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Norris reconhece excesso após críticas a Colapinto no Azerbaijão

Britânico admite que se deixou levar pelo “calor do momento”, diz que conversou com o argentino no domingo e reforça preocupação com ataques nas redes sociais

Lando Norris voltou a falar sobre o episódio que marcou sua participação no GP do Azerbaijão. Depois de criticar Franco Colapinto logo após o acidente que provocou seu abandono em Baku, o piloto da McLaren reconheceu que exagerou nas declarações feitas ainda sob o impacto da corrida e explicou os motivos que o levaram a pedir desculpas ao argentino.

A colisão aconteceu durante a primeira relargada após o Safety Car. Colapinto travou uma das rodas na Curva 1, perdeu o controle do Alpine e atingiu o companheiro Pierre Gasly, que acabou acertando o McLaren de Norris. Os dois pilotos foram obrigados a abandonar a prova, enquanto Colapinto ainda tentou retornar aos boxes, mas também não conseguiu continuar.

Os comissários consideraram o argentino responsável pelo incidente e aplicaram uma punição de dez segundos, posteriormente convertida em uma perda de cinco posições no grid para o GP do Bahrein, disputado neste fim de semana na Malásia.

Ainda no Azerbaijão, Norris reagiu de maneira contundente ao acidente. O britânico afirmou que havia “alguns pilotos que não deveriam estar na F1” e chegou a defender uma suspensão para Colapinto.

Dias depois, porém, o piloto da McLaren voltou atrás. Norris publicou uma declaração nas redes sociais e revelou que havia conversado diretamente com Colapinto para se desculpar.

Durante o dia de mídia em Sepang, o britânico explicou que, embora já tenha recorrido a outros pilotos em momentos difíceis para buscar conselhos, considera que o episódio em Baku teve uma característica diferente.

“Com certeza já busquei o apoio de outros pilotos no passado para obter ajuda e conselhos em diferentes situações”, disse o campeão de 2025. “Não que eu ache que este tenha sido o caso – foi apenas eu que não disse as coisas certas e acabei dizendo coisas que não refletem quem eu sou ou o que eu realmente penso no fundo.”

Norris admitiu que normalmente consegue controlar melhor as emoções após uma corrida, mas reconheceu que, desta vez, acabou reagindo no calor do momento.

“Normalmente não me deixo levar pelo calor do momento, mas este foi certamente um dos casos em que me deixei levar, e para mim o mais importante era falar com o Franco sobre isso. Ele é o único cara, digamos assim, a quem eu queria direcionar algo e com quem me importava nesta situação, e foi isso que eu fiz.”

Norris revelou que procurou Colapinto já no domingo à noite, pouco depois da corrida. Para o britânico, o pedido de desculpas deveria ser direcionado principalmente ao piloto argentino, mas também entendeu que havia uma responsabilidade de se explicar publicamente diante da repercussão das declarações.

“Falei com ele no domingo à noite assim que pude e, claro, publiquei o post mais tarde na semana para me desculpar, para que todos soubessem que eu tinha feito isso, porque também havia todo o resto a quem eu sentia que devia um pedido de desculpas.”

“Como pilotos, todos nos damos bem. Franco é um bom amigo meu com quem me dou muito bem. Ele sempre tem boas intenções – é um cara muito legal. Claro que, ao mesmo tempo, senti que devia esse pedido de desculpas a ele mais do que a qualquer outra pessoa.”

A repercussão do acidente não ficou restrita à pista. Após o GP do Azerbaijão, a Alpine publicou uma nota de repúdio, condenando episódios de ódio e abuso nas redes sociais relacionados ao fim de semana.

Norris também comentou o comportamento de parte do público e destacou que a rivalidade entre pilotos não deveria ultrapassar determinados limites.

A declaração do britânico também se conecta diretamente ao episódio que ele próprio protagonizou. Ao reconhecer que errou na forma como reagiu ao acidente, Norris colocou o pedido de desculpas dentro de uma discussão mais ampla sobre responsabilidade e comportamento no ambiente da Fórmula 1.

“Acho que as pessoas deveriam ter um certo nível de respeito e humildade. Todos nós cometemos erros – um deles foi o erro que cometi no último fim de semana. Há um limite para o que podemos fazer, e como comunidade, precisamos entender como podemos melhorar.”

Deixando o episódio de Baku para trás, Norris agora concentra a atenção no desempenho da McLaren em Sepang.

O britânico espera que o circuito malaio seja mais favorável ao MCL40 do que as características encontradas no Azerbaijão. Em Baku, segundo Norris, problemas relacionados à velocidade em reta e à potência prejudicaram o comportamento do carro.

“Espero que seja melhor que Baku – acredito que será melhor que Baku. Com certeza ficaremos mais confiantes se conseguirmos resolver alguns dos problemas que tenho tido com o meu carro. No fim de semana em Baku, o carro ficou mais difícil de controlar do que o necessário, o que explica os problemas de velocidade em reta e potência que temos enfrentado.”

“Quero acreditar que sim. Acho que nós, como equipe, ainda acreditamos que temos um carro competitivo e que ele ainda é forte em certas áreas. Espero que a combinação de todos esses fatores nos permita ter um fim de semana melhor.”

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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