Neste fim de semana a Fórmula 1 disputará o GP da Grã-Bretanha, uma das corridas mais tradicionais do calendário.
O traçado localizado ao norte de Nothampton é um dos mais usados e mais conhecidos do mundo do automobilismo. A pista de 5.891 km passou por uma última grande revisão em 2010, quando uma nova seção entre Abbey e Brooklands foi introduzida.
Diferente do GP da Áustria onde a combinação de pneus macios foi utilizada, em Silverstone é a gama dura que entrará em ação. A escolha portanto é: C1 (duro – faixa branca), C2 (médio – faixa amarela) e C3 (macio – faixa vermelha), essa opção costuma atender a demanda de um traçado que cobra muito dos pneus energeticamente, especialmente por conta das curvas.

Esse é um dos circuitos mais longos do calendário, formado por 18 curvas (10 para a direita e 8 para a esquerda). Algumas delas, com o complexo Maggots-Becketts-Chapel, envolvem mudanças rápidas de direção em alta velocidade, o que gera forças laterais muito intensas, semelhantes às de Spa-Francorchamps e Suzuka.
O pneu dianteiro esquerdo é o que mais sofre neste circuito ao longo da prova, pois ele absorve mais cargas ao completar principalmente as curvas para a direita. É muito comum observar os pneus apresentando bolhas, desta forma a eficiência deles é prejudicada.
A superfície da pista não é tão abrasiva e apresenta rugosidade baixa. Quanto aos níveis de aderência, é um dos melhores do calendário. Diferente de algumas pistas que estão no calendário da Fórmula 1, Silverstone é utilizado praticamente o ano todo por várias categorias, o que garante uma boa aderência desde a primeira sessão de treinos livres.
Mesmo antes do início das atividades no traçado, acredita-se que a estratégia mais rápida será baseada em uma parada e a combinação dos pneus médios e duros.
No ano passado a Pirelli levou para o traçado a gama intermediária de pneus, com o objetivo de abrir a possibilidade estratégica. A prova foi afetada por condições climáticas variáveis e, durante a primeira metade da corrida, foram utilizados os pneus intermediários (de faixa verde). Porém, no início da volta de apresentação, cinco pilotos arriscaram a substituição dos intermediários por pneus slicks.

A chuva caiu mais uma vez na pista, fazendo com que aqueles que arriscaram uma estratégia alternativa, passassem novamente nos boxes para instalar os compostos intermediários novamente. Para as últimas voltas, a pista foi secando, permitindo então o uso dos slicks, em uma variação dos compostos médios e macios sendo escolhidos pela maioria dos pilotos para fechar o evento.
Esse será um evento sprint, desta forma os times devem usar o pneu duro durante o único treino livre para coleta de dados.

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