Nesta quarta-feira (10) foi publicado o acordo entre Fórmula 1, FIA, FOM, as equipes e os fabricantes de unidade de potência, sobre os regulamentos técnicos e financeiros que vão reger a categoria em termos de motores em 2027 e 2028.
A decisão é resultado de uma série de reuniões realizadas desde o início da atual temporada, após preocupações surgirem em torno da gestão de energia dos novos motores introduzidos em 2026.
As discussões ganharam força nas primeiras etapas do campeonato, quando equipes e fabricantes identificaram dificuldades relacionadas ao equilíbrio entre a potência elétrica e o motor a combustão interna em determinadas situações de corrida.
Embora o novo regulamento tenha produzido disputas competitivas e equilibradas, alguns cenários levantaram questionamentos sobre a forma como a energia era gerenciada ao longo das provas e, principalmente, durante as voltas de classificação. Essas discussões também foram pautadas no âmbito da segurança, além da competitividade.
Vários pilotos tem realizado comentários negativos sobre os regulamentos atuais e solicitado que mudanças sejam promovidas, para melhorar a competição, mas principalmente a experiência deles.
O pacote aprovado busca corrigir essas questões sem alterar a essência do regulamento introduzido em 2026. A principal mudança prevê um reequilíbrio gradual entre a contribuição do motor de combustão interna e dos sistemas de recuperação de energia ao longo das temporadas de 2027 e 2028.
Na prática, a FIA pretende ajustar a distribuição de potência entre as duas fontes de energia, aumentando a participação do motor a combustão e revisando parâmetros relacionados ao fluxo de combustível e à utilização da energia elétrica recuperada durante as voltas. O objetivo é evitar situações em que os pilotos precisem administrar excessivamente a energia disponível, preservando o desempenho dos carros ao longo de uma volta e tornando as sessões classificatórias mais intensas.

Além das mudanças técnicas, o acordo também contempla ajustes nos regulamentos esportivos e financeiros. Entre os temas discutidos estão condições de fornecimento das unidades de potência, procedimentos operacionais durante os fins de semana de corrida e adaptações nos limites orçamentários ligados ao desenvolvimento dos motores.
As fornecedoras de unidades de potência demonstraram preocupação, principalmente por conta da definição do ADUO, bem como a forma como eles vão utilizar essas atualizações dos motores, pensando na continuidade do desenvolvimento desses motores para os próximos anos.
As alterações representam uma continuidade do trabalho conjunto realizado entre FIA, FOM, equipes e fabricantes durante a criação do regulamento de 2026. Desde o início do projeto, a entidade buscou construir as regras em colaboração com as montadoras para garantir estabilidade técnica e atratividade para novos participantes.
Para 2026, eles chegaram no acordo 50/50 da utilização do motor a combustão e o elétrico (precisamente 57/47), mas logo após a realização dos primeiros eventos, foi discutido uma possível alteração dessa divisão. O intuito foi chegar em 60/40, mas algumas fabricantes acharam que a mudança já para 2027 seria prejudicial, por isso será feita de forma gradual: 58/42 em 2027 e 60/40 em 2028, favorecendo o motor de combustão interna.
Desta forma, para o próximo ano o fluxo de combustível será aumentado em 5% no próximo ano, elevando a potência do motor de combustão de 400kW, para 420kW sem promover uma grande mudança de hardware.
Com o ajuste do motor elétrico de 350kW para 300 kW. O modo ultrapassagem permanecerá em 350kW para garantir que os carros continuem utilizando o recurso de potência extra, enquanto o limite máximo de recuperação de energia será aumentado de 250kW para 375kW.
A mudança mais significativa ficará para 2028. O aumento de 13% no fluxo de combustível elevará a potência do motor de combustão interna para 450 kW, consolidando a transição para uma configuração com maior participação do motor térmico na geração de potência. O adiamento da medida dará às fabricantes mais tempo para adaptar seus projetos ao novo equilíbrio de 60% de combustão e 40% de energia elétrica. A partir dessa temporada, o limite de recuperação de energia também será ampliado para 400 kW, enquanto a potência máxima disponível para os pilotos e o sistema de ultrapassagem permanecerão inalterados.
A aprovação definitiva do pacote acontecerá durante a reunião do Conselho Mundial de Automobilismo, marcada para o dia 23 de junho, em Macau. Caso seja ratificado, o conjunto de mudanças oferecerá às equipes e fabricantes maior previsibilidade para o desenvolvimento de suas unidades de potência nos próximos anos, ao mesmo tempo em que busca aperfeiçoar um regulamento que já começou a moldar a nova era da Fórmula 1.
Conheça nossa página na Amazon com produtos de automobilismo!
O Boletim do Paddock é um projeto totalmente independente. É por isso que precisamos do seu apoio para continuar com as nossas publicações em todas as mídias que estamos presentes!
Conheça a nossa campanha de financiamento coletivo do Apoia.se, você pode começar a contribuir com apenas R$ 1, ajude o projeto. Faça a diferença para podermos manter as nossas publicações. Conheça também programa de membros no nosso canal do Youtube.
Descubra mais sobre Boletim do Paddock
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.







