A Aston Martin chega às 6 Horas de São Paulo, quarta etapa do Campeonato Mundial de Endurance (WEC) de 2026, com a missão de confirmar a evolução apresentada ao longo da temporada. Em Interlagos, palco que marcou um ponto de virada no desenvolvimento do Valkyrie em 2025, a fabricante britânica espera ampliar sua sequência de resultados positivos e seguir firme na disputa por posições entre os Hypercars.
A equipe oficial Aston Martin THOR desembarca no Brasil motivada pelo desempenho obtido nas 24 Horas de Le Mans, onde o carro #007, conduzido pelos britânicos Harry Tincknell e Tom Gamble, conquistou a oitava colocação, melhor resultado do projeto desde sua estreia no WEC. O desempenho reforçou a trajetória ascendente do programa, que acumula uma série de pontuações consecutivas iniciada ainda na reta final da temporada passada, nas 6 Horas de Fuji.
Em 2026, Tincknell e Gamble pontuaram em todas as corridas realizadas até o momento e chegam a São Paulo buscando ampliar a regularidade. A expectativa da dupla é transformar a consistência em um resultado ainda mais expressivo, com a possibilidade de conquistar o primeiro pódio do Valkyrie no campeonato.
Enquanto isso, o segundo carro da equipe, o #009, pilotado pelo espanhol Alex Riberas e pelo dinamarquês Marco Sørensen, tenta reagir após um início de campeonato marcado por dificuldades. Apesar dos contratempos nas primeiras etapas, ambos acreditam que Interlagos pode representar um novo recomeço, repetindo o cenário visto no ano passado, quando a equipe encontrou um caminho importante para acelerar o desenvolvimento do carro.
A temporada do WEC teve um calendário atípico em 2026. Com o adiamento da etapa de abertura no Catar para outubro, o campeonato começou apenas em abril, na Itália, fazendo com que a corrida brasileira assumisse o posto de quarta etapa do calendário.
Evolução do projeto
O Valkyrie ocupa uma posição única entre os competidores da categoria Hypercar. Desenvolvido a partir do superesportivo homologado para as ruas, o modelo é o único derivado diretamente de um carro de produção a competir simultaneamente no WEC e na IMSA SportsCar Championship, nos Estados Unidos.
O modelo utiliza um chassi de fibra de carbono desenvolvido para competição e é equipado com um motor V12 aspirado de 6,5 litros, capaz de superar 11 mil rotações por minuto. Embora a versão de rua ultrapasse os 1.000 cavalos de potência, o carro segue o regulamento técnico da categoria Hypercar, que limita a potência a 500 kW (680 cv).
Confiança para Interlagos
Harry Tincknell acredita que o aprendizado acumulado ao longo dos últimos doze meses coloca a equipe em uma posição muito mais competitiva do que na temporada passada. Segundo o piloto, apesar de Interlagos apresentar características que nem sempre favorecem o Valkyrie, principalmente pelas curvas de baixa e média velocidade, o carro mostrou bom comportamento no circuito brasileiro e a equipe chega mais preparada para buscar outro resultado entre os dez primeiros.
Tom Gamble também destaca a evolução do conjunto e vê a corrida como uma oportunidade de transformar a sequência de pontuações em um resultado histórico para o programa, mirando a primeira presença do Valkyrie no pódio do WEC.
No carro #009, Alex Riberas considera Interlagos um dos eventos mais especiais do calendário e acredita que o circuito combina com as características do hipercarro britânico. Já Marco Sørensen ressalta a atmosfera criada pelos torcedores brasileiros e lembra que foi justamente em São Paulo que o projeto começou a demonstrar seu verdadeiro potencial na temporada anterior.
Objetivo é colocar os dois carros nos pontos
Para o chefe da equipe Aston Martin THOR, Ian James, a corrida brasileira exige eficiência máxima em estratégia e execução devido ao traçado curto e ao intenso tráfego entre as diferentes categorias. Segundo ele, a evolução obtida pelo conjunto mecânico ao longo do último ano aumenta a confiança para lutar por resultados ainda melhores.
A meta da equipe é colocar os dois Valkyrie na zona de pontuação ao final das seis horas de prova.
Adam Carter, responsável pelo programa de endurance da Aston Martin, reforça que o desempenho recente mostra que o projeto entrou em uma nova fase. Depois do melhor resultado em Le Mans e da regularidade conquistada nas primeiras etapas de 2026, a expectativa é verificar quanto o carro evoluiu em comparação à visita anterior a Interlagos, utilizando o conhecimento acumulado para seguir reduzindo a distância para os principais concorrentes da categoria Hypercar.

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