Neste domingo (16) durante o e-Prix de Londres que fechou a temporada 2025/26, Pascal Wehrlein foi coroado bicampeão da Fórmula E. A decisão do título da Fórmula E em Londres entregou exatamente o que se esperava de uma final de campeonato, tensão, mudanças constantes na classificação e uma disputa que permaneceu aberta até as últimas voltas.
Pascal Wehrlein que iniciou o fim de semana em Londres com vitória, tinha uma vantagem para corrida do domingo. Embora não tenha repetido o resultado anterior, fez o possível para derrotar os adversários.
Enquanto Taylor Barnard, da DS PENSKE, aproveitou a confusão para conquistar sua primeira vitória na categoria.
A corrida também definiu o Mundial de Equipes, que terminou nas mãos da Jaguar TCS Racing. Mitch Evans cruzou a linha de chegada na quarta posição e, embora não tenha conseguido levar o título de pilotos, garantiu pontos suficientes para assegurar a conquista coletiva da equipe.
Wehrlein, por sua vez, tornou-se apenas o segundo piloto na história da Fórmula E a conquistar dois títulos mundiais, igualando o feito de Jean-Éric Vergne.
Saiba como foi o e-Prix de Londres
Nyck de Vries largou da pole e manteve a liderança na primeira parte da prova, enquanto Mitch Evans precisava vencer para continuar com chances matemáticas de conquistar o campeonato.
Antonio Félix da Costa teve um papel importante na disputa. O piloto da Jaguar passou Nico Müller ainda nas primeiras voltas e começou a pressionar o grupo da frente, enquanto Wehrlein utilizava o ATTACK MODE para tentar ganhar posições sem comprometer sua estratégia.
Evans, inicialmente preso atrás de Müller, conseguiu avançar e passou a se aproximar dos líderes. Com uma gestão mais eficiente de energia e o uso do ATTACK MODE, o neozelandês chegou a ocupar a quarta posição e voltou a alimentar a esperança de uma virada no campeonato.
A partir daí, porém, a corrida entrou em uma sequência de mudanças que alterou completamente o cenário do título.
No fim da volta 27, Wehrlein recebeu a ordem de sua equipe para deixar Sébastien Buemi passar. A situação se complicou ainda mais com a pressão exercida por da Costa, e o alemão despencou para a 12ª posição, ficando momentaneamente fora da zona de pontuação.
Naquele instante, Jake Dennis aproveitou a oportunidade e assumiu a posição que lhe permitiria passar à liderança do campeonato. O título mudava de mãos com o avançar da prova, deixando as equipes ainda mais tensas para definição do título.
A vantagem, entretanto, durou pouco. Wehrlein conseguiu recuperar terreno com o ATTACK MODE e voltou a aparecer entre os dez primeiros. Por alguns momentos, o título mudou de mãos repetidamente entre Wehrlein e Dennis.
Quando a disputa parecia caminhar para uma decisão extremamente apertada, a corrida sofreu outra reviravolta.
Na volta 31, Joel Eriksson perdeu o controle do carro na curva 16 e desencadeou uma confusão que atingiu diretamente os dois principais candidatos ao título. Dennis e Wehrlein foram envolvidos no incidente, e o piloto da Andretti acabou eliminado da corrida e, consequentemente, da disputa pelo campeonato.
Wehrlein também perdeu posições importantes, mas a situação de Dennis foi definitiva para resolução da sua corrida.
Com o britânico fora da prova, a pressão sobre os demais candidatos aumentou. Evans ainda precisava vencer para conquistar o título, mas já não tinha o ritmo necessário para chegar à primeira posição.
O neozelandês terminou em quarto, resultado insuficiente para alterar a liderança de Wehrlein.
Enquanto os candidatos ao título enfrentavam problemas, Taylor Barnard construía uma corrida extremamente eficiente.
O britânico ganhou posições durante a fase final e, após ativar seu último ATTACK MODE, conseguiu superar Edoardo Mortara e se aproximar de Nyck de Vries, que havia largado na pole.
A ultrapassagem decisiva veio a apenas duas voltas da bandeirada. Barnard mergulhou por dentro na última curva e assumiu a liderança. De Vries ainda tentou reagir, mas não conseguiu recuperar a posição.
A vitória marcou o primeiro triunfo de Barnard na Fórmula E e também estabeleceu um novo recorde: aos 22 anos e 76 dias, o britânico tornou-se o piloto mais jovem a vencer uma corrida na história da categoria, superando a marca que pertencia a Maximilian Günther.
Foi uma maneira particularmente simbólica de encerrar a temporada para a DS PENSKE, que também se despediu da Fórmula E antes da mudança de regulamento da próxima era.
Para a Jaguar, o quarto lugar de Evans teve um peso enorme. O neozelandês chegou à final ainda com possibilidades de conquistar o Mundial de Pilotos, mas precisava obrigatoriamente da vitória para superar Wehrlein. Como terminou em quarto, o campeonato escapou.
Ainda assim, o resultado foi suficiente para garantir à Jaguar TCS Racing o título mundial de equipes.
A conquista encerra uma temporada na qual a equipe conseguiu manter dois carros competitivos na disputa e transformar consistência em resultado coletivo. A Jaguar também terminou à frente da Porsche na classificação das equipes.
No Mundial de Pilotos, porém, o cenário foi diferente. Wehrlein terminou a corrida fora da zona de pontuação, mas o resultado dos adversários foi suficiente para preservar sua liderança.
O alemão chegou à decisão como líder e precisou atravessar uma das corridas mais caóticas de sua temporada para confirmar o título.
O bicampeonato coloca Wehrlein em um grupo extremamente restrito na história da Fórmula E. Até então, apenas Jean-Éric Vergne havia conseguido conquistar duas vezes o Mundial de Pilotos.
A conquista também reforça a força da Porsche na categoria, especialmente após uma temporada em que a disputa pelo campeonato permaneceu aberta até a última corrida.
O que parecia ser uma decisão encaminhada para uma disputa direta entre Wehrlein, Dennis e Evans terminou sendo resolvido por uma combinação de estratégia, incidentes e sobrevivência.
What a final race 🤩
Here’s how it all ended on the streets of London for Round 17 🇬🇧@Hankook_Sport #LondonEPrix #FormulaE pic.twitter.com/1xdMPegbnU
— Formula E (@FIAFormulaE) August 16, 2026
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