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Parte 3 – Os pneus da Fórmula E: reciclagem

Na última parte do especial sobre os pneus da Fórmula E, conversamos diretamente com a Michelin para entender como funciona o processo de reciclagem dos compostos

Agora que você já viu a Rachael Patterson, da Mahindra Racing, falando pra gente como funciona todo o gerenciamento dos pneus da Fórmula E, vamos para a última parte desse especial que vai abordar um assunto muito importante: a reciclagem.

Quem conversou com a gente sobre foi Jérome Mondain, responsável pela Fórmula E na Michelin. 

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Ele diz que todos os pneus utilizados na categoria são reciclados porque “todos os pneus fornecidos às equipes durante uma corrida ou aos fabricantes para seus testes privados voltam para a Michelin depois de usados”. 

“Temos um sistema de rastreabilidade que nos permite saber onde está cada pneu”, continua Mondain, “É também por isso que garantimos que todos os pneus voltem para nós e, portanto, reciclamos 100% dos pneus que usamos”.

Sobre o processo de reciclagem em si, Mondain revela que existem basicamente 2 opções principais para o material produzido por eles:

  1. Os pneus são usados como energia para a fábrica de cimento. Este tipo de indústria requer muita energia e consome muita gasolina. Um pneu fornece muita energia quando queima e é ideal como solução de fim de vida.
  2. Os pneus são reduzidos a pó e reutilizados de diversas formas. Piso de borracha em jardins de infância ou áreas de jogos, camadas de construção de estradas ou rodovias (sob o alcatrão ou o concreto para trazer uma superfície quando os caminhões estão rolando, ou para evitar que o alcatrão quebre por causa da diferença de temperatura entre o inverno e o verão, etc)
Reciclagem de pneus – Foto: reprodução

Nesta segunda opção, o “pneu em pó” basicamente ajuda a estrada a durar mais, “o que também é sustentável”, como afirma Mondain.

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Falando em sustentabilidade, a categoria anunciou que a quantidade de pneus disponíveis para cada carro será reduzida em 25% a partir de 2021, passando de quatro para três jogos novos por fim de semana de corrida. 

Essa medida, que também tem finalidade financeira, já foi adotada na super final da temporada 6, ano passado em Berlim. Jérome Mondain afirmou que a proposta foi da Michelin: “fazia sentido antecipar o regulamento pelo contexto da situação”. 

Em agosto do ano passado, a Fórmula E realizou seis corridas em nove dias para completar sua 6ª temporada. Você pode ver a cobertura completa do “Festival de Berlim” clicando aqui. 

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Cinthia Venâncio

Cearense que acompanha Fórmula 1 desde que se entende por gente. Faz aniversário no mesmo dia do Damon Hill.

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