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FIA admite que erro humano atrapalhou pilotos na classificação Sprint em Singapura

Falha na reativação do modo de ultrapassagem após bandeira vermelha afetou as voltas finais da SQ1; Carlos Sainz criticou a falta de equidade

A Fórmula 1 enfrentou mais um erro nessa sexta-feira (09), a questão foi reconhecida pela FIA, já que alguns carros perderam a chance de usar o Modo de Ultrapassagem durante o SQ1 da classificação que definiu o grid da prova Sprint em Singapura.

Segundo o comentário da entidade, o recurso não estava disponível após a relargada após uma bandeira vermelha – provocada pela batida de Sergio Pérez. Por uma falha humana no controle de prova, o recurso não foi reativado imediatamente após a retomada da sessão.

Quando a FIA percebeu que o sistema não estava operacional na sessão, o controle de prova liberou o Modo Ultrapassagem por apenas 27 segundos, antes de ser desativado novamente.

Nesse intervalo, alguns pilotos conseguiram completar voltas com a potência adicional, enquanto outros não foram beneficiados, dependendo de sua posição na pista e do momento em que iniciaram suas tentativas.

A própria FIA reconheceu que a falha afetou o desempenho relativo dos carros. Ainda assim, não há indicação de que o problema tenha sido determinante para a eliminação dos pilotos que deixaram a classificação ao fim da SQ1.

A diferença foi percebida ainda durante a sessão. Isack Hadjar, da Red Bull, reclamou pelo rádio da falta de potência em sua última tentativa. Os pilotos da Mercedes e da Audi também apresentaram velocidades inferiores na reta até a curva 7 durante uma das voltas finais, antes de registrarem números melhores no encerramento da fase.

George Russell, da Mercedes, recebeu a informação de que havia um problema nas configurações da FIA. Outros pilotos também foram avisados de que a falha afetava todos os carros, embora o impacto não tenha sido necessariamente igual para cada um.

Carlos Sainz, da Williams, terminou a SQ1 na última posição e demonstrou insatisfação com a condução do episódio. O espanhol afirmou que alguns competidores tiveram uma vantagem considerável de potência em relação a outros, embora também tenha reconhecido que enfrentou problemas nos freios.

“Metade dos carros completou a volta com um motor meio segundo mais rápido que os outros. Desta vez houve outro problema de software com os carros e nós fomos os mais prejudicados”, afirmou Sainz.

“Por algum motivo, a FIA, assim como na Malásia, não decidiu implementar a equidade esportiva e ficou satisfeita em colocar metade dos carros na classificação com uma potência maior do que a outra metade.”

“Estou um pouco confuso sobre por que o esporte continua fazendo coisas diferentes dependendo de quem sai no Q1 ou de quem sai na primeira volta.”

Sainz ainda questionou a consistência dos procedimentos adotados pela categoria diante de situações semelhantes. Apesar das críticas, os dados disponíveis não indicam que a Williams tenha perdido velocidade nas retas em relação aos rivais diretos nos momentos finais da SQ1.

Novo problema após falha na Malásia

O episódio em Singapura ocorreu poucos dias depois de um problema de software ter prejudicado a primeira tentativa de largada do GP realizado em Sepang. Naquela ocasião, uma falha afetou o procedimento de início da corrida e obrigou a FIA a intervir antes da retomada.

A falha envolvendo o modo de ultrapassagem na classificação Sprint, porém, foi um incidente separado de outro problema registrado no próprio SQ1, uma falha de cronometragem impediu que todos os tempos fossem registrados corretamente ao fim da sessão.

A inconsistência nos registros provocou um breve atraso no início da SQ2, enquanto a FIA conferia a ordem dos competidores e avaliava se a classificação poderia prosseguir.

A entidade ate cogitou reiniciar a sessão, mas acabou dando prosseguimento e depois de um tempo de paralisação, retomou a classificação da onde tinham parado.

A sequência de ocorrências volta a colocar em evidência a importância dos procedimentos operacionais e dos sistemas eletrônicos na Fórmula 1.

Veja o comunicado: “Durante a primeira parte da classificação sprint, houve um erro humano no controle de prova, não relacionado ao problema de cronometragem também registrado no SQ1. Esse erro fez com que o Modo de Ultrapassagem não estivesse disponível após o período de bandeira vermelha durante o SQ1.”

“Quando ficou evidente que o Modo de Ultrapassagem não estava ativo após a relargada, o sistema foi ativado por um período de 27 segundos antes de ser desativado novamente.”

“A FIA reconhece que esse lamentável erro humano teve impacto no desempenho de determinados carros, dependendo do momento em que realizaram suas voltas e de sua posição ao longo do circuito.”

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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