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BMW vence as 6 Horas de São Paulo e reacende disputa pelo título do WEC; Ferrari termina em segundo

Kevin Magnussen, Raffaele Marciello e Dries Vanthoor garantem a segunda vitória da BMW na temporada em Interlagos, enquanto Ferrari conquista seu melhor resultado do ano e Cadillac volta ao pódio

A BMW conquistou neste domingo (12) uma vitória importante nas 6 Horas de São Paulo, quarta etapa do Campeonato Mundial de Endurance (WEC). Em uma corrida marcada por diferentes estratégias, disputas intensas e uma reta final sob ameaça de chuva, o trio formado por Kevin Magnussen, Raffaele Marciello e Dries Vanthoor levou o BMW M Hybrid V8 #15 ao topo do pódio, reacendendo a disputa pelo título da categoria Hypercar.

A Ferrari terminou na segunda posição com o carro #51 de Antonio Giovinazzi, Alessandro Pier Guidi e James Calado, em seu melhor resultado na pista paulista.

Enquanto a Cadillac Hertz Team JOTA completou o pódio com o protótipo #12, após brigar inicialmente por uma vitória. O resultado representou o primeiro pódio da fabricante norte-americana desde a vitória conquistada justamente em Interlagos, na temporada passada.

BMW aproveitou os problemas da Cadillac para assumir a liderança

A Cadillac começou o fim de semana em grande forma ao monopolizar a primeira fila do grid após a Hyperpole. No entanto, a vantagem construída na classificação não foi suficiente para garantir o triunfo.

Logo nas primeiras voltas, Kevin Magnussen colocou o BMW #15 entre os dois Cadillac V-Series.R ao ultrapassar Earl Bamber na tradicional curva Ferradura. Pouco depois, iniciou a perseguição ao líder Will Stevens.

A corrida mudou de cenário durante a primeira rodada de pit-stops. Um problema na fixação da roda dianteira do Cadillac #12 provocou uma parada mais longa do que o previsto, permitindo que a BMW assumisse a liderança da prova.

A partir daí, Magnussen e Raffaele Marciello mantiveram um ritmo consistente, antes de entregarem o carro para Dries Vanthoor, responsável por administrar a vantagem nas duas horas finais, mesmo enfrentando problemas físicos durante o stint decisivo.

Nos minutos finais, o belga precisou suportar a forte pressão da Ferrari #51 e do Cadillac #12, mas cruzou a linha de chegada na primeira posição para garantir a segunda vitória da BMW na temporada 2026 do WEC.

“Demorou muito para essa vitória chegar. Estou muito feliz por finalmente vencer. Acho que tivemos o carro mais rápido hoje. Tudo funcionou perfeitamente, desde a estratégia até os pit-stops, e meus companheiros fizeram um trabalho incrível”, comemorou Magnussen.

Um pouco antes da largada, o piloto dinamarquês abandonou o grid de largada, para ir até a primeira curva e analisar essa parte da pista. Magnussen seguiu pelo traçado, passando pelo “S” do Senna e subiu pela entrada dos boxes, verificando os pontos mais úmidos do traçado.

Horas antes do início da corrida, uma tempestade caiu em São Paulo, lavando a pista e retirando o emborrachamento construído ao longo dos últimos dias.

A Ferrari iniciou a corrida sem figurar entre as favoritas e muito menos entre aqueles que poderiam conquistar um pódio, mas cresceu ao longo das seis horas graças à boa estratégia e à consistência do trio formado por Giovinazzi, Pier Guidi e Calado.

Mesmo enfrentando alguns incidentes durante a prova, o carro #51 recuperou posições de forma constante até assumir a segunda colocação na reta final, igualando o melhor resultado da equipe na temporada na prova de abertura em Ímola.

O resultado também marcou o melhor desempenho da Ferrari nas 6 Horas de São Paulo desde a estreia da marca na categoria Hypercar.

Já o Cadillac #12 protagonizou uma forte recuperação. Além do problema no primeiro pit-stop, o carro ainda perdeu tempo após contatos com Clemens Schmid, do Lexus #87, e Phil Hanson, da Ferrari #83, que renderam uma punição de cinco segundos a Will Stevens.

Apesar dos contratempos, a equipe conseguiu reagir e garantiu o terceiro lugar no pódio.

O Cadillac #38 também sofreu com uma parada lenta nos boxes ainda no início da corrida, caindo para fora do top-10. A recuperação permitiu ao trio terminar na quarta posição.

Quem deixou Interlagos com sensação de oportunidade desperdiçada foi a Alpine.

A equipe francesa apostou em uma estratégia diferente da maior parte dos rivais e chegou a liderar a corrida durante várias voltas com António Félix da Costa. Entretanto, a escolha não trouxe o resultado esperado.

Sem conseguir transformar a vantagem estratégica em posição de pista nas horas finais, o Alpine #35 terminou apenas na décima colocação, somando apenas um ponto no campeonato.

O segundo carro da equipe também perdeu rendimento após uma penalização durante uma parada nos boxes.

Toyota enfrenta fim de semana complicado

A Toyota viveu um dos fins de semana mais difíceis da temporada.

Sem ritmo competitivo durante toda a etapa brasileira, o GR010 Hybrid #7, vencedor das 24 Horas de Le Mans, terminou apenas na 12ª posição.

Já o carro #8 teve uma corrida ainda mais complicada após um contato com um dos protótipos da Genesis. O incidente obrigou a equipe a realizar longos reparos nos boxes, fazendo o Toyota perder mais de dez voltas para o líder.

Campeonato segue completamente aberto

Apesar da vitória da BMW, a disputa pelo título segue extremamente equilibrada.

A BMW chegou ao segundo triunfo da temporada, enquanto Ferrari e Cadillac voltaram ao pódio em uma prova em que menos de sete segundos separaram os três primeiros colocados após seis horas de corrida.

Após a etapa brasileira, o WEC entra em sua pausa de verão. O campeonato será retomado entre os dias 4 e 6 de setembro, no Circuito das Américas (COTA), em Austin, nos Estados Unidos, onde a disputa pelo título da categoria Hypercar promete ganhar novos capítulos.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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