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F1 define ajustes técnicos para 2026 e anuncia mudanças a partir do GP de Miami

Após reunião entre FIA, equipes e fabricantes, categoria aprova alterações em classificação, corrida, largada e condições de chuva

Foram pulicados os ajustes para a temporada 2026 da Fórmula 1, após a reunião online que aconteceu entre a FIA, os chefes de equipe, os fabricantes de unidade de potência e a FOM, para determinar os próximos passos para o campeonato.

Aproveitando que durante o mês de abril a categoria não realizou corridas – por conta do cancelamento do GP do Bahrein e Arábia Saudita – a Fórmula 1 encontrou um espaço na agenda para discutir possíveis mudanças para o campeonato. A FIA em um primeiro momento demonstrava preocupação sobre alterações imediatas, sem antes ter algumas corridas disputadas e definir um parâmetro para as alterações.

Nos últimos dias foram realizadas várias conversas entre os representantes técnicos, além de contar com a colaboração dos pilotos para promover tais mudanças. Os GPs da Austrália, China e Japão foram tomados como base, desta forma as mudanças descritas pela FIA serão implementadas a partir do GP de Miami.

Saiba quais são as mudanças válidas para próxima corrida:

Classificação

Existia uma preocupação com a performance da classificação, desta forma foram aprovados ajustes para essa sessão.

  • Ajustes nos parâmetros de gerenciamento de energia, incluindo uma redução na recarga máxima permitida de 8 MJ para 7 MJ, visam reduzir o consumo excessivo de energia e incentivar uma condução mais consistente em velocidade máxima. Essa alteração tem como objetivo reduzir a duração máxima do superclipping para aproximadamente dois a quatro segundos por volta.
  • A potência máxima do superclipping aumentou para 350 kW, ante os 250 kW anteriores, reduzindo ainda mais o tempo de recarga e a carga de trabalho do piloto no gerenciamento de energia. Isso também será aplicado em condições de corrida.
  • O número de eventos em que podem ser aplicados limites alternativos de energia mais baixos foi aumentado de oito para 12 corridas, permitindo uma maior adaptação às características do circuito.

Corrida – maior segurança e consistência de desempenho

  • A potência máxima disponível através do Boost em condições de corrida agora está limitada a +150 kW (ou ao nível de potência atual do carro no momento da ativação, se for superior), limitando as diferenças repentinas de desempenho.
  • A potência do MGU-K será mantida em 350 kW nas principais zonas de aceleração (da saída da curva até o ponto de frenagem, incluindo as zonas de ultrapassagem), mas será limitada a 250 kW em outras partes da volta.
  • Essas medidas visam reduzir as velocidades de aproximação excessivas, mantendo as oportunidades de ultrapassagem e as características gerais de desempenho.

Largada – mecanismos de segurança aprimorados

  • Foi desenvolvido um novo sistema de “detecção de partida com baixa potência”, capaz de identificar carros com aceleração anormalmente baixa logo após a liberação da embreagem.
  • Nesses casos, o acionamento automático do MGU-K será ativado para garantir um nível mínimo de aceleração e mitigar os riscos relacionados à largada, sem introduzir qualquer vantagem esportiva.
  • Está sendo introduzido um sistema de alerta visual associado, que ativa luzes intermitentes (traseiras e laterais) nos carros afetados para alertar os pilotos que vêm atrás.
  • Uma reinicialização do contador de energia no início da volta de formação também foi implementada para corrigir uma inconsistência do sistema previamente identificada.

Os procedimentos de largada, que serão testadas e analisadas durante esse fim de semana, antes de sofrer uma aprovação para os próximos eventos.

Condições de chuva – melhorando a segurança e a visibilidade

  • As temperaturas da manta térmica dos pneus intermediários foram aumentadas com base no feedback dos pilotos, a fim de melhorar a aderência inicial e o desempenho dos pneus em asfalto molhado.
  • A ativação máxima do ERS será reduzida, limitando o torque e melhorando o controle do carro em condições de baixa aderência.
  • Os sistemas de iluminação traseira foram simplificados, com sinais visuais mais claros e consistentes para melhorar a visibilidade e o tempo de reação dos pilotos que seguem atrás em condições adversas.

As mudanças agora serão submetidas para reunião do Conselho Mundial de Esporte a Motor.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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