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Lewis Hamilton mantém distância do simulador da Ferrari e vê evolução na temporada

Britânico afirma que ferramenta não reproduz fielmente o comportamento do carro, elogia evolução da Ferrari e prevê desafio maior no GP da Bélgica

Lewis Hamilton revelou que continua sem utilizar o simulador da Ferrari como parte de sua preparação para os fins de semana de corrida. O britânico afirmou que a decisão, tomada antes do Grande Prêmio do Canadá, tem contribuído diretamente para a melhora de seu desempenho e voltou a questionar a correlação entre os dados obtidos na ferramenta e o comportamento do carro na pista.

A mudança de abordagem aconteceu em maio, quando Hamilton concluiu que o simulador de Maranello não estava oferecendo informações suficientemente precisas para ajudá-lo na adaptação ao SF-26. Desde então, o heptacampeão optou por concentrar sua preparação em outros métodos e acredita que os resultados têm validado essa escolha.

Hamilton diz que desempenho melhorou sem o simulador

Questionado sobre o assunto antes do GP da Bélgica, Hamilton confirmou que não voltou a utilizar o simulador desde a decisão tomada no Canadá.

Ao ser perguntado se a mudança havia feito diferença, respondeu de forma direta e bem-humorada:

“Não.”

Na sequência, quando questionado sobre o quanto isso o ajudou nas últimas corridas, sorriu antes de responder:

“Muito.”

Hamilton explicou que sua relação com simuladores mudou ao longo da carreira. Embora reconheça a importância da ferramenta para o desenvolvimento dos carros modernos, acredita que ela pode induzir pilotos a conclusões equivocadas quando não reproduz fielmente o comportamento do monoposto.

“Tentei usar durante todo o ano passado, mas como eu disse, quando estava na Mercedes nos primeiros anos, não usei. Conforme foi se desenvolvendo, chegou um momento em que paramos de usá-lo.”

“Eu uso simuladores desde 1997 e eles podem ser ferramentas realmente poderosas e úteis, mas também podem te enganar. Percebi isso principalmente no ano passado, e nos anos anteriores, quando eu estava na Mercedes, era muito parecido, por isso não os usava. Desde que parei, meu desempenho melhorou muito.”

Ainda em junho, durante as atividades do GP de Mônaco, Jerome d’Ambrosio, vice-chefe de equipe da Ferrari, confirmou os problemas de correlação do simulador da Ferrari, com o SF-26.

LEIA MAIS: Ferrari confirma falha apontada por Hamilton e admite divergência entre simulador e pista

Desde o GP do Canadá, Hamilton acumulou uma sequência consistente de resultados. Nesse período, somou 96 pontos — mais do que qualquer outro piloto do grid —, superando inclusive nomes como Andrea Kimi Antonelli, George Russell e seu companheiro de Ferrari, Charles Leclerc.

Apesar da vitória de Charles Leclerc no Grande Prêmio da Grã-Bretanha, Hamilton acredita que Spa-Francorchamps apresenta características menos favoráveis para a Ferrari.

Segundo o britânico, o longo trecho de aceleração plena do circuito belga pode favorecer adversários que possuem maior eficiência nas retas.

“Nesta pista, é muito difícil. Esta pista tem muitas e muitas retas. Fomos para Silverstone e pensávamos que a potência seria muito maior, e o carro era rápido nas curvas, então foi muito melhor do que prevíamos.”

“Então, voltamos aqui sem saber muito bem o que esperar, exceto pelo fato de a pista ter cerca de 50% mais retas. Acho que ainda havia uma diferença de talvez três ou quatro décimos na última corrida, então aqui provavelmente prevemos que será um pouco maior. Mas estamos fazendo tudo o que podemos.”

Embora veja dificuldades específicas para Spa, Hamilton elogiou o ritmo de desenvolvimento adotado pela Ferrari nesta temporada.

O piloto destacou que a equipe tem conseguido implementar pequenas melhorias de forma contínua, em vez de concentrar grandes pacotes de atualização em poucos momentos do campeonato.

“Em termos de atualizações, estou muito orgulhoso da equipe. Eles continuam se esforçando para otimizar o carro. Estamos fazendo pequenos ajustes a cada semana, o que é ótimo de ver. Em vez de uma atualização chegar meses depois, temos outra a cada fim de semana, melhorando pequenos detalhes sempre que encontramos algo.”

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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