Após a FIA devolver a Pierre Gasly o terceiro lugar conquistado no GP de Mônaco, a decisão passou a ser contestada por algumas equipes do grid. McLaren e Red Bull formalizaram sua intenção de recorrer da revisão que anulou as penalidades impostas ao piloto da Alpine, reabrindo a discussão sobre o resultado da corrida disputada no Principado.
A mudança foi confirmada na manhã desta sexta-feira (12), após a FIA aceitar o pedido de revisão apresentado pela Alpine e reconhecer novas evidências relacionadas às punições por excesso de velocidade no pit-lane. Com a reavaliação do caso, Gasly recuperou o pódio perdido após a prova, mas a decisão agora enfrenta resistência de equipes que entendem que o processo ainda merece nova análise.
A decisão de voltar atrás sobre uma decisão da corrida passada, só foi possível depois que foi descoberto que a Formula One Management (FOM) havia cometido um erro de medição relacionado à distância dos boxes, usada para calcular a velocidade.
Foi identificado que a origem do problema estava relacionada à configuração do sistema de medição da velocidade nos boxes. Uma discrepância de 77 centímetros na definição de um dos pontos de controle acabou interferindo no cálculo da velocidade média dos carros. Como consequência, os dados utilizados para embasar as punições apresentaram valores superiores aos efetivamente registrados pelos competidores durante a passagem pelo pit-lane.
Na ocasião, a Alpine optou por não cumprir a punição de Pierre Gasly, pois sabia que o francês tinha usado o limitador de velocidade no pit-lane e respeitado a velocidade limite de 60 km/h e decidiram entrar com um pedido de revisão.
Gasly no GP de Mônaco, a classificação final da prova sofreu alterações importantes. Oscar Piastri, que havia herdado a quarta colocação após as penalidades impostas ao francês, retorna ao quinto lugar. A Red Bull também foi diretamente impactada pela decisão, já que Isack Hadjar havia sido promovido ao pódio após a aplicação das punições, mas perde a terceira posição com a reclassificação de Gasly.
Além disso, tanto Liam Lawson, como Arvid Lindblad da Racing Bulls são prejudicados, pois inicialmente eles eram o quinto e o sexto colocado, respectivamente.
McLaren, Red Bull, Ferrari, Racing Bulls, Aston Martin, Haas, Audi e Cadillac participaram da audiência realizada pela FIA em Barcelona, uma vez que o resultado da revisão poderia alterar a ordem final da corrida e impactar diretamente seus pilotos.
Representando a Red Bull, o chefe esportivo Stephen Knowles argumentou que o sistema de cronometragem funcionou de forma uniforme durante todo o fim de semana e destacou que as equipes já conhecem as limitações inerentes ao método utilizado para monitorar a velocidade no pit-lane.
A McLaren seguiu linha semelhante. O diretor esportivo Will Courtenay afirmou que os pilotos são orientados a operar com uma margem de segurança justamente para evitar qualquer risco de infração. Já Marco Perroni, diretor esportivo da Racing Bulls, levantou dúvidas sobre os procedimentos adotados pela Alpine em suas próprias verificações dos dados.
O interesse das equipes em obter mais esclarecimentos sobre o caso também está relacionado ao fato de que outros competidores, como Oscar Piastri, Lewis Hamilton e George Russell, receberam punições semelhantes por excesso de velocidade no pit-lane durante o GP de Mônaco. No entanto, como essas penalidades foram cumpridas durante a corrida e não houve pedidos formais de revisão por parte das equipes envolvidas, o regulamento não permite que elas sejam anuladas posteriormente.
O diretor-geral da Alpine, Steve Nielsen, disse nesta sexta-feira, na Espanha que “sinais de alerta” surgiram depois que Gasly recebeu uma segunda penalidade pelo memo problema. A equipe então, acreditou que existia um problema, mas não era um fator que eles tinham controle. Obviamente – outros carros de equipes diferentes também receberam uma mesma punição – que não é muito comum de acontecer.
“Em 99 de 100 vezes, e provavelmente em mais casos, quando você é punido por excesso de velocidade nos boxes, você nem questiona. Alguém entra no rádio e diz: ‘você pode ver nos dados’, e você simplesmente aceita a penalidade”, abordou Nielsen.
“Desta vez foi diferente. Não constava nos nossos dados… Esse é o maior sinal de alerta para nós.”
As regras judiciais e disciplinares da FIA determinam que qualquer intenção de recorrer de uma decisão deve ser comunicada em até uma hora após a publicação do resultado pelos comissários.
No entanto, a manifestação apresentada por McLaren e Red Bull não representa automaticamente a abertura de um recurso formal. As equipes agora têm um prazo de 96 horas para avaliar o caso e decidir se seguirão adiante com a contestação ou se encerrarão o assunto.
Com isso, ambas ganham tempo para analisar a decisão da FIA e definir a melhor estratégia antes de tomar uma posição definitiva.
Conheça nossa página na Amazon com produtos de automobilismo!
O Boletim do Paddock é um projeto totalmente independente. É por isso que precisamos do seu apoio para continuar com as nossas publicações em todas as mídias que estamos presentes!
Conheça a nossa campanha de financiamento coletivo do Apoia.se, você pode começar a contribuir com apenas R$ 1, ajude o projeto. Faça a diferença para podermos manter as nossas publicações. Conheça também programa de membros no nosso canal do Youtube.
Descubra mais sobre Boletim do Paddock
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.







