Nos últimos eventos a grande preocupação da McLaren tem orbitado o campo da confiabilidade. Andrea Stella acredita que o retorno de Lando Norris ao pódio valida os esforços da equipe nesta área, mas também sabe que ainda será necessário trabalhar arduamente para melhorar o desempenho.
Após a Ferrari encerrar a sequência de vitórias da Mercedes, os olhos se voltaram para o trabalho do time italiano. No entanto, a McLaren marcou presença no pódio do GP de Barcelona, com a equipe sendo observada de perto ao longo do evento, por conta da sua performance montanha-russa.
Apesar da vitória de Norris na Sprint em Miami, seguido pelo pódio na corrida principal nos Estados Unidos e o novo pódio na Sprint do Canadá, tanto o britânico, como o seu companheiro de equipe vem enfrentando abandonos, desde o começo do campeonato.
Acreditava-se que Miami representaria o momento de virada da McLaren, por conta da performance apresentada no circuito de rua, onde eles tinham se destacado nos últimos anos. Mas os problemas com os motores da Mercedes, tiraram pontos preciosos, além disso, a falta de confiabilidade foi pauta dos últimos dois eventos.
Barcelona foi um bom campo para que as equipes do grid tivessem uma ideia da sua hierarquia no grid, por ser uma pista que dá um bom parâmetro para os times, eles viram como positivo o fato de Norris se classificar na quara colocação, três décimos atrás de George Russell.
Na corrida, Norris andou próximo da dupla da Mercedes, tentando participar do duelo que se desenvolveu entre Russell e Andrea Kimi Antonelli. O campeão de 2025 estava logo atrás, quando o italiano abandonou se beneficiando desse cenário para celebrar o pódio.
“[Foi um] fim de semana relativamente calmo e sem problemas do ponto de vista da confiabilidade. Não podemos esquecer que, em alguns dos fins de semana anteriores, não tivemos problemas apenas no domingo, mas também problemas que afetaram os treinos livres.”
“Houve uma melhora nesse aspecto. Em relação à confiabilidade, não quero julgá-la com base em uma única corrida – gostaria de avaliá-la ao longo de uma temporada e dizer que tivemos algumas boas sessões de treino, mas precisamos construir a partir de onde estávamos e encarar uma corrida de cada vez, um evento de cada vez.”
“É ótimo que não tenhamos tido nenhum problema aqui na Espanha. Definitivamente, elevamos o nível, a atenção aos detalhes, e aproveitamos as situações que tivemos nas corridas anteriores para redefinir e aumentar os padrões da maneira como fazemos as coisas.”
“Esta é a McLaren, e esta é também a McLaren, os nossos fornecedores e a nossa colaboração com a [Mercedes] HPP. Precisamos de manter estes padrões, a missão é muito clara – queremos pensar apenas em desempenho, uma área em que também temos muito a melhorar.”
A McLaren encara de forma positiva a forma como Norris se manteve próximo da Mercedes na corrida e como isso pode guiar a equipe para os próximos passos do desenvolvimento.
“Para nós, é uma boa notícia que, nessas condições, tenhamos conseguido acompanhar a Mercedes”, acrescentou Stella. “Vínhamos de duas provas no domingo no Canadá e depois do domingo em Mônaco, onde tivemos dificuldades com o desempenho e a competitividade geral.”
“Então é bom ver que estamos lá com a Mercedes, mas ao mesmo tempo, há um concorrente, a Ferrari, que conseguiu melhorar seu carro. Eles ganharam desempenho e agora dependem de vencer corridas, e hoje eles poderiam capitalizar isso. Definitivamente, ainda há muito a ser feito em relação ao desempenho do carro.”
Piastri enfrentou uma corrida mais solitária e terminou na quinta colocação por conta do abandono de Antonelli, mas também o de Charles Leclerc. A McLaren ocupa a terceira posição na classificação, 49 pontos atrás da Ferrari.
Embora seja um resultado importante vindo do piloto italiano, só aconteceu por conta de dois abandonos. Desta forma, também dá indicadores específicos de como eles precisam atuar na próxima corrida do campeonato.
“Acho que esta corrida nos dá indicações muito claras”, explicou ele. “Acho que essas indicações, de certa forma, são consistentes com o que já sabíamos. Acho que essas indicações mostram que a Ferrari, no momento, tem o carro com o melhor chassi.”
“Observamos no setor intermediário, especialmente nas curvas de média velocidade, que a Ferrari é a mais rápida nas curvas, mas não necessariamente nas retas. Do ponto de vista da McLaren, somos competitivos nas curvas de alta velocidade, como as curvas 3, 9 e 14, mas, no geral, temos dificuldades com aderência em curvas de média e baixa velocidade.”
“Há indicações muito claras, como já sabíamos, de que precisamos adicionar aderência ao carro de forma aerodinâmica, ou seja, aumentar a carga nos pneus, e também melhorar a forma como interagimos com os pneus em termos de preparação para a classificação. Quando se trata da primeira curva, por exemplo, vemos que muitas vezes perdemos tempo na largada durante a classificação.”
“Então, em condições como essas, na corrida, gostaríamos de reduzir a degradação dos pneus. [Temos] uma agenda bem clara do ponto de vista de desempenho. Precisamos adicionar desempenho aerodinâmico, precisamos adicionar soluções para melhor aproveitamento dos pneus.”
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