Lewis Hamilton recentemente adquiriu uma F40, o heptacampeão mundial revelou em suas redes sociais a aquisição do carro. Com parceria da Ferrari, a restauração foi realizada e o piloto apareceu em Monza guiando o “carro dos sonhos”.
Apesar de em setembro de 2025 o piloto da Ferrari ter vendido a sua coleção de carros, com valor estimado em 13 milhões de libras, o piloto ainda desejava ter um carro.
Lewis revelou que buscava havia algum tempo um exemplar autêntico do modelo e acabou se deparando com uma unidade que basicamente não foi se quer usada pelo antigo proprietário.
You just can’t beat this arrival 😮💨 pic.twitter.com/fYevcCGXJL
— Scuderia Ferrari HP (@ScuderiaFerrari) September 3, 2026
A F40 foi adquirida diretamente em Maranello, porém, o antigo proprietário completou apenas 69 km, levando o carro até a sua casa e depois o equipamento nunca mis foi utilizado. Ao longo dos anos o exemplar ficou na garagem, guardada por 30 anos, servindo apenas para acumular poeira.
Em seu Instagram, Hamilton escreveu: “A minha própria F40. Este é o carro dos meus sonhos, e foi, desde que me entendo por gente. Quando criança eu sonhava em ter uma. Quando entrei para a Ferrari no ano passado, fiz questão de levá-la comigo no meu primeiro dia em Maranello. É isso que ela significa pra mim.”
“Esses carros são obras de arte e incrivelmente raros; por isso, quando encontrei esta unidade — coberta de poeira, após ficar parada em uma garagem por mais de trinta anos —, soube que precisava trazê-la para casa. Primeiro para Maranello, onde os engenheiros e mecânicos mestres da fábrica trabalharam durante semanas para trazê-la de volta à vida. Um agradecimento enorme a todos que participaram deste projeto. Foi, de fato, um sonho realizado. Mal posso esperar para compartilhar mais novidades com vocês. Fiquem ligados…”
Hamilton há algum tempo estava em busca de um exemplar. Algumas apareceram em leilão nos últimos anos, mas ele não achava uma que tivesse as características que busca.
Um dos critérios era que o carro tivesse baixa quilometragem. Outro era que ela guardasse alguma história especial… e apesar de se deparar com algumas pelo caminho, “não eram particularmente especiais, ou talvez a pintura tivesse sido refeita”.
O F40 adquirido por Hamilton nunca mais foi ligado, desde que deixou Maranello e foi para casa do ex-dono.
“Então queria encontrar o mais autêntico possível e consegui encontrar este. O proprietário comprou o carro, dirigiu de Maranello até a casa por 69 quilômetros, estacionou e nunca mais ligou. A porta do passageiro nunca tinha sido aberta. Havia apenas esta capa sobre o carro e toda aquela poeira”, contou.
Lewis ainda tinha dúvidas se manteria ela como estava “como uma peça de arte” ou fazer a sua restauração. O piloto que defende a Ferrari desde 2025, optou pela segunda opção e partiu para o projeto de restauração, para que o carro se tornasse funcional.
“O que também foi incrível é que, quando desmontaram o carro para verificá-lo, primeiro, ele resistiu ao teste do tempo, então tudo ainda estava funcionando. Quase nada precisou ser trocado”, revelou Lewis.
Algo particular chamou a atenção do piloto, o motor do F40 adquirido por Lewis trazia o número 44 gravado no motor – o mesmo que Lewis usa na Fórmula 1 como o seu número de identificação na pista.
“Quando tiraram o motor, descobriram que o número do motor é 44. Está gravado no motor o número 44, e não consegui acreditar. Pensei: ‘Vocês estão mentindo’. Então parece muito que era destino”, revelou Hamilton.
O F40 foi o primeiro carro de rua a ultrapassar os 320 km/h e sem contar com freios ABS ou qualquer controle eletrônico. O lançamento do carro foi em celebração aos 40 anos de produção de automóveis da Ferrari. O equipamento foi aprovado pessoalmente por Enzo Ferrari, que faleceu em 1988.
A carroceria conta com linhas limpas e seu design ainda é moderno, para um carro que passa dos 30 anos. Além disso, portas, capô e tampa do porta-malas foram feitos em fibra de carbono, para tornar o carro mais leve. O F40 pesava apenas 1100 kg, por conta disso e do seu aprimoramento aerodinâmico em túnel de vento, ele conseguiu ultrapassar os 320 km/h.
Para o motor a Ferrari equipou o carro com um V8 turbo, o mais potente fabricado na época, ele era capaz de produzir 478 cv (351kW) a partir dos seus 2,9 litros. Além disso, ele também contava com um câmbio de competição sem sincronização “para aqueles que quisessem levar o conceito de carro de corrida para as ruas ao extremo”. A maior parte dos compradores optava por um câmbio manual de cinco marchas totalmente sincronizado.
Na época do seu lançamento, o F40 chegava de 0 a 100 km/h em 4,1 segundos, enquanto a sua velocidade máxima era 323 km/h.
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