A Fórmula 1 terá uma temporada ainda mais movimentada em 2027. Além das 24 etapas previstas no calendário, a categoria contará com dez corridas Sprint, o maior número desde a criação do formato em 2021.
Serão quatro Sprints a mais em relação a 2026. A expansão acontece em meio ao crescimento da popularidade do formato, que passou de três eventos por temporada nos dois primeiros anos para seis entre 2023 e 2026.
De acordo com dados divulgados pela própria Fórmula 1, os finais de semana com Sprint registram audiência total 12% superior à dos eventos convencionais. A categoria também aponta que a classificação para a Sprint chega a ser até três vezes mais popular entre os fãs do que uma sessão de treino livre.
A percepção do público presente nos circuitos também aparece nos números. Segundo a F1, 82% dos espectadores que comparecem a um fim de semana com Sprint consideram que o formato acrescenta valor ao ingresso, enquanto 75% dos fãs avaliam que as Sprints agregam valor ao calendário da temporada.
Cinco circuitos terão Sprint pela primeira vez
A expansão do formato também levará as corridas curtas para cinco circuitos que ainda não receberam uma Sprint.
Bahrein, Austrália, Japão, Mônaco e Abu Dhabi terão uma corrida Sprint pela primeira vez em 2027.
A novidade mais chamativa fica por conta de Mônaco. O tradicional circuito de Monte Carlo, conhecido por suas ruas estreitas e pelo desafio imposto aos pilotos durante a classificação, terá uma programação diferente com duas sessões de classificação no mesmo fim de semana.
A Classificação Sprint acontecerá na sexta-feira, enquanto a Sprint será disputada na manhã de sábado, substituindo o terceiro treino livre. Mais tarde, ainda no sábado, os pilotos voltarão à pista para a classificação tradicional que definirá o grid do Grande Prêmio de Mônaco.
O formato para Mônaco chama a atenção, já que as corridas no circuito costumam ser muito estratégicas e a classificação é realmente o ponto alto do fim de semana. A pista é um dos traçados mais tradicionais da Fórmula 1 e faz parte da tríplice coroa do automobilismo, fazendo certo sentido ter um formato mais valorizado, já que tanto as 500 Milhas de Indianápolis, como as 24 Horas de Le Mans são eventos especiais em suas respectivas categorias.

Brasil terá a sexta Sprint em Interlagos
As outras cinco etapas com Sprint em 2027 serão disputadas em Canadá, Silverstone, Monza, São Paulo e Catar.
O GP do Canadá terá o formato pelo segundo ano consecutivo. Silverstone receberá sua terceira Sprint, depois das edições de 2021 e 2026, enquanto Monza terá sua segunda experiência com a corrida curta.
O Brasil, por sua vez, seguirá como o circuito que mais recebeu Sprints desde a criação do formato – que surgiu por conta de um evento no país. Interlagos sediará a sexta edição de uma Sprint em 2027, após não receber o evento em 2026.
O Catar também continuará no calendário do formato. O circuito de Lusail receberá sua quarta Sprint em cinco temporadas.
Temporada começa com três Sprints em quatro etapas
A distribuição das Sprints pelo calendário também cria uma sequência inédita no início do campeonato.
Como Bahrein, Austrália e Japão receberão o formato pela primeira vez, as três primeiras Sprints da temporada estarão concentradas nas quatro primeiras etapas do Mundial.
Isso significa que as equipes precisarão apresentar competitividade logo nas primeiras corridas, já que haverá uma quantidade maior de pontos em disputa desde o início do campeonato.
Na reta final, a situação será semelhante. Catar e Abu Dhabi terão Sprints em sequência, fazendo com que os dois últimos finais de semana do campeonato ofereçam atividades competitivas adicionais e mais pontos disponíveis.
Como funciona uma corrida Sprint?
A Sprint é uma corrida de aproximadamente 100 quilômetros, equivalente a cerca de um terço da distância de um Grande Prêmio convencional. A prova dura aproximadamente 30 minutos.
Diferentemente da corrida principal, não há obrigatoriedade de pit-stop. Como a distância é curta, normalmente não existe vantagem estratégica em parar para trocar os pneus durante a Sprint.
A pontuação é distribuída aos oito primeiros colocados:
- 🥇 1º: 8 pontos
- 🥈 2º: 7 pontos
- 🥉 3º: 6 pontos
- 4º: 5 pontos
- 5º: 4 pontos
- 6º: 3 pontos
- 7º: 2 pontos
- 8º: 1 ponto
A presença da Sprint também altera a programação do fim de semana. Em vez de três sessões de treino livre de uma hora, os eventos com o formato contam com apenas um treino livre de 60 minutos.
E como funciona a classificação da Sprint?
A classificação para a Sprint, chamada de Sprint Qualifying, é mais curta do que a classificação tradicional.
A sessão é dividida em três partes:
- SQ1: 12 minutos
- SQ2: 10 minutos
- SQ3: 8 minutos
O resultado define o grid da corrida Sprint, enquanto a classificação tradicional, realizada posteriormente no sábado, determina as posições de largada para o Grande Prêmio de domingo.
Com dez Sprints no calendário, a Fórmula 1 terá em 2027 uma temporada com mais sessões valendo pontos e menos espaço para os pilotos e equipes trabalharem exclusivamente em treinos. O formato, que começou como um experimento em 2021, terá seu maior alcance desde a criação.
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