George Russell saiu da classificação para o Grande Prêmio da Bélgica com um sentimento misto. Apesar de considerar que fez uma boa volta em Spa-Francorchamps, o piloto da Mercedes revelou que segue enfrentando um problema de desempenho em reta que, segundo ele, tornou impossível competir em igualdade de condições com seu companheiro de equipe, Kimi Antonelli.
O britânico terminou a sessão classificatória mais de meio segundo atrás do jovem italiano e explicou que a perda de velocidade máxima, identificada inicialmente no GP da Inglaterra, continua afetando seu carro. A equipe acreditava ter encontrado a origem do problema antes da etapa belga, mas as mudanças realizadas não surtiram o efeito esperado.
“Bem, para ser honesto, foi uma sensação boa. Mas estávamos lidando com um problema de velocidade em linha reta desde Silverstone, e pensamos que tínhamos encontrado a solução – fizemos uma alteração, mas não era esse o problema.”
Segundo o piloto, a Mercedes chegou a avaliar se a diferença estava relacionada ao estilo de pilotagem, mas essa hipótese também foi descartada após novos testes.
“Pensávamos que era o estilo de pilotagem e tentamos diferentes estilos, mas não era a solução. As perdas são astronômicas neste momento, mas, depois de analisar os dados, estou otimista com o trabalho que fiz. Minha volta, se considerarmos apenas as curvas, foi muito boa.”
A situação preocupa Russell não apenas pelo desempenho em Spa, mas também pelo impacto direto na disputa interna da equipe e na luta pelo campeonato. Com Antonelli abrindo 25 pontos de vantagem no campeonato, o britânico reconheceu que, nas atuais circunstâncias, não consegue enfrentar o companheiro de equipe.
“É extremamente frustrante, sabe? Lutar contra o Kimi, mesmo nas melhores circunstâncias, é muito difícil em uma luta justa. Quando estamos nessa situação, é impossível.”
Russell explicou que a Mercedes ainda trabalha para identificar a origem exata do problema, já que diversos componentes podem estar influenciando a perda de desempenho.
“Você está perdendo todo o tempo de volta nas retas, a equipe está trabalhando muito para tentar identificar o problema, porque pode ser um milhão de coisas. Não é só o motor que está lento. Pode ser o arrasto ou algo prendendo, podem ser os rolamentos, a unidade de potência, a bateria, as asas, o piso? Há um milhão de coisas diferentes.”
Após a classificação Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes mencionou que a equipe está investigando a situação de Russell, para solucionar os problemas e deixar o competidor mais confortável no carro.
Em tom bem-humorado, o piloto revelou que chegou a recorrer a uma técnica incomum durante a classificação na tentativa de reduzir o arrasto.
“Eu estava tentando uma estratégia de kart, baixando a cabeça para ver se isso ajudava, mas não ajudou.”
Apesar das dificuldades, Russell ganhará uma posição no grid para a corrida deste domingo graças à punição aplicada a Lando Norris, da McLaren, por troca da unidade de potência. Assim, o piloto da Mercedes largará imediatamente atrás de Antonelli, na fila ímpar por ocupar a terceira colocação. Max Verstappen iniciará a prova da segunda colocação.
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