A Ferrari segue acelerando o desenvolvimento do SF-26 em busca de reduzir a diferença para a Mercedes na temporada 2026 da Fórmula 1. O ritmo de atualizações, no entanto, levantou questionamentos sobre o impacto financeiro dessa estratégia. Após o GP da Áustria, Toto Wolff sugeriu que a equipe italiana poderia enfrentar dificuldades para manter o mesmo nível de evolução ao longo do campeonato por conta do teto orçamentário.
Charles Leclerc, porém, não demonstra qualquer preocupação com esse cenário. Às vésperas do Grande Prêmio da Bélgica, o piloto monegasco afirmou confiar plenamente na administração de Frédéric Vasseur e garantiu que a Ferrari está conduzindo seu programa de desenvolvimento de forma consciente.
“É claro que a equipe trabalha muito para impulsionar a produção, para estimular as mentes criativas por trás da equipe, que se esforçam ao máximo para que as atualizações sejam feitas o mais rápido e eficientemente possível.”
“Tenho certeza de que Fred está cuidando disso, então se estou preocupado? Não, porque confio plenamente em Fred e sei que ele sabe o que está fazendo.”
Essa foi a estratégia adotada pela Ferrari desde o início da temporada, um tanto diferente do padrão dos últimos anos, quando eles estavam limitados a levar alguns pacotes robustos de atualização para poucos eventos no ano. Vasseur já havia explicado anteriormente que a equipe prefere introduzir melhorias assim que elas estejam prontas, em vez de esperar para lançar pacotes maiores em etapas futuras.
Segundo o chefe de equipe, ganhar alguns décimos de desempenho durante várias corridas gera um benefício muito maior do que esperar para utilizar esse mesmo ganho apenas nas últimas provas do campeonato.
“Se pudermos trazer alguma vantagem no início, faremos isso, e é melhor ter alguns décimos de segundo por cinco corridas do que apenas alguns décimos nas duas últimas”, falou Vasseur.
Mesmo embalada pela vitória na Inglaterra, a Ferrari mantém uma postura cautelosa para o fim de semana em Spa. Segundo Leclerc, tanto Silverstone quanto o circuito belga possuem características que, teoricamente, favorecem a Mercedes.
O monegasco admite que o desempenho da Ferrari na última etapa surpreendeu até mesmo a equipe.
“Com certeza, da minha parte, eu já sabia em Silverstone o que tinha mudado e o que me fazia sentir mais confortável. Em termos de desempenho geral, ainda há algumas coisas que precisamos analisar mais a fundo e acho que, para entendê-las completamente, precisamos de mais algumas voltas para testar algumas coisas.”
“Minha posição é a mesma que eu tinha antes de Silverstone. Para mim, Silverstone e Spa são duas pistas que se adaptam muito melhor à Mercedes”, falou Leclerc.
“No entanto, em Silverstone, foi uma surpresa para nós também termos um bom desempenho, mas também tivemos sorte no domingo porque Kimi estava provavelmente tão forte quanto esperávamos. Acho que em Spa, a Mercedes ainda é a favorita.”
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