Charles Leclerc não conseguiu completar o GP de Mônaco de 2026. O piloto da Ferrari bateu o SF-26 pouco antes da relargada, após a entrada do Safety Car provocada pelo acidente de Lance Stroll. Ao longo de todo o fim de semana, o monegasco relatou dificuldades com os freios, problema que voltou a afetar sua confiança nas ruas do Principado.
Apesar dos contratempos e das constantes reclamações sobre o comportamento do carro, Leclerc ainda aparecia como um forte candidato ao pódio. Com o abandono de Max Verstappen ainda na primeira volta, o piloto da casa permaneceu na disputa pelas primeiras posições e buscava capitalizar a oportunidade diante de sua torcida.
A expectativa era de um confronto direto entre Leclerc e Lewis Hamilton na relargada. O monegasco demonstrou insatisfação com a estratégia da Ferrari durante o período de neutralização, especialmente por conta da parada adicional realizada nos boxes, depois que ele tinha se aproximado do companheiro de equipe.
Leclerc perdeu tempo precioso enquanto a equipe atendia Hamilton, que havia acabado de cumprir uma punição, comprometendo sua posição na pista em um circuito onde ultrapassar é extremamente difícil.
Mas na relargada, Leclerc ficou para trás, passando reto na última curva do traçado – Anthony Noghes e foi direto para as barreiras, causando danos irreparáveis à sua Ferrari.
“Estou extremamente decepcionado, triste, irritado – uma mistura de emoções negativas. Não sei o quanto posso entrar em detalhes, mas… acho que… simplesmente é inaceitável. Os problemas que tenho enfrentado com os meus freios têm sido… não que seja difícil, é que neste momento específico é impossível”, falou Leclerc.
A gutted Charles Leclerc after a DNF at his home race! 😢#F1 #MonacoGP pic.twitter.com/8DNi610mZo
— Formula 1 (@F1) June 7, 2026
Apesar deterem encontrado uma falha no asfalto, no lugar da batida, já que partes se soltara, o monegasco ainda acha que o problema da batida esteve realmente ligado aos freios.
“Os freios traseiros não estavam funcionando”, explicou Charles, “eu sabia que eles não estavam funcionando bem já antes da relargada, porque desde a entrada do Safety Car eu via as temperaturas e eles literalmente não estavam funcionando.”
“Os freios traseiros não estavam funcionando de jeito nenhum, então não sei se havia algum problema ali, ou se é a inconsistência que costumo ter, e o freio dianteiro estava entregando muito mais potência do que deveria, então foi isso que aconteceu.”
“Por mais que eu freasse, os traseiros não aqueciam e não reativavam mais, então eu não podia fazer absolutamente nada”.
A equipe trabalha em uma solução para Barcelona, depois das corridas difíceis no Canadá e em Mônaco.
“Temos uma solução. Temos configurações diferentes entre os carros [da Ferrari], e acho que encontramos uma solução, então isso é positivo.
“Eu realmente não queria fazer mudanças neste fim de semana, e talvez a culpa seja minha por ter pensado que, em uma pista como esta, em Mônaco, seria bom começar com freios que eu já conhecia.”
“Considerando os problemas que enfrentei e o fato de não haver soluções em uma pista como essa, não há muito o que dizer.”
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