A Fórmula 1 retorna neste fim de semana, para disputar o GP da Itália. A prova deste fim de semana é bem simbólica, a corrida no Autódromo de Monza é clássica, esse traçado agrada os pilotos e é favorável para disputas.
O próximo confronto do calendário é disputado na casa de Andrea Kimi Antonelli, o jovem piloto segue comandando o campeonato e soma 242 pontos. No entanto, a Mercedes escolheu essa pista para trocar o motor usado pelo italiano, após os problemas enfrentados por ele no início do campeonato.
Para evitar novos problemas de confiabilidade a possibilidade de Antonelli ter uma das suas corridas atrapalhada por essa condição, a Mercedes efetuará a troca da unidade de potência neste circuito. Antonelli vai começar a corrida do final do pelotão, desta forma, no domingo o seu foco será realizar uma corrida de recuperação.
LEIA MAIS: Antonelli enfrentará punição no GP da Itália após Mercedes confirmar troca de motor
George Russell que atualmente está empatado com Lewis Hamilton, ambos com 183 pontos, também enfrentará uma troca de motor – mas não neste traçado – a equipe avalia a possibilidade de a substituição acontecer no Azerbaijão.
A Ferrari levou para Monza sua segunda atualização do motor, por conta do ADUO, Lewis Hamilton está otimista com a mudança e mira a possibilidade de vencer com a equipe italiana neste fim de semana.
Independente do que acontecer com eles, é necessário não perder Lando Norris do radar. O campeão de 2025 faturou duas vitórias consecutivas – Hungria e Holanda e espera ter um bom desempenho na pista, por conta da crescente apresentada pela McLaren.
Charles Leclerc também chega com gana por um bom resultado, apesar do infortune-o na Holanda. O monegasco soma 155 pontos e como disse Hamilton, neste fim de semana toda equipe precisa trabalhar junto, para que a Ferrari obtenha o melhor resultado correndo em casa.

O GP da Itália
A Itália ocupa um lugar de destaque na história do automobilismo, e Monza é um dos principais símbolos dessa tradição. Inaugurado em 1922, o Autódromo Nazionale di Monza foi o terceiro circuito construído especificamente para receber competições de alto nível, depois de Brooklands e Indianápolis. A pista também está presente no calendário da Fórmula 1 desde a temporada inaugural, em 1950.
Desde então, o Grande Prêmio da Itália é disputado regularmente em Monza. A única exceção aconteceu em 1980, quando Imola recebeu a etapa enquanto o tradicional circuito italiano passava por reformas.
Ao longo de sua história, Monza também contou com diferentes configurações. Entre elas estavam os famosos trechos inclinados, que ainda podem ser vistos pelos visitantes do circuito. Essas áreas foram utilizadas em apenas quatro edições do GP da Itália, em 1955, 1956, 1960 e 1961.

E a inclinação impressionava: em determinados pontos, chegava a 80%, permitindo que os carros alcançassem velocidades superiores a 270 km/h. Para quem visita Monza, o circuito oferece ainda outro atrativo: sua localização dentro de um amplo parque natural, que transforma a visita ao tradicional “Templo da Velocidade” em uma experiência que vai além do automobilismo.
Monza é uma pista com longas retas e cobra muito da potência do motor. Esse fim de semana, os novos motores usados pela categoria, acabam trazendo certa preocupação e a possibilidade de limitar a performance.
Os pilotos ao longo do campeonato, tem reclamado da necessidade de fazer a gestão da energia e de quanto isso pode dar a falsa sensação de disputa na pista. O documento oficial da FIA, aponta que a recarga para Monza foi reduzida para 5MJ em Monza – na classificação e 7 MJ para corrida, com o objetivo de reduzir os efeitos do superclipping.
Justamente por conta das longas retas de Monza e as características das curvas, os pilotos não têm muitas áreas para trabalhar as recargas dos carros, podendo não entregar a regeneração de energia esperada.
Ao longo dos eventos – por mais que a transmissão tente mascarar, em algumas pistas os pilotos têm lidado com a queda acentuada da velocidade, antes do término de uma volta rápida. Mesmo com o ajuste da FIA, a gestão das baterias neste evento, ditará o desenvolvimento do evento.
O traçado tem 5.793 km e 11 curvas. Os times apostam em configurações de baixo downforce para os seus carros, mas é necessário trabalhar a traseira deles. Os implementam novas asas traseiras para a realização dessa prova. O papel do vácuo se mostra extremamente importante, principalmente durante a classificação. Falando em configuração, o equilíbrio do carro é incrivelmente importante nesta pista, justamente por conta das altas velocidades atingidas
Os Pneus da etapa de 2026
Para o GP da Itália, em Monza, a Pirelli manteve a escolha de compostos utilizada no ano passado: C3 como duro, C4 como médio e C5 como macio.
Os três jogos de pneus podem ser usados na corrida, porém, a FIA já declarou o “risco de calor”. Se as temperaturas do asfalto estiverem muito altas, fica mais complicado realizar o gerenciamento dos pneus macios e fazer os médios durar por muitas voltas.
Durante a corrida, o superaquecimento dos pneus traseiros pode ser um dos principais pontos de atenção.
Monza costuma apresentar boas condições de aderência desde o início do fim de semana.
LEIA MAIS: Pirelli define pneus macios para o GP da Itália de 2026
O traçado de Monza não sofreu alterações significativas desde o recapeamento realizado em 2024, que resultou em uma superfície de asfalto considerada relativamente lisa.
Para a temporada atual, as principais mudanças ficaram restritas às zebras das curvas 1, 4 e 8, que foram reconstruídas. Já na curva 5, a área de escape também foi modificada, com a substituição do cascalho por uma superfície asfaltada.

Conheça nossa página na Amazon com produtos de automobilismo!
O Boletim do Paddock é um projeto totalmente independente. É por isso que precisamos do seu apoio para continuar com as nossas publicações em todas as mídias que estamos presentes!
Conheça a nossa campanha de financiamento coletivo do Apoia.se, você pode começar a contribuir com apenas R$ 1, ajude o projeto. Faça a diferença para podermos manter as nossas publicações. Conheça também programa de membros no nosso canal do Youtube.
Descubra mais sobre Boletim do Paddock
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.







