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Estratégias de pneus marcam GP de Singapura, com vitória de Verstappen e pódio perdido por Hamilton

Neerlandês conquistou duas poles e duas vitórias em Marina Bay; estratégia de pneus definiu a corrida principal, enquanto Hamilton perdeu posições após permanecer na pista durante o safety car virtual

A Fórmula 1 encerrou neste fim de semana a rodada tripla iniciada no Azerbaijão, com a disputa do GP de Singapura. Em ascensão nas últimas etapas, Max Verstappen confirmou a boa fase ao conquistar sua segunda vitória na temporada 2026, após uma atuação dominante no circuito de Marina Bay.

Singapura nunca foi uma das pistas mais favoráveis ao neerlandês, mas Verstappen conseguiu superar esse histórico e comandar o fim de semana do início ao fim. O piloto da Red Bull conquistou as poles e venceu tanto a Sprint quanto o Grande Prêmio, fechando com autoridade o último evento com formato Sprint da temporada.

Sprint em Singapura

Poucos dias após a largada do GP do Bahrein, disputado na Malásia, a chuva voltou a marcar presença antes do início de uma corrida. Na Sprint de Singapura, porém, o grid não apresentou divergências na escolha dos pneus, todos os pilotos optaram pelos intermediários, mesmo com a pista não estando completamente molhada.

A prova de 100 km tem por característica não contar com uma parada obrigatória, mas dependendo das circunstâncias da prova, os pilotos precisam recorrer aos boxes para uma fazer uma parada. No entanto, dessa vez ninguém se arriscou andar com os pneus de pista seca, todos completaram a prova com os intermediários, já que a reta dos boxes e mais um trecho da pista continuava úmido.

Infelizmente, com os poucos tentes para o desenvolvimento dos pneus de chuva, a Fórmula 1 evita lidar com a pista molhada. A chuva que caiu em Singapura antes da largada foi suficiente para atrasar o começo da corrida, já que existiam algumas poças pelo traçado, mas principalmente a falta de confiança.

Os pilotos também te falado sobre os novos carros da categoria e como julgam que os equipamentos desse novo regulamento são mais perigosos para guiar na chuva.

F1 Sprint em Singapura – Foto: divulgação Pirelli

Max Verstappen venceu a corrida Sprint, mas perdeu a liderança da corrida logo depois da largada. George Russell teve uma reação melhor e tomou a ponta, porém, quando começava o segundo giro, bateu na reta principal e abandonou a prova, assim o neerlandês recuperou a liderança sem precisar batalhar por ela.

Os pneus de faixa verde (intermediários) acompanharam os pilotos e deram mais segurança no trecho úmido, porém, a degradação térmica acabou fazendo com que os pneus apresentassem um pouco de granulação – especialmente no eixo dianteiro.

Corrida Principal

Max Verstappen venceu o GP de Singapura trabalhando com a estratégia de uma parada. O piloto apresentou um ritmo forte durante toda corrida. Basicamente, o competidor completou 32 voltas com os pneus macios e 30 com os compostos médios, ambos sendo pneus novos.

Desde de o início do fim de semana, a Pirelli apostava que a estratégia de apenas uma parada seria a mais rápida, podendo ter alguma alteração em caso de Safety Car ou Virtual Safety Car.

Charles Leclerc e Andrea Kimi Antonelli completaram o pódio, ambos em uma estratégia de duas paradas. A segunda parada de ambos, aconteceu durante o Safety Car Virtual, provocado pelo abandono de Lance Stroll.

Estratégia de Pneus do GP de Singapura – Foto: divulgação Pirelli

A prova da Ferrari foi pautada nesse VSC, já que com a naturalização da corrida, o time italiano se preparou para fazer uma parada dupla com Leclerc e Lewis Hamilton, mas o heptacampeão mundial se recusou e não entrou nos boxes.

A parada adicional de Charles Leclerc foi encarada como uma oportunidade para reduzir a diferença para Max Verstappen e entrar na disputa pela vitória. No entanto, o tetracampeão mundial manteve um ritmo forte ao longo da prova. Mesmo com o monegasco registrando algumas voltas rápidas, a diferença entre os dois na linha de chegada superou os sete segundos.

Lewis Hamilton, por sua vez, optou por largar com os pneus médios e dividir a estratégia com o companheiro de equipe. Inicialmente, a expectativa era de que o heptacampeão prolongasse seu primeiro stint até a metade da corrida, mas o britânico antecipou a parada e foi aos boxes na volta 18. A decisão indicava a possibilidade de uma estratégia de duas paradas, independentemente da entrada de um safety car. Hamilton, porém, optou por permanecer com os pneus macios até o fim da prova após sua primeira troca.

O momento decisivo veio durante o período de Virtual Safety Car (VSC), quando a Ferrari chamou os dois pilotos para os boxes. Hamilton decidiu permanecer na pista, contrariando a orientação da equipe. Depois disso, já não surgiu outra oportunidade tão favorável para realizar uma nova parada sem comprometer sua posição.

Com o avanço da corrida, o desgaste dos pneus prejudicou o ritmo do britânico, que não conseguiu resistir aos ataques de Kimi Antonelli e da dupla da McLaren. Hamilton perdeu posições na parte final e cruzou a linha de chegada em sexto lugar, deixando escapar a chance de conquistar um pódio e somar pontos importantes para o campeonato. Após a prova, o piloto assumiu a responsabilidade pelas próprias decisões e reconheceu que a estratégia não deu certo.

Desempenho dos pneus usados em Singapura – Foto: divulgação Pirelli

A prova Sprint contou com diversos abandonos, diferente da corrida principal que apenas três carros não completaram a prova.

Os pneus duros não foram utilizados ao longo da corrida, por conta das questões relacionadas com temperatura e gerenciamento. Em grande parte dos eventos, independente da gama de pneus escolhida, os pneus macios e médios têm performado melhor.

George Russell e Isack Hadjar encararam uma corrida de recuperação, os pilotos terminaram no top-10, ocupando o nono e o décimo lugar, respectivamente. Os pilotos lideram com a dificuldade para fazer ultrapassagens em pista, desta forma, alongaram a permanência em pita com os pneus médios e terminaram a corrida com os macios. No caso do piloto britânico, ele fez sua parada obrigatória no VSC de Lance Stroll.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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