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Esteban Ocon mantém esperança de seguir na F1 após saída da Haas

Francês deixará a Haas ao fim da temporada, mas quer permanecer na Fórmula 1 e prioriza uma vaga como titular no próximo ano

Esteban Ocon não pretende encerrar sua trajetória na Fórmula 1 depois da saída da Haas. Com praticamente todo o grid de 2027 definido e apenas as vagas de Racing Bulls e Haas ainda em aberto, o francês reconhece que o caminho para permanecer como titular ficou mais estreito, mas garante que continuará buscando uma oportunidade na categoria.

Aos 29 anos, Ocon confirmou às vésperas do GP do Bahrein que deixará a Haas ao término da temporada 2026. O francês deixou claro que o seu foco segue sendo na Fórmula 1 e não tem a perspectiva de mudar de categoria.

“Nunca se sabe o que pode acontecer na F1. É claro que sabemos que as coisas podem mudar muito rapidamente, as oportunidades sempre podem surgir, então ainda há esperança e não estou pensando em nada além da F1.”

“É aqui que eu quero estar, é aqui que eu mereço estar também, e quero estar aqui ainda no ano que vem. A única coisa que posso fazer é pilotar bem na pista, é nisso que vou me concentrar. Vou me concentrar em extrair o máximo que o carro pode fazer, e é isso que temos feito até agora em vários eventos.”

O francês soma uma vitória e outros três pódios em dez anos na Fórmula 1. Para continuar no grid, porém, sabe que dependerá principalmente do desempenho nas etapas restantes da temporada.

Ocon afirma que seu principal objetivo agora é terminar 2026 da melhor maneira possível e mostrar às equipes que ainda pode contribuir dentro de um projeto de Fórmula 1.

O piloto também destacou a evolução apresentada pela Haas ao longo da temporada. Segundo Ocon, desde o GP da Hungria o carro passou a apresentar um comportamento mais consistente, embora o desempenho tenha oscilado em alguns momentos.

A equipe chegou ao GP do Azerbaijão depois de uma sequência de dificuldades para encontrar regularidade no comportamento dos dois carros. O trabalho realizado internamente, no entanto, começou a produzir resultados mais consistentes nas últimas etapas.

Em Baku, a Haas conseguiu colocar Ocon e Oliver Bearman entre os dez primeiros, garantindo uma pontuação dupla para a equipe.

“Desde Budapeste, o carro tem estado mais consistente, mais saudável. Acho que desde Budapeste só houve Monza onde não funcionou como deveria, mas, para ser honesto, foram quase dois fins de semana consecutivos com pontos.”

“Estamos fazendo o trabalho certo há algum tempo. Demorou muito para dar resultado.

A saída da equipe não parece ter diminuído a avaliação de Ocon sobre o trabalho realizado desde sua chegada. O piloto afirmou que deixa o projeto “de cabeça erguida” e destacou sua participação na identificação de problemas que afetavam o carro.

Segundo o francês, algumas dessas questões foram detectadas ainda no início de sua passagem pela Haas e ajudaram a equipe a trabalhar em busca de um equipamento mais consistente.

“Saio deste projeto de cabeça erguida. Acho que fiz e contribuí para muitas coisas boas para esta equipe. Acho que identificar problemas foi uma das principais contribuições.”

“Nós identificamos vários problemas logo no início do ano passado, e isso está beneficiando a todos agora, com carros mais confiáveis. Começamos a ver os benefícios de eu ter identificado esses problemas precocemente. Foi graças a isso que conquistamos pontos em dobro, por exemplo, na semana passada, e que tivemos dois carros funcionando muito bem em Madri.”

“Estamos começando a ver os bons resultados de tudo isso. Não vou olhar para o passado novamente, não vou dar razões nem falar sobre isso, estou apenas olhando para o que está por vir no futuro e espero que haja mais bons resultados como esses. E como eu disse, sempre podem existir oportunidades na F1, as coisas mudam tão rápido que tudo pode acontecer. Não me descartem ainda.”

Questionado sobre a possibilidade de assumir uma função de terceiro piloto em 2027, Ocon reconheceu que esse pode ser um caminho para permanecer próximo da categoria.

“Na pior das hipóteses, sim. Eu ainda quero estar correndo – é onde eu mereço estar, é onde eu quero estar. Sim, eu quero correr em tempo integral, então veremos.”

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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