diretas do time principal. O francês “voltou” a se adaptar com o time e conseguiu alguns resultados superiores ao do companheiro de equipe, como em Singapura quando chegou a zona de pontuação em oitavo, depois no Japão completando a prova em sétimo e nono no México, até obter a incrível marca de segundo lugar no GP do Brasil.

O fato de a equipe ter unido forças com a Red Bull foi bom para o time, pois em 2018 eles foram apenas o nono colocado nos construtores e desta vez encerraram a temporada em quinto com 85 pontos. A parte ruim fica somente por estas alterações que dependem do time principal e alguns momentos em que as atualizações da Honda passam primeiro por eles e depois avançam para a Red Bull, fazendo o time sofrer algumas perdas por passar por esta camada de testes, mas este é o princípio de uma equipe B.

Para o próximo ano a dupla foi confirmada, após a decisão da Red Bull de permanecer com Alexander Albon.

lll Racing Point

Sergio Pérez 16 Vs. 5 Lance Stroll

De 2018 para 2019 a Racing Point conseguiu se manter na sétima posição e neste caso não é a mesmice, mas sim uma boa conquista para o time, que como foi tratado no texto do meio da temporada, estava lidando com um histórico de três anos com dificuldades financeiras.

Ainda foi difícil superar os resultados das classificações e é possível dizer que nesta temporada eles mantiveram uma linearidade com o início do ano, pois as dificuldades em se classificar melhor e obter resultados nas provas esteve bem semelhante; mas souberam dosar como  oportunidades, como na Bélgica onde pontuaram com os dois carros, em uma sexta posição de Pérez e um décimo lugar de Stroll. Encerraram o ano com 73 pontos, contra os 52 obtidos em 2018.

O novo pacote de atualizações pós férias resultou no abandono na oitava posição, para o sétimo lugar, conseguindo ultrapassar a Alfa Romeo. Os pilotos vão ser mantidos por mais uma temporada e nesta promessa fica melhor, principalmente porque vai ser o primeiro ano com um carro todo novo e ser as adaptações como foi o modelo de 2019.

lll Alfa Romeo

Kimi Raikkonen 17 Vs. 4 Antonio Giovinazzi

A Alfa Romeo chegou a oitava posição, vencendo a luta contra a Haas, após ser superada pela Racing Point. Assim como estes times, eles enfrentaram problemas ao longo da temporada, com dificuldades para se classificar.

Antonio Giovinazzi que estava bem distante do companheiro de equipe, passou a superar o finlandês em algumas classificações e conquistou pontos na Itália e em Singapura, o melhor resultado da carreira veio no GP do Brasil, com o quinto lugar. Além disso ele foi um dos seis pilotos a liderar uma corrida este ano, 4 voltas no GP de Singapura.  Fato é que a melhora dele após o retorno das férias foi nítida e este é também um dos motivos para a renovação do contrato, mas é necessário que a sua evolução permaneça para o próximo ano.

Ao contrario do que acontece com a dupla da Ferrari, os dois pilotos são bem conservadores e sambem que precisam obter pontos juntos, o exemplo ainda válido é o GP do Brasil em que na relargada da volta 60 o italiano se mostrava mais rápido que o companheiro de equipe, mas não forçou uma ultrapassagem como Leclerc e Vettel fizeram e isso resultou em pontos para ambos.

Os problemas do início da temporada permaneceram, como a dificuldade de avançar durante a classificação e melhores resultados em corrida, mas os 22 pontos conquistados na penúltima rodada forneceram a confirmação da oitava posição no campeonato.

Para 2020 a equipe vai contar com Robert Kubica, que passa a ser piloto de testes, mas leva junto com ele o patrocínio de uma petrolífera polonesa. A Alfa Romeo nada mais é do que o time BMW Sauber de 2006, temporada que Kubica estava no time.

lll Haas

Kevin Magnussen 11 Vs. 10 Romain Grosjean

Nada mudou na Haas, o baixo rendimento permaneceu, a falta de ritmo nas corridas contribuiu para os resultados abaixo do esperado. Desde a volta das férias a equipe conquistou apenas dois pontos, com Kevin Magnussen no GP da Rússia e fecharam a temporada com 28 pontos, bem diferente dos 93 conquistados em 2018.

Os companheiros de equipe pararam de se estranhar na pista, Grosjean abandonou na mesma corrida que Magnussen pontuou, após um toque no início da prova com Giovinazzi e Ricciardo. Os abandonos do dinamarquês foram ocasionados pela falta de rendimento (Bélgica) e disco de freio (EUA).

Gunther Steiner além de manter a dupla de pilotos até o final da temporada, também renovou os contratos para 2020, dando preferência para trabalhar com os pilotos que já conhece. É difícil fazer uma projeção do time para a próxima temporada, mas é necessário melhor quase que nos mesmos aspectos que a Alfa Romeo.

lll Williams

George Russell 17 Vs. 4 Robert Kubica

Não havia uma esperança para o time, que já alinhou no grid desde o começo do ano, condicionado a permanecer na última posição da tabela. Infelizmente a segunda parte da temporada foi marcada por abandonos que não ocorreram no início.

A equipe seguiu com os problemas para desenvolver os carros, falta de peças para a reposição e apenas com o um ponto conquistado por Robert Kubica.

O polonês deixou a equipe no final da temporada e Nicholas Latifi foi confirmado como piloto titular para 2020, dividindo espaço na equipe com George Russell.

A situação da Williams é bem complicada, principalmente o déficit que o carro tem em comparação com a Haas, sem levar em consideração os carros de ponta. A próxima temporada também parece que vai ser difícil para a equipe, mas é necessário torcer para que eles consigam produzir um conjunto melhor que o deste ano.

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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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