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Estratégias definem o GP de Miami: undercut da Mercedes e marcam vitória de Antonelli

Entre escolhas de pneus, Safety Car e ameaça de chuva, equipes apostam em abordagens distintas; Andrea Kimi Antonelli leva vantagem sobre Lando Norris após parada decisiva

O GP de Miami recebeu mais uma etapa Sprint, desta forma foram realizadas duas classificações e duas corridas. O evento Sprint foi dominado por Lando Norris, enquanto Andrea Kimi Antonelli conseguiu converter a sua terceira pole, na terceira vitória da carreira.

SPRINT EM MIAMI

Antes de desembarcar em Miami, o cenário apontava um forte calor durante a sexta-feira e o sábado, mas o risco muito alto de chuva no domingo – com temperaturas mais amenas.

Embora fosse uma corrida curta de 100 km, com apenas 19 voltas; durante a prova Sprint os competidores tentaram estratégias diferentes no uso dos pneus. Os pilotos da Cadillac foram os únicos que recorreram aos pneus duros, enquanto a dupla da Aston Martin apostou nos compostos macios. Meio que apostando na “bola de segurança”, o restante do pelotão optou pelos compostos médios.

Trabalho realizado pela Fórmula 1 no evento Sprint – Foto: divulgação Pirelli

Durante a Sprint as temperaturas chegaram a cerca de 33 graus, obrigando os pilotos a competir em uma situação de calor extremo.

A prova Sprint não foi muito movimentada, diferente das corridas iniciais do campeonato onde os pilotos estavam no “passa e repassa” das disputas em pista, na corrida que abriu o sábado eles estiveram muito mais contidos.

Lando Norris dominou a etapa, após faturar a pole e vencer a corrida com tranquilidade. O britânico disparou na ponta, evitando ser atacado e comprometer o seu desempenho de alguma forma.

Por outro lado, Oscar Piastri terminou a corrida na segunda colocação, mas o competidor precisou batalhar bastante pelo resultado, já que Charles Leclerc fez o possível para superar o australiano.

Mais tarde, naquele mesmo dia, Andrea Kimi Antonelli celebrou a pole para a corrida principal.

DOMINGO – GP DE MIAMI

Fugindo ao máximo de problemas com a chuva – que pudessem provocar o adiamento da corrida por vários minutos, a Fórmula 1 optou por antecipar o início da corrida em três horas.

A manhã no circuito foi tomada pela chuva, mas à medida que o dia foi avançando o cenário mudou. A Fórmula 2 conseguiu realizar a sua prova – a categoria contribuiu em muito com a F1, ajudando a formar um trilho seco, horas antes da categoria principal invadir o traçado.

Na janela escolhida para disputar a corrida, os times se concentraram no uso apenas dos pneus de pista seca. Apesar de uma breve ameaça da chuva atingir o traçado em algum momento da prova, as apostas não se confirmaram, desta forma os competidores encontraram pista seca do início ao fim da corrida.

Max Verstappen parou na sexta volta para instalar os pneus duros, realizando a troca obrigatória de pneus mais cedo do que o esperado. Com o novo conjunto de pneus duros, Verstappen realizou algumas ultrapassagens e rapidamente tinha retornado ao top-10.

O neerlandês precisou trabalhar com algo diferente, pois pouco depois da largada ele rodou e foi parar na nona colocação. Estagnado em oitavo, a Red Bull aproveitou a entrada do Safety Car por conta dos abandonos de Isack Hadjar e Pierre Gasly – que levaram Max aos boxes.

Estratégia de pneus adotada durante o GP de Miami – Foto: divulgação Pirelli

Pelas voltas seguintes ele foi se encontrando com pilotos que estavam com pneus mais velhos e conseguiu crescer na corrida. A grande aposta estava em como seria o final da sua corrida e se ele precisaria mais uma vez recorrer aos boxes. Como o Safety Car não pintou em pista e nem mesmo a chuva, o melhor que Verstappen conseguiu foi um 5° lugar com a Red Bull.

Os pilotos do pelotão da frente, protagonizaram uma boa disputa. Inicialmente Andrea Kimi Antonelli perdeu a ponta para Charles Leclerc e antes da entrada do Safety Car na sexta volta, Lando Norris também tinha superado o piloto italiano.

Instantes depois do ritmo normal da corrida ser reestabelecido, Norris aproveitou a proximidade com Leclerc para atacar o monegasco e tomar a ponta. O piloto da Ferrari também foi superado pelo italiano.

George Russell desencadeou as próximas visitas aos boxes, o britânico parou na volta 20, enquanto a Ferrari optou por responder a troca de pneus e levou Leclerc aos boxes na volta 21. A escolha não agradou Leclerc, pois os competidores estavam em um momento da prova onde esperavam a chuva cair no circuito.

As outras paradas aconteceram com Antonelli na volta 26, Norris na 27 e Piastri na 28. Foi neste momento que a McLaren perdeu a ponta para o piloto da Mercedes, pois como o italiano foi antes aos boxes, conseguiu realizar o undercut na McLaren.

A equipe de Woking tinha muito potencial para vencer a corrida, mas a forma como a Mercedes retornou para pista e o omento do pit-stop definiram as próximas voltas da prova.

Para Leclerc a corrida se tornou um grande problema, apesar de ter superado Verstappen na volta 46, o monegasco foi atacado por Piastri. No penúltimo giro o competidor foi superado pelo australiano, no movimento de tentar retornar ao pódio, Charles errou e rodou; com isso o competidor foi superado por Russell e Verstappen. Ao andar na pista cortando alguns trechos do traçado e na visão dos comissários ganhando vantagem duradoura, o piloto foi punido com 20 segundos e caiu para oitava colocação, ficando atrás de Lewis Hamilton.

O heptacampeão mundial, por sua vez, fez uma corrida sem desenvolvimento. O toque com Franco Colapinto no início da corrida, comprometeu o seu ritmo, deixando Hamilton apenas com o sétimo lugar – sexto após a punição do companheiro de equipe.

A prova ainda foi marcada pelo grande trabalho realizado por Franco Colapinto, a Alpine trabalhou bem e com apenas um carro na pista garantiu com o argentino a oitava colocação. Enquanto isso, a Williams conseguiu pontuar com Carlos Sainz e Alexander Albon, ocupando a nona e décima colocação.

Gabriel Bortoleto, piloto da Audi, também teve um bom desenvolvimento na corrida. O brasileiro largou da última posição do grid, surgiu no top-10 quando as pardas eram realizadas e terminou a corrida na décima segunda posição, próximo de conseguir pontos. O resultado foi muito bom, dentro de um final de semana que eles como equipe tiveram vários problemas e Nico Hülkenberg lidou com dois abandonos.

Todos os pneus disponíveis no fim de semana também foram usados na corrida principal, embora os pneus macios, só tenham aparecido na estratégia de Sergio Pérez, Lance Stroll e Valtteri Bottas. O restante do pelotão fez cerca de 28 voltas com os pneus médios, enquanto a outra metade da corrida contou com o uso dos pneus duros.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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