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Aston Martin antecipa atualização do AMR26 para Hungria; novo motor Honda fica para Zandvoort

Equipe britânica vai estrear pacote de atualizações para realizar uma reformulação aerodinâmico e redução de peso antes das férias da F1, enquanto a Honda adia a introdução das atualizações do motor para o GP da Holanda

A Aston Martin preparando uma atualização para o AMR26 que estrará no GP da Hungria, antes da pausa para as férias de verão. Por outro lado, o motor revisado pela Honda só será instalado no GP da Holanda.

Por conta de todos os problemas que a equipe britânica tem enfrentado nos últimos meses e as declarações dos pilotos e membros, acreditava-se que as atualizações do AMR26, assim como a mudança no motor, seriam realizadas simultaneamente.

A Aston Martin está em busca de capitalizar alguns pontos o mais breve possível na temporada 2026 e descolar do fim do grid. Além disso, os concorrentes tem atualizado os seus carros nos últimos eventos, aumentando o tormento da equipe britânica. Desta forma, realizar modificações no equipamento pode contribuir para que a equipe diminua o gap existente para o restante do pelotão, especialmente para times como Audi e Williams.

Enquanto a Honda trabalha no desenvolvimento das atualizações permitidas pelo ADOU, a fornecedora de motores percebeu que o cronograma será mais longo do que o inicialmente previsto. Do lado da equipe a expectativa era introduzir um pacote completo já no GP da Bélgica, aproveitando as características do circuito, mas, diante do atraso, a Aston Martin decidiu antecipar parte das modificações no carro para tentar reduzir o prejuízo técnico acumulado ao longo da temporada.

Por conta dessa divergência de prazo, já que não poderão contar com as alterações do motor para o Circuito de Spa, as mudanças aerodinâmicas podem beneficiar o time no Circuito Hungaroring, dessa forma o pacote é esperado para a prova que acontece uma semana depois da Bélgica.

“Os principais elementos estruturais permanecem os mesmos – a arquitetura do chassi e da caixa de câmbio não muda fundamentalmente – mas reduzimos o peso de ambos, o que exigiu uma nova homologação e testes de colisão do chassi dianteiro”, disse Newey ao site da Aston Martin.

Tem se falado sobre a Aston Martin introduzir um carro B, por conta de todos os problemas no projeto. No entanto, a modificação deve atuar principalmente em focar nessa parte de obter downforce e também reduzir o peso do equipamento.

“A suspensão dianteira permanece inalterada. A suspensão traseira foi ligeiramente revisada. Desenvolvemos um novo bico e revisamos substancialmente as superfícies aerodinâmicas. Portanto, embora a estrutura principal seja semelhante, trata-se de um grande pacote aerodinâmico aliado a uma significativa redução de peso. O objetivo é chegar muito perto do limite de peso.”

 

Newey acrescentou: “Estamos prevendo um grande salto, mas hesito em divulgar números específicos porque nossas ferramentas de simulação ainda não são tão sofisticadas ou bem correlacionadas quanto deveriam ser.”

“Historicamente, nesta equipe, não houve investimento suficiente em ferramentas de simulação de engenharia – não apenas em sistemas de gerenciamento de projetos, mas também nas próprias ferramentas de física essenciais. Estamos fazendo esse investimento agora, mas não se reescreve e valida essas ferramentas da noite para o dia. Correlacioná-las corretamente com o carro real leva tempo.”

“No momento, eles estão melhorando, mas os ganhos reais desse trabalho virão mais tarde neste ano.”

Embora não exista uma informação oficial do quanto o carro supera o peso mínimo de 768kg, acredita-se que seja algo em torno de 10 e 15kg.

A Honda não deve ‘queimar’ todas as atualizações permitidas pela Oportunidade Adicional de Desenvolvimento e Atualização (ADUO) de uma vez. Por ser considerado que o seu motor está muito distante do que a Red Bull conseguiu em desenvolvimento, a fornecedora japonesa poderá trabalhar em duas atualizações para 2026 e mais duas para 2027.

“Nosso foco principal está nas mudanças internas. Queremos melhorar o desempenho do motor. Estamos trabalhando no formato da câmara de combustão, modificando essa área para aumentar a eficiência da combustão”, falou Shintaro Orihara.

“Também estamos reduzindo o atrito por meio de alterações no sistema de lubrificação. Ao mesmo tempo, precisamos melhorar a durabilidade, porque, se aumentamos a performance, também precisamos aumentar a confiabilidade. Ainda não concluímos o desenvolvimento, mas estamos trabalhando duro para atingir esse objetivo até a Holanda”.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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