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Como as equipes se adaptaram a redução de tempo dos treinos livres

Os times precisaram mudar os testes realizados durante os treinos livres, para se adequar a mudança de tempo, os 30 minutos que foram ‘’perdidos’’ em 2021

Para a temporada 2021, a Fórmula 1 reduziu 30 minutos dos dois treinos livres realizados na sexta-feira de cada GP. O que para alguns parece uma redução que deu mais movimento para as pistas, pode ser apenas um ajuste superficial, não conseguem imaginar que as equipes tiveram que fazer grandes ajustes nos seus planos, mas a McLaren falou um pouco mais sobre a importância dessas sessões.

Mesmo em uma temporada de transição, onde foram introduzidos novos regulamentos aerodinâmicos, os testes de pré-temporada foram limitados em três dias e os times têm ainda em suas mãos que lidar com a preparação dos carros de 2022, a Fórmula 1 optou por mudar a duração dos treinos livres.

Na coluna publicada no site da McLaren respondendo perguntas dos fãs (que começou de forma tão nerd), a equipe fala sobre como tiveram que se adaptar às sessões que foram reduzidas neste ano. Envolve mudar os seus planos e as prioridades:

“Este ano, nossas sessões de sexta-feira têm duração de 60 minutos, em vez de 90. Isso definitivamente altera nossos planos. O tipo de coisa que você verá ao longo da temporada será um pouco diferente do que estávamos fazendo no passado e envolverá mais algumas negociações conscientes: não podemos fazer tudo o que costumávamos fazer.”

“No passado, por exemplo, podíamos fazer um programa em que planejávamos realizar um teste específico que envolvia tirar o assoalho e trocá-lo entre os treinos, em uma sessão que também pretendíamos terminar com a simulação de corrida e o alto consumo de combustível. Agora, você pode precisar escolher entre um ou outro.”

Foto: McLaren

Com está configuração, as equipes não podem perder muito tempo nos boxes, desta forma os carros não ficam muito tempo “ociosos”.

“O que isso provavelmente implicará que em 2021 são mais testes de configuração divididos entre os dois carros, ou testes que acontecem entre TL1 e TL2. Tentaremos fazer análises mais rápidas nos boxes entre as atividades e evitar fazer o tipo de teste que requer 20-30 minutos de tempo de inatividade na garagem.”

“Idealmente, ao fazer esses compromissos e reequilibrar nosso programa, seríamos capazes de fazer tantas voltas durante uma sessão de 60 minutos quanto costumávamos fazer em 90 minutos – mas, na realidade, provavelmente faremos menos voltas e terá limitação de tempo e não de pneu ou quilometragem “, concluíram.

Eles também foram questionados sobre a questão da confiabilidade, a vantagem é que neste ano a McLaren está usando os motores da Mercedes, são oito carros usando o mesmo motor, testando confiabilidade e adquirindo quilometragem, neste ponto não é uma preocupação e os times acabam se dividindo para realizar estas verificações. Ter os testes reduzidos é complicado para todos, mas ter outros times para compartilhar estas informações, acaba ajudando.

Ao término dos treinos livres, as equipes precisam devolver dois conjuntos de pneus daqueles que foram utilizados durante a sessão. Os pneus também acabam pautando os testes, pois eles precisam se dividir para executar voltas rápidas, e voltas em modo de simulação de corrida, para averiguar a durabilidade dos pneus e traçar as suas estratégias para o fim de semana.

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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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