A Fórmula 1 retorna ao circuito de Barcelona, seis meses após os carros deste novo regulamento utilizarem o traçado para avaliação inicial. A categoria visitará um traçado já muito conhecido pelas equipes e que pode dar uma ideia melhor das forças deste campeonato.
Com duas corridas na Espanha em 2026, a F1 mais uma vez ‘batiza’ as provas pelo nome da cidade que está recebendo a etapa, desta forma a 7ª etapa da temporada será o GP de Barcelona, enquanto a outra corrida será o GP de Madrid.
Os compostos definidos pela Pirelli para etapa são: C2 (duro – faixa branca), C3 (médio – faixa amarela) e C4 (macio – faixa vermelha). A fornecedora de pneus optou por uma gama um pouco mais macia para o evento, levando em consideração as características dos compostos atuais, com o objetivo de promover mais paradas nos boxes e a utilização dos pneus duros nas estratégias da prova.

O circuito é considerado uma das melhores referências para avaliação de desempenho na Fórmula 1 e costuma oferecer um retrato mais fiel da hierarquia entre as equipes. Em Barcelona, também é comum que os companheiros de equipe apareçam separados por diferenças mínimas de tempo, formando agrupamentos bastante próximos na tabela de classificação.
O circuito é um dos mais completos do calendário, com 4.657 km de extensão. Além de retas importantes, o traçado conta com 14 curvas que são feitas em alta velocidade. Ao longo de uma volta no traçado, os compostos são muito exigidos, as forças laterais exercidas sobre os pneus são elevadas, principalmente no lado esquerdo – por conta de nove curvas à direita. As mais significativas com esse aspecto são as curvas 3 e as duas últimas curvas, que foram remodeladas em 2023 para melhorar a entrada na reta dos boxes.
A degradação dos pneus é predominantemente térmica e, o eixo dianteiro é o que mais sofre e tem impacto direto no comportamento do carro. O asfalto é bem abrasivo, por conta da idade dessa superfície. Embora os testes de pré-temporada tenham acontecido durante dias frios, para o evento deste fim de semana, temperaturas elevadas são esperadas, especialmente pela mudança da data da corrida.
As equipes costumam dar continuidade ao desenvolvimento dos carros, apostando na introdução de novas peças, por meio de uma evolução do pacote aerodinâmico. Ao longo dos treinos livres é normal ver as equipes usando os aero-rakes e o flow-vis.
As estratégias
A estratégia predominante no grid foi a utilização dos pneus macios na largada, escolhidos por 18 pilotos com diferentes combinações de jogos novos e usados. Yuki Tsunoda, que partiu dos boxes, foi a exceção ao optar pelos compostos médios para o início da corrida.
Ao longo da prova, a maior parte dos competidores realizou seu stint intermediário com os pneus médios, retornando aos macios para a fase decisiva do Grande Prêmio. A entrada do Safety Car nas voltas finais alterou os planos das equipes e provocou uma parada extra para todos os pilotos do pelotão.

A Red Bull foi a equipe que mais visitou os boxes, completando quatro pit stops com seus carros, enquanto os demais competidores realizaram três paradas ao longo da corrida. Entre todos os pilotos, apenas Max Verstappen utilizou os pneus duros, apostando no composto mais resistente em seu último stint.
Durante a terça e quarta-feira, pós-GP de Barcelona, a Pirelli realizará uma sessão de testes dos pneus slick com a presença da Ferrari, Aston Martin e Cadillac.
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