Em meio aos diversos problemas da Audi na Fórmula 1, Nico Hülkenberg abandonou o GP de Barcelona. No entanto, o motivo desta vez não teve uma ligação com uma falha do equipamento, mas um problema que o próprio piloto alemão há anos na categoria “nunca tinha visto”.
Durante a tentativa de ultrapassagem, enquanto travava um duelo com Liam Lawson pela nona posição, o carro da Audi apresentou uma falha, forçando o competidor que estava em busca dos seus primeiros pontos do ano.
Na volta 28, o alemão seguia muito próximo do piloto da Racing Bulls, mas ao contornar a Curva 12, Lawson cometeu um erro, passou pela área de brita e lançou uma grande quantidade de cascalho para trás. Um dos fragmentos atingiu justamente uma região crítica do carro de Hülkenberg, além de quebrar um retrovisor e furar o bico do R26.
“O carro morreu e, obviamente, eu apenas entrei nos boxes. Não havia mais nada a fazer, estava completamente desligado.”
A pedra acertou os interruptores de segurança do sistema contra incêndio e do ERS (Sistema de Recuperação de Energia), acionando automaticamente os protocolos de emergência do carro. Como consequência, o monoposto simplesmente desligou em plena corrida.
Segundo Allan McNish, diretor de corridas da Audi, o incidente foi resultado de uma combinação extremamente improvável de fatores.
“Lawson saiu da pista e lançou brita para trás. Uma das pedras atingiu o interruptor de segurança contra incêndio, que faz parte do sistema de desligamento automático do carro para situações de emergência”, explicou.
Apesar do problema, Hülkenberg ainda conseguiu conduzir o carro até a entrada dos boxes antes de encerrar definitivamente sua participação na prova.
Nas redes sociais, o alemão classificou o episódio como “inacreditável” e compartilhou imagens dos componentes atingidos pelo cascalho.
“Eu estava logo atrás do Liam quando ele saiu da pista. Uma pedra atingiu o interruptor do extintor de incêndio e o sistema de segurança do ERS, desligando o carro. Fim da corrida. Uma derrota amarga”, lamentou.
Em um ano já marcado por dificuldades para a Audi, o episódio em Barcelona entrou para a lista de azares mais incomuns do campeonato.
“Para ser honesto, nunca vi nem ouvi falar disso em toda a minha carreira. Muita falta de sorte. Estranha a coincidência”, falou Hülk.
“Quando você vê o que aconteceu no final, dois carros de ponta abandonando. Não sei, é como se… o deus das corridas não quisesse que pontuássemos ainda.”
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