Desde o início da temporada 2026, a Cadillac convive com um problema que tem comprometido diretamente seu desempenho em sua estreia na Fórmula 1: os freios. Após mais um abandono causado por essa falha no GP da Hungria, Valtteri Bottas explicou a origem da dificuldade enfrentada pela equipe norte-americana.
As falhas no sistema de freios, acompanhadas por episódios de superaquecimento e princípios de incêndio, tornaram-se recorrentes ao longo do campeonato. Além de provocar abandonos nas corridas, o problema também prejudica o programa de desenvolvimento da equipe, que frequentemente perde tempo valioso de pista durante os treinos livres.
Na tentativa de resolver a questão, a Cadillac levou para o GP da Hungria uma atualização no MAC-26, introduzindo novas entradas de ar para os freios com o objetivo de melhorar o resfriamento do sistema. A mudança foi pensada especialmente para enfrentar as altas temperaturas e as características exigentes do traçado de Hungaroring, conhecido por suas curvas de baixa velocidade e pouca ventilação.
A atualização foi uma resposta direta ao duplo abandono de Valtteri Bottas e Sergio Pérez no GP da Áustria, quando ambos deixaram a corrida ainda nas primeiras voltas devido ao superaquecimento dos freios. No entanto, a solução não apresentou o resultado esperado. Na Hungria, Bottas voltou a abandonar depois que o freio dianteiro esquerdo de seu carro pegou fogo na 15ª volta.
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O mexicano também não completou o evento, mas o seu abandono esteve relacionado a um problema de suspensão dianteira e não nos freios.
Ao final da corrida, Bottas explicou: “Essa nova entrada de ar frontal visava resolver esse problema e evitar que ele ocorresse, mas é evidente que ainda precisamos de mais fluxo de ar para os freios”.
Essa questão tem afetado todo o desempenho do carro, pois tira especialmente um tempo valioso de ação da equipe na pista.
“Então, os freios simplesmente esquentam demais, e chega ao ponto em que tudo por dentro começa a pegar fogo”, falou Bottas.
“E isso obviamente destrói tudo. Na verdade, na volta de entrada nos boxes, perdi completamente os freios porque acho que os tubos de freio devem ter queimado. Então, foi por isso que tive que parar o carro.”
A entrada de ar na Hungria demonstrou ser insuficiente para resfriar os discos de carbono, peça que pode atingir mais de 1200°C durante uma prova.
Com a Fórmula 1 retornando no final de agosto, para disputa do GP da Holanda no dia 23, Bottas acredita que até lá a equipe não terá nada de novo em termos de desempenho para o Circuito de Zandvoort, mas talvez eles consigam uma solução para os freios.
“Não acho que teremos nada para Zandvoort”, disse ele. “Bem, talvez algo para os freios, mas nada relacionado ao desempenho. Mas em algum momento, chegará o instante em que nos concentraremos 100% no próximo ano”.
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