Isack Hadjar confirmou seu primeiro pódio como piloto da Red Bull após os comissários da FIA encerrarem uma investigação aberta depois do GP de Mônaco sem aplicar qualquer punição à equipe austríaca. O francês cruzou a linha de chegada entre os primeiros colocados em uma corrida marcada por dificuldades técnicas, incidentes e uma bandeira vermelha nas voltas finais.
O fim de semana da Red Bull começou de forma complicada no Principado, Max Verstappen abandonou ainda na primeira volta por conta de um problema mecânico, enquanto Hadjar precisou lidar com dificuldades de dirigibilidade durante praticamente toda a corrida.
Apesar dos obstáculos, o francês manteve-se na disputa pelas primeiras posições e foi recompensado ao término da prova. Inicialmente, Hadjar cruzou a linha de chegada em quarto lugar, mas herdou a terceira colocação após Pierre Gasly receber duas penalidades de cinco segundos por excesso de velocidade no pit-lane.
No entanto, a celebração do pódio ficou momentaneamente em suspense, após a corrida, os comissários da FIA deram andamento a investigação envolvendo a Red Bull por uma suposta infração durante o período de bandeira vermelha.
Segundo o relatório do delegado técnico, os mecânicos da equipe teriam realizado uma operação não permitida no carro número 6 durante a interrupção da prova por bandeira vermelha. A suspeita era de que componentes do sistema de ignição estivessem sendo substituídos enquanto os carros permaneciam sob regime de parque fechado.
“Durante a suspensão da corrida, os mecânicos da Oracle Red Bull Racing Team estavam trabalhando no carro número 6, realizando operações não permitidas pelo Artigo B5.14.4.a. às 16:55.”
“Quando questionados sobre o trabalho realizado, eles interromperam a operação e devolveram o carro ao seu estado anterior, sem substituir nenhuma peça.”
“A equipe teria tentado trocar as velas/bobinas de ignição, mas não prosseguiu com a troca. O carro retornou à pista nas mesmas condições em que chegou aos boxes e, por isso, nenhuma medida adicional foi adotada.”
Hadjar e um representante da equipe foram convocados para prestar esclarecimentos aos comissários. Após a análise do caso, a FIA concluiu que nenhuma peça havia sido efetivamente substituída e que o carro retornou à pista nas mesmas condições em que chegou aos boxes. Desta forma, nenhuma ação adicional foi tomada e Hadjar manteve o terceiro lugar conquistado em Monte Carlo.
Após a prova, o francês destacou o alívio pelo resultado, especialmente diante dos problemas enfrentados ao longo do fim de semana. O piloto também revelou que correu grande parte da prova com limitações de potência, o que dificultou ainda mais a busca pelo pódio.
“Na relargada, senti que tinha feito uma boa largada e, de repente, tive uma esperança. Perdi duas posições, mas sabia que o carro à minha frente tinha uma penalização”, explicou.
“Mas eu tinha potência limitada e nunca precisei forçar tanto nas curvas para ficar a menos de cinco segundos do Pierre. É um fim de semana excepcional, considerando como começou no TL1, e eu não tinha confiança para recuperar posições, mas conseguimos, então estou feliz.”
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