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Caso Gasly ganha novo capítulo: McLaren apresenta recurso contra revisão da FIA

Equipe de Woking questiona a anulação das penalidades por excesso de velocidade no pit-lane e afirma que a decisão compromete a consistência regulatória e a igualdade esportiva na Fórmula 1

A McLaren confirmou que entrou oficialmente com um recurso junto à FIA contra a decisão que devolveu a Pierre Gasly o terceiro lugar no GP de Mônaco. A equipe britânica questiona a revisão das penalidades aplicadas ao piloto da Alpine e afirma que o caso levanta preocupações sobre consistência regulatória e justiça esportiva na Fórmula 1.

Gasly cruzou a linha de chegada na terceira posição nas ruas de Monte Carlo, mas acabou rebaixado para sétimo após receber duas penalidades de cinco segundos por excesso de velocidade no pit-lane. Com isso, o francês perdeu o pódio para Isack Hadjar, enquanto Oscar Piastri ganhou uma posição na classificação final.

Dias depois da corrida, a Alpine acionou o Direito de Revisão e apresentou novas evidências aos comissários da FIA. O pedido foi aceito, pois encontraram uma diferença na medição realizada nos boxes, desta forma tivemos a anulação das penalidades e na restituição do terceiro lugar a Gasly. A decisão foi comunicada ao piloto francês pouco antes do início das atividades do GP da Espanha, em Barcelona.

A mudança também alterou a classificação final da prova e a distribuição de pontos do campeonato. Piastri, que havia sido promovido na tabela após a punição inicial do piloto da Alpine, retornou à quinta posição original.

Inconformada com a revisão, a McLaren anunciou que formalizou uma notificação de apelação ao Tribunal Internacional de Apelações da FIA, contestando não apenas a decisão dos comissários, mas também a classificação revisada da corrida e a atualização da pontuação do campeonato.

Foi identificado que a origem do problema estava relacionada à configuração do sistema de medição da velocidade nos boxes. Uma discrepância de 77 centímetros na definição de um dos pontos de controle acabou interferindo no cálculo da velocidade média dos carros. Como consequência, os dados utilizados para embasar as punições apresentaram valores superiores aos efetivamente registrados pelos competidores durante a passagem pelo pit-lane.

Na ocasião, a Alpine optou por não cumprir a punição de Pierre Gasly, pois sabia que o francês tinha usado o limitador de velocidade no pit-lane e respeitado a velocidade limite de 60 km/h e decidiram entrar com um pedido de revisão.

Em comunicado oficial, a equipe de Woking destacou que todas as equipes atuaram durante o fim de semana de Mônaco seguindo os regulamentos vigentes e ajustaram suas estratégias conforme as interpretações aplicadas pelos comissários naquele momento.

Segundo a McLaren, a retirada posterior das penalidades cria um cenário no qual algumas equipes são prejudicadas justamente por terem seguido as regras e aceitado as sanções aplicadas durante a corrida – já que apesar da medida divergente, detectada pela FOM ao final do evento – a medida foi a mesma durante todos as sessões do evento, inclusive a corrida.

“A McLaren Racing confirma que apresentou formalmente uma notificação de apelação ao Tribunal Internacional de Apelações da FIA relativamente às seguintes decisões relacionadas com o Grande Prêmio de Mônaco de 2026: Documento 99 dos Comissários; Documento 100 da Classificação Final Revisada da Corrida; Documento 101 da Pontuação do Campeonato Revisada.”

“Embora respeitemos plenamente os processos judiciais da FIA e o papel dos Comissários, acreditamos que este caso levanta questões importantes sobre a justiça esportiva, a consistência regulamentar e a integridade da competição.”

“Ao longo do fim de semana do Grande Prêmio de Mônaco – e em todos os eventos – todas as equipes operaram de acordo com os regulamentos e práticas padrão estabelecidas no que diz respeito ao limite de velocidade no pit-lane, conforme aplicado na época. Os competidores ajustaram seus procedimentos de acordo e, quando necessário, aceitaram e cumpriram as penalidades impostas por esses regulamentos.”

“Em nossa opinião, a subsequente remoção das penalidades cria uma situação em que alguns competidores são prejudicados por terem agido de acordo com as regras e as decisões dos Comissários. Tal resultado corre o risco de gerar desigualdade esportiva e minar a confiança na aplicação consistente do Regulamento Desportivo da FIA.”

“Nossa decisão de recorrer não é direcionada a nenhum competidor em particular. Em vez disso, reflete nossa convicção de que o Campeonato se beneficia de regulamentos aplicados de forma consistente, transparente e justa a todos os participantes.

“A McLaren mantém o compromisso de trabalhar de forma construtiva com a FIA, a Fórmula 1 e os demais competidores para proteger a integridade do esporte e manter a confiança em seu arcabouço regulatório.”

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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