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McLaren prepara “carro novo” para próximas etapas da Fórmula 1

Equipe aposta em grande pacote aerodinâmico após início difícil para reduzir diferença para Mercedes e Ferrari

A McLaren planeja dar um passo importante na temporada 2026 da Fórmula 1 com a introdução de um pacote de atualizações significativo para os Grandes Prêmios de Miami e do Canadá. A equipe britânica aposta em um carro praticamente novo para tentar reduzir a diferença para a Mercedes, atual líder do campeonato.

Após terminar a última temporada com título no Mundial de Construtores e Lando Norris com o título de pilotos, a McLaren iniciou 2026 em desvantagem. O desenvolvimento limitado do carro e a adaptação à nova unidade de potência fornecida pela Mercedes impactaram o desempenho inicial, chegando ao ponto de a equipe não conseguir largar no GP da China com Lando Norris e Oscar Piastri.

Apesar das dificuldades, o time apresentou evolução ao longo das primeiras etapas. No Japão, por exemplo, Piastri brigou diretamente pela vitória e terminou na segunda posição, atrás de Kimi Antonelli, sinalizando um progresso na compreensão do novo pacote técnico.

A pausa de cinco semanas no calendário, provocada pelo cancelamento das etapas do Bahrein e da Arábia Saudita, foi fundamental para que a equipe concentrasse esforços no desenvolvimento do carro. O foco esteve principalmente nas melhorias aerodinâmicas, aproveitando o potencial das novas regras da categoria.

“Em nossa intenção, sempre houve a ideia de entregar um carro completamente novo – especialmente do ponto de vista das melhorias aerodinâmicas – para as corridas na América do Norte, para que pudéssemos cumprir esse plano”, falou Andrea Stella, chefe de equipe da McLaren durante um evento de imprensa na sede da equipe.

“Obviamente, o fato de o calendário ter sido alterado ajudou um pouco, assim como certamente ajudou todas as outras equipes que puderam trabalhar de forma mais eficiente na melhoria do carro, em vez de estarem ocupadas com as corridas.”

“Mas eu diria que, no geral, em Miami e no Canadá, veremos um MCL40 completamente novo. Novamente, gostaria de enfatizar que isso é o que eu esperaria da maioria dos nossos concorrentes, então não será necessariamente uma mudança na hierarquia, será efetivamente apenas uma verificação de quem conseguiu adicionar mais desempenho no mesmo período.”

LEIA MAIS: Rob Marshall revela bastidores do regulamento de 2026 e aponta diferenças entre equipes

A equipe de Woking optou por observar quais as escolhas as equipes rivais fariam para os seus equipamentos, antes de tomar algumas decisões sobre o projeto e como proceder pelo restante do campeonato.

Em recente entrevista, o projetista-chefe da McLaren, Rob Marshall falou como as apostas das equipes rivais, fizeram eles pensar sobre conceitos que não tinham explorado no momento de criação do carro. No entanto, eles entendem que nem todo tipo de novidade é plausível para se explorar no seu projeto.

Desta forma, segundo o chefe da equipe, Andrea Stella, a expectativa é apresentar um MCL40 significativamente atualizado para as duas próximas corridas do calendário. O dirigente sabe que assim como eles tiveram este tempo de pausa para pensar e reformular os seus projetos, os rivais também tiveram a mesma oportunidade.

“Temos também algum desempenho a recuperar se olharmos para a Mercedes, e em certa medida para a Ferrari também, mas estamos bastante satisfeitos com o desenvolvimento que conseguimos alcançar nos bastidores.

“Esperamos poder ver um MCL40 um pouco mais competitivo em Miami e depois no Canadá, considerando que a última corrida já teve um desempenho competitivo decente no Japão. Portanto, estamos ansiosos pelas próximas corridas”, afirmou o chefe de equipe.

Atualmente na terceira posição do campeonato de construtores, a McLaren está 89 pontos atrás da Mercedes (o time alemão soma 139 pontos) e também observa a Ferrari como uma rival direta (o time italiano tem 90). Ainda assim, Stella demonstrou confiança no progresso interno da equipe, especialmente na integração com a unidade de potência.

Stella ainda ressaltou que o trabalho conjunto com a HPP (divisão de motores da Mercedes) evoluiu significativamente desde o início da temporada, permitindo à equipe extrair melhor desempenho do conjunto.

“Em termos de trabalho conjunto com a HPP e até mesmo no desenvolvimento de ferramentas de simulação em conjunto com a HPP, demos um passo significativo em comparação com a nossa situação na Austrália, então acho que, como equipe, estamos muito mais preparados agora”.

“No início da temporada, um déficit poderia ter existido como consequência natural de sermos uma equipe cliente quando a programação estava tão apertada – também do ponto de vista da unidade de potência – e isso era aceitável, algo que estávamos prontos para aceitar e que processamos de forma muito construtiva em conjunto com a HPP.”

“Mas agora, acho que preenchemos essa lacuna e devemos ter todas as ferramentas necessárias para extrair o máximo da unidade de potência.”

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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