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Entenda por que tantas punições por velocidade no pit-lane marcaram o GP de Mônaco e custaram o pódio de Gasly

Circuito com limite reduzido, mudanças na saída dos boxes e diferenças mínimas de velocidade geraram 11 infrações no fim de semana; Alpine tenta reverter sanção que tirou o francês do pódio

O GP de Mônaco foi marcado por uma série de punições por exceder a velocidade do pit-lane, esse foi o motivo para Pierre Gasly perder a chance de celebrar um pódio com a Alpine. A infração chamou a atenção, já que pilotos de equipes diferentes sofreram com o mesmo problema.

Por ser um pit-lane muito estrito em Mônaco, o limite de velocidade para passagem dos carros neste traçado é de 60 km/h, diferente dos 80 km/h convencional em outros traçados.

As penalidades por exceder a velocidade nessa área são relativamente raras na categoria, mas em Mônaco foram registradas 11 infrações ao longo dos três dias de evento.

Como explica um post da Fórmula 1 desta segunda-feira, a velocidade do pit-lane não é calculada com um radar; em vez disso, é calculada por uma série de sensores de cronometragem da FIA instalados ao longo do pit-lane e o transponder do carro para saber a sua localização. A fórmula para o cálculo é velocidade = distância / tempo.

Para definir o tempo mínimo de passagem pelo pit-lane, a FIA mede a extensão da faixa rápida (fast line) pela sua linha central e calcula quanto tempo um carro levaria para percorrê-la entre os pontos de cronometragem mantendo a velocidade regulamentar de 60 km/h.

Qualquer piloto que percorrer o sistema de cronometragem mais rápido do que o esperado será considerado como tendo excedido o limite de velocidade.

Porém, chegamos até Mônaco, onde a velocidade é menor, além disso, existem curvas nas extremidades deste pit-lane: e os pilotos frequentemente colocam as rodas na faixa da direita na entrada e na saída em busca de fazer uma trajetória mais reta.

A chegada da Cadillac como 11ª equipe do grid também contribuiu para mudar o formato da saída, para dar espaço aos boxes da equipe. A curva mais acentuada à esquerda na saída dos boxes fez com que os pilotos “cortassem” caminho na saída. Essa economia de tempo foi suficiente para acusar que os competidores que foram punidos passaram acima da velocidade, pois “encerraram o percurso” antes do tempo previsto. A penalidade para esses competidores foi de 5 segundos.

Cinco das seis punições por excesso de velocidade no pit-lane aconteceram por apenas 0,1 km/h acima do limite. A maior infração registrada foi de 0,4 km/h. Em Mônaco, diferenças quase imperceptíveis acabaram tendo peso decisivo na disputa pelas primeiras posições.

Na Alpine os seus dois pilotos foram punidos, o que fez a equipe solicitar à FIA, o direito de revisão das punições aplicadas para Pierre Gasly – que fizeram o competidor perder o pódio.

No caso da equipe francesa, Gasly herdou a terceira colocação. Após o incidente de Lance Stroll na volta 60, o Safety Car pintou na pista, permitindo que vários pilotos recorressem aos boxes para fazer a troca de pneus.

George Russell que já estava punido, passou pelos boxes, fez a sua troca de pneus mais não cumpriu a punição de cinco segundos – obtida na primeira troca. Na relargada foi Charles Leclerc que perdeu o controle do carro e estampou as barreiras de contenção no mesmo ponto que o piloto canadense. A prova foi encaminhada para bandeira vermelha.

Gasly que era o nono colocado, subiu para quarta colocação. Quando a prova foi reestabelecida – a Mercedes combinou com Russell que ele deveria entrar nos boxes para cumprir a sua punição. Pierre Gasly também tinha uma punição por exceder o limite de velocidade no pit-lane, mas a Alpine decidiu seguir com o piloto em pista.

O francês foi considerado culpado de todas as formas e a punição combinada de 10 segundos (duas infrações de cinco segundos), fez o piloto cair da terceira para sétima colocação. Ao término da prova, a Alpine entrou com um recurso, enquanto os seus funcionários realizavam uma medição no pit-lane para recorrer da decisão.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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