ColunistasDestaquesFórmula 1Post

Preview do GP da Grã-Bretanha 2026: tudo o que você precisa saber sobre a etapa de Silverstone

Antonelli lidera o campeonato, Russell tenta manter o embalo após vencer na Áustria e Hamilton disputa sua corrida em casa com a Ferrari

Neste fim de semana a Fórmula 1 disputará o GP da Inglaterra, válida como a 9ª etapa da temporada 2026. O circuito faz parte da história da categoria, já que a primeira prova foi disputada em 13 de maio de 1950.

Na Áustria, George Russell voltou ao lugar mais alto do pódio ao converter a pole position em vitória, conquistando um resultado importante para recuperar a confiança após um início de temporada irregular. Max Verstappen confirmou a evolução da Red Bull com as atualizações introduzidas no RB22 e terminou em segundo, pressionando Russell nas voltas finais. Andrea Kimi Antonelli completou o pódio e, mesmo após um erro na classificação, saiu de Spielberg mantendo a liderança do Campeonato de Pilotos.

Com o resultado, Antonelli soma 171 pontos e segue na primeira posição da tabela. Russell assumiu a vice-liderança com 131 pontos, enquanto Lewis Hamilton aparece em terceiro, com 125. Oscar Piastri ocupa a quarta colocação com 80 pontos, seguido por Lando Norris e Charles Leclerc, empatados com 79, enquanto Verstappen é o sétimo colocado, com 73 pontos. A disputa pelo campeonato segue aberta e Silverstone pode representar mais uma mudança importante na ordem de forças da temporada

Resultado do GP da Áustria – Foto: Ale Ranieri / Boletim do Paddock

A Mercedes segue como líder do campeonato de construtores, a equipe somou 302 pontos ao longo das 8 etapas disputadas. A Ferrari atingiu a marca de 204 pontos na Áustria, seguida pela McLaren com 159 pontos e a Red Bull com 115.

O Circuito e os pneus desta etapa

Silverstone ocupa um lugar especial na história da Fórmula 1. O circuito foi construído sobre uma antiga base aérea da RAF (Royal Air Force), inaugurada em 1943, e entrou para a história ao receber a primeira corrida oficial da categoria, em 1950. Ao lado de Mônaco, Spa-Francorchamps e Monza, é um dos poucos traçados presentes no calendário inaugural que permanecem no campeonato até os dias atuais.

Embora Silverstone seja hoje a casa do GP da Grã-Bretanha, a prova também foi disputada em outros circuitos ao longo de sua história. Aintree recebeu cinco edições da corrida, enquanto Brands Hatch sediou o evento em 12 oportunidades, além de ter abrigado o GP da Europa durante parte da década de 1980. Outro circuito britânico que também recebeu a Fórmula 1 foi Donington Park, palco do histórico GP da Europa de 1993.

Sir Lewis Hamilton é o maior vencedor do Grande Prêmio da Grã-Bretanha, com nove vitórias — todas conquistadas em casa, um recorde absoluto. Sua atual equipe, a Ferrari, também se destaca como a escuderia mais vitoriosa da história da prova, somando 18 triunfos. Hamilton lidera ainda em número de poles (7) e pódios (14) em Silverstone, enquanto Nigel Mansell, outro ícone britânico, detém o recorde de voltas mais rápidas na corrida, com sete. Entre as equipes, a Ferrari domina os rankings de poles (16), pódios (59) e voltas mais rápidas (21).

Neste fim de semana, munido pela vitória em Barcelona, Hamilton busca vencer novamente em casa, mas agora defendendo a equipe italiana, o que seria algo muito simbólico.

Silverstone é um dos circuitos mais rápidos da temporada e exige um conjunto aerodinâmico bastante eficiente. O traçado é formado por curvas de alta velocidade e mudanças rápidas de direção, o que faz com que a performance do carro dependa muito mais do equilíbrio aerodinâmico do que da capacidade de frenagem. Diferentemente de circuitos como o Red Bull Ring, onde as desacelerações são frequentes e severas, os freios trabalham com menor intensidade ao longo da volta.

Circuito de Silverstone – Foto: divulgação F1

Outro traço marcante do circuito é sua tradição. Em vez de serem identificadas apenas por números, as curvas carregam nomes históricos que se tornaram referência no automobilismo, como Copse, Maggotts, Becketts, Chapel, Stowe e Club. Assim como acontece em Mônaco, Spa-Francorchamps e Monza, essas nomenclaturas ajudam a preservar a identidade de um dos palcos mais emblemáticos da Fórmula 1.

O vento também costuma desempenhar um papel decisivo durante o fim de semana. Construído sobre uma antiga base aérea da Royal Air Force (RAF), Silverstone possui amplas áreas abertas, tornando o circuito extremamente suscetível às rajadas. Alterações na direção e na intensidade do vento podem modificar o comportamento do carro de uma volta para outra, comprometendo o equilíbrio aerodinâmico e até mesmo a coleta de dados realizada pelas equipes durante os treinos.

Para lidar com essas condições, os pilotos precisam adaptar constantemente os pontos de frenagem, a velocidade de entrada nas curvas e a aplicação do acelerador na saída, especialmente nos setores mais rápidos do circuito.

Na preparação dos carros, as equipes buscam um equilíbrio entre baixa resistência ao avanço e elevado nível de carga aerodinâmica, fundamental para enfrentar sequências como Maggotts-Becketts-Chapel. A primeira frenagem realmente forte da volta acontece apenas na curva Village (Curva 3). Da pole position até esse ponto são aproximadamente 644 metros, mas, devido ao peso elevado dos carros no início da corrida, os pilotos precisam aliviar o acelerador pouco mais de 250 metros após a largada para preparar a frenagem.

A velocidade é um dos grandes destaques de Silverstone. Cerca de 78% da volta é percorrida com o acelerador totalmente acionado, um dos índices mais altos de todo o calendário da Fórmula 1, reforçando o desafio técnico imposto às equipes e aos pilotos ao longo do fim de semana.

Porém, as velocidades atingidas em Silverstone geram certa preocupação para a prova deste ano, por conta das condições de bateria e recarga dos carros atuais. Por meio de algumas simulações realizadas, os pilotos relataram uma dificuldade particular com esse evento.

Os pneus desse evento serão: C1 (duro – faixa branca), C2 (médio – faixa amarela) e C3 (macio – faixa vermelha), essa opção costuma atender a demanda de um traçado que cobra muito dos pneus energeticamente, especialmente por conta das curvas.

A aposta inicial é de uma corrida com apenas uma parada nos boxes. O evento deste ano conta com Sprint e a corrida do sábado pode dar uma dimensão das dificuldades que serão enfrentadas no domingo.

Por conta da instabilidade climática, a chuva é um fator que pode influenciar diretamente as provas. Os pneus intermediários são muito populares nessa condição de variações rápidas.

Os pilotos vivenciam algumas das maiores forças G laterais da temporada em sua passagem por Silverstone, com um máximo esperado de 5G na Curva 11 na sequência Maggotts-Becketts.

Sprint

O evento deste ano no Circuito de Silverstone contará com uma Sprint. O formato foi introduzido em 2021, justamente neste traçado, mas desde lá a categoria foi aperfeiçoando esse formato.

Um fim de semana com esse formato consiste na realização de duas classificações e duas corridas.

A ideia é que os times possam trabalhar alterando a configuração dos carros, por conta de o evento contar com dois sistemas de parque fechado.

  • Na sexta-feira o dia começará com um TL1 (de 90 minutos), está será a única atividade avaliativa e preparatória para os competidores; a FIA ampliou a sessão, por conta das novidades e da pausa que ocorreu do Japão até o evento de Miami
  • No final do primeiro dia será definido o grid de largada da prova Sprint;
  • O sábado por sua vez começa com a Sprint (prova de 100 km);
  • Com a conclusão da primeira fase do fim de semana, os pilotos vão retornar ao traçado mais uma vez no sábado, agora para definir o grid de largada da corrida principal;
  • O domingo fica com a prova principal como tem acontecido desde a implementação deste formato.

Classificação Sprint

Na classificação para a prova Sprint, volta a obrigatoriedade do uso dos pneus.

  • Q1 e Q2, os competidores são obrigados a usar um conjunto de pneus médios novos – C2;
  • Q3 pneus macios – C3;
Programação do GP da Grã-Bretanha – Foto: Ale Ranieri / Boletim do Paddock

Conheça nossa página na Amazon com produtos de automobilismo!

O Boletim do Paddock é um projeto totalmente independente. É por isso que precisamos do seu apoio para continuar com as nossas publicações em todas as mídias que estamos presentes!

Conheça a nossa campanha de financiamento coletivo do Apoia.se, você pode começar a contribuir com apenas R$ 1, ajude o projeto. Faça a diferença para podermos manter as nossas publicações. Conheça também programa de membros no nosso canal do Youtube.


Descubra mais sobre Boletim do Paddock

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

Botão Voltar ao topo

Descubra mais sobre Boletim do Paddock

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading