A Fórmula 1 desembarca neste fim de semana na Malásia, no Circuito de Sepang, para disputa do GP do Bahrein. A prova foi realocada no calendário, depois que o evento não pode ser disputado em abril.
Em virtude dos confrontos entre Estados Unidos, Israel e o Irã, as provas no Oriente Médio foram afetadas. Porém, uma das alternativas encontradas, foi aproveitar o intervalor entre o GP do Azerbaijão e Singapura, para fazer uma corrida na Malásia e tentar suprir o desfalque do início do campeonato.
Apesar de várias equipes contarem com dados do circuito malaio, essa é uma nova Fórmula 1, com motores, carros pneus diferentes. A última corrida em Sepang foi realizada em 2017.
De volta ao calendário da Fórmula 1, o Circuito Internacional de Sepang será um desafio importante para pilotos e equipes. Localizado nos arredores de Kuala Lumpur, o traçado tem 5,543 km e combina longas retas com curvas de alta velocidade, especialmente no setor intermediário. O circuito impõe uma carga considerada média aos pneus, com um nível de severidade comparável ao de pistas como Spa-Francorchamps e Xangai.

Para a etapa, a Pirelli escolheu os compostos C2 (duro – faixa branca), C3 (médio – faixa amarela) e C4 (macio – faixa vermelha) – sendo a opção intermediária da gama. A seleção é um pouco mais agressiva do que a opção pelos três compostos mais duros e busca ampliar as possibilidades estratégicas durante a corrida, aproximando o desempenho entre estratégias de uma e duas paradas.

A temperatura do asfalto e o calor intenso devem ter papel importante ao longo do fim de semana. Sepang possui uma superfície relativamente abrasiva, com rugosidade semelhante à encontrada no Bahrein, e o gerenciamento térmico dos pneus será um dos principais desafios. A tendência é que a aderência aumente gradualmente a partir de sexta-feira, conforme os carros emborracham o asfalto.
O circuito também chega ao retorno da categoria após passar por intervenções no traçado. Trechos entre as curvas 6 e 12 foram recapeados em 2023, com trabalhos adicionais nas proximidades da curva 9. Mais recentemente, desde o início de setembro, foram realizadas novas intervenções para nivelar o asfalto e reduzir irregularidades, além de trabalhos de limpeza da pista.
Mesmo com essas mudanças, a principal incógnita para as equipes será a falta de referências recentes. Nenhum dos atuais carros de Fórmula 1 possui dados relevantes coletados em Sepang, o que aumenta a importância dos treinos livres. Pilotos e engenheiros terão de usar as primeiras sessões para encontrar o equilíbrio do carro, compreender o comportamento dos pneus e adaptar-se às características do circuito.
E há ainda uma variável que pode mudar completamente o cenário: o clima. No início de outubro, as tempestades vespertinas são frequentes na região de Kuala Lumpur, enquanto o calor e a alta umidade elevam o desafio físico e aumentam a degradação térmica dos pneus. Aguaceiros repentinos também podem alterar as condições da pista de uma sessão para outra.
Assim, o retorno de Sepang promete reunir incerteza técnica, exigência sobre os pneus e condições climáticas imprevisíveis, em um fim de semana no qual a capacidade de adaptação poderá ser tão importante quanto o desempenho absoluto dos carros.
Conheça nossa página na Amazon com produtos de automobilismo!
O Boletim do Paddock é um projeto totalmente independente. É por isso que precisamos do seu apoio para continuar com as nossas publicações em todas as mídias que estamos presentes!
Conheça a nossa campanha de financiamento coletivo do Apoia.se, você pode começar a contribuir com apenas R$ 1, ajude o projeto. Faça a diferença para podermos manter as nossas publicações. Conheça também programa de membros no nosso canal do Youtube.
Descubra mais sobre Boletim do Paddock
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.







