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Presidente da FIA garante volta dos V8 à Fórmula 1 até 2031

Presidente da FIA afirma que a decisão está tomada e defende uma nova geração de motores V8 híbridos, mais leves, baratos e com combustível sustentável para a Fórmula 1

O presidente da FIA Mohammed Ben Sulayem, saiu mais uma vez em defesa do motor V8 e afirmou que o seu retorno acontecerá entre 2030 ou 2031.

Os motores atuais da Fórmula 1 não tem agradado e com menos de um ano de regulamento, ele já precisará de ajustes. Nos bastidores, tanto Ben Sulayem como o presidente e CEO da F1, Stefano Domenicali, tem apoiado o retorno dos motores V8.

Durante o fim de semana das 24 Horas de Le Mans, Ben Sulayem conversou com a revista Self e confirmou com alguns veículos de comunicação que o retorno dos V8 “está confirmado! A decisão já foi tomada”.

“Um V8 é durável. Quando falamos de P&D [Pesquisa e Desenvolvimento], estamos falando de mais de 200 milhões de euros [em torno de R$ 1,16 bilhão] “.

O presidente da FIA ainda destacou que a RedBull Ford Powertrains “investiu mais de 1,3 bilhão de euros [cerca de R$ 7,6 bilhões] no motor atual — um absurdo”.

“FIA espera que o novo motor esteja pronto para 2031, mas estamos pressionando para que seja em 2030. Haverá um híbrido, mas um que seja leve e simples”.

“A complexidade é contra o que estou lutando”, a ideia da FIA para um novo regulamento da Fórmula 1 é continuar reduzindo o peso dos equipamentos e deixando eles menos complexos.

“Minha meta é que os novos carros de F1 tenham entre 630 e 650 kg. Olhe para os carros nos museus e, em seguida, olhe para o que temos hoje — adicionamos 50 kg em nome da segurança. Um carro pesado não é bom para o piloto e não é mais seguro”.

Sulayem ainda menciona a continuidade dos motores híbridos, mas com uma menor participação da parte elétrica: “Com um motor V8, 10% de hibridização e combustível sustentável, alcançamos 760 cavalos na versão básica, cerca de 880 cv na versão híbrida. Sem turbo. Um turbo aumenta o peso e o custo”.

“A missão é: simplicidade, controle de custos e qualidade sonora para o público. Consultamos os seis fabricantes de motores — eles preferem leveza e simplicidade, com os custos dos motores reduzidos de 1,5 milhão de euros [cerca de R$ 8,7 milhões] para aproximadamente 700 mil euros [aproximadamente de R$ 4,1 milhões]”, concluiu.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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