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Antonelli supera interrupções em Mônaco e emenda quinta vitória consecutiva na F1

Italiano da Mercedes converte pole position em triunfo nas ruas de Monte Carlo, enquanto Hamilton garante mais um pódio pela Ferrari e Hadjar celebra seu primeiro top-3 com a Red Bull

Andrea Kimi Antonelli conseguiu converter a pole em vitória em sua segunda corrida em Mônaco na Fórmula 1. O italiano fez uma prova inicialmente tranquila neste domingo (07) antes do Safety Car de Lance Stroll e Charles Leclerc impactarem a prova.

No entanto, apesar de duas neutralizações de corrida, uma bandeira vermelha e uma nova largada parada, o italiano fez uma prova dominante e depois de tudo isso, cruzou a linha de chegada com mais de 6 segundos de vantagem para Lewis Hamilton.

Acreditava-se que um dos grandes duelos pela vitória seria travado entre Antonelli e Max Verstappen, mas o neerlandês abandonou a corrida logo depois da largada. Lewis Hamilton conseguiu garantir a segunda posição para largada, faturando o seu terceiro pódio pela Ferrari durante a etapa de Mônaco.

Isack Hadjar também teve motivos para comemorar ao garantir um lugar no pódio após enfrentar uma corrida repleta de desafios. O francês precisou superar diversas investigações dos comissários, problemas de degradação dos pneus e limitações de desempenho do carro ao longo da prova. Apesar das dificuldades, o piloto da Red Bull manteve um ritmo consistente para assegurar a terceira colocação, conquistando seu segundo pódio na Fórmula 1 e o primeiro pela equipe principal da Red Bull. Seu único pódio anterior havia sido obtido no GP da Holanda de 2025, quando ainda defendia a Racing Bulls.

A quarta posição ficou com Oscar Piastri, que também flutuou ao longo da corrida e representou a McLaren em pista, após um novo abandono de Lando Norris. Liam Lawson e Arvid Lindblad garantiram pontos para Racing Bulls com o quinto e sexto lugar, respectivamente. Pierre Gasly deveria ter celebra um pódio em Mônaco, mas por conta da punição de cinco segundos, caiu para o sétimo lugar com a Alpine.

Alexander Albon também enfrentou uma corrida difícil, mas foi o oitavo colocado com a Williams, seguido por Esteben Ocon da Haas em nono e Sergio Pérez da Caillac. Com o resultado do piloto mexicano, a equipe norte-americana fatura o seu primeiro ponto na temporada 2026.

No entanto, ainda temos investigações acontecendo tanto para Hadjar como Pérez, que podem modificar o resultado da corrida em algumas horas.

Para agravar ainda mais o fim de semana de George Russell, o britânico terminou o GP de Mônaco fora da zona de pontuação, enquanto seu companheiro de equipe conquistava mais um resultado expressivo. A corrida de Russell já havia sido comprometida antes mesmo da entrada do Safety Car, já que ele havia levado uma volta de Andrea Kimi Antonelli, líder da prova.

Com a neutralização, o piloto da Mercedes recuperou a volta do líder e voltou à disputa por posições, mas acabou perdendo terreno para Isack Hadjar. A situação se complicou definitivamente após a bandeira vermelha. Como a Mercedes ainda não havia cumprido a penalidade de cinco segundos aplicada a Russell por exceder a velocidade no pit lane, a equipe precisou chamá-lo aos boxes logo após a relargada.

A parada adicional derrubou o britânico para a décima terceira colocação, selando mais um resultado decepcionante e sua segunda corrida consecutiva sem marcar pontos no campeonato.

A Fórmula 1 retorna neste próximo fim de semana para disputa do GP da Espanha.

Saiba como foi o GP de Mônaco

Andrea Kimi Antonelli conquistou a pole no sábado em Mônaco, o piloto italiano emplacou a sua quarta conquista da carreira. O duelo entre Max Verstappen e Lewis Hamilton foi intenso até o encerramento da classificação. Charles Leclerc precisou se contentar com o quarto lugar para largada, após novos problemas nos freios.

Gabriel Bortoleto enfrentou novos problemas com a Audi, o brasileiro que bateu entre Q1 e o Q2, perdeu a chance de iniciar a corrida da 16ª posição por um problema hidráulico. O time alemão ao menos tentaria participar da prova largando do pit-lane.

Optaram pelos pneus macios novos apenas Sergio Pérez e Valtteri Bottas, o restante do grid iniciou o GP de Mônaco com os pneus médios novos.

Com a largada autorizada, Andrea Kimi Antonelli manteve a liderança, enquanto a dupla da Ferrari aproveitou um problema de Max Verstappen para ganhar posições. O piloto da Red Bull ficou parado no grid e, após conseguir colocar o carro em movimento, retornou lentamente aos boxes, despencando para o fim do pelotão.

Ao término da primeira volta, Valtteri Bottas, Oliver Bearman e Gabriel Bortoleto foram os primeiros a cumprir a parada obrigatória para troca de pneus. Apenas o finlandês optou pelos compostos médios, enquanto os demais apostaram uma estratégias diferentes. Pouco depois, Verstappen chegou aos boxes e abandonou a corrida.

Na quarta volta, os comissários abriram uma investigação sobre George Russell por uma possível infração no procedimento de largada, já que o britânico não estaria corretamente posicionado em seu local no grid. Enquanto isso, Fernando Alonso realizou sua parada para instalar pneus macios e retornou à pista na 18ª colocação.

A movimentação nos boxes continuou intensa, com pilotos como Sergio Pérez e Lance Stroll também realizando suas paradas obrigatórias. Pouco depois, a Mercedes foi informada de que Russell não receberia qualquer punição pelo incidente analisado pela direção de prova.

No início do sétimo giro, os dez primeiros eram: Antonelli, Hamilton, Leclerc, Hadjar, Russell, Piastri, Gasly, Norris, Lawson e Albon. Enquanto a Cadillac enfrentava problemas com os freios, Sergio Pérez recebeu um Drive-Though por queima de largada. O mexicano era o 16° colocado quando passou pelos boxes para cumprir a punição, enquanto Esteban Ocon também fez a sua parada obrigatória, evitando um duelo com o piloto da Cadillac.

Também foi aos boxes Hülkenberg, mas na volta 15, o piloto da Audi era o 14° colocado, retornando para pista à frente de Ocon.

Isack Hadjar e George Russell passaram a relatar problemas relacionados ao desgaste excessivo dos pneus. O piloto da Red Bull informou à equipe que os quatro compostos apresentavam degradação acentuada, situação que permitiu a Charles Leclerc abrir uma vantagem superior a 10 segundos sobre o francês.

Na liderança, Andrea Kimi Antonelli administrava a corrida com tranquilidade. O italiano da Mercedes construiu uma margem superior a quatro segundos para Lewis Hamilton, enquanto os pilotos das primeiras posições aguardavam a janela ideal para realizar suas paradas obrigatórias nos boxes.

Mais atrás, Hadjar começou a sofrer forte pressão de Russell na disputa por posição. Além das dificuldades com os pneus, o francês também enfrentava problemas de comportamento do carro, especialmente durante as trocas de marcha. A equipe tentou auxiliá-lo por rádio, orientando mudanças nas configurações do equipamento para minimizar os problemas e melhorar o desempenho ao longo da prova.

Enquanto o duelo entre Red Bull e Mercedes seguia, Bottas foi aos boxes para abandonar a corrida, em mais um quadro difícil para o finlandês.

A prova seguiu, com a Audi mantendo Bortoleto em pista, para que o piloto realizasse uma coleta de dados, além de ter um tempo para analisar o carro, depois dos vários pontos críticos que o brasileiro apontou sobre o equipamento.

Adentrando a volta 29, Lewis Hamilton passou pelos boxes e fez a sua troca de pneus obrigatória, para instalar os compostos duros.

Com 32 voltas, Bearman também se juntou aos competidores que abandonaram. Enquanto isso, Russell fez a sua troca de pneus, abandonando a disputa com Hadjar, para tentar ganhar a posição com um possível undercut. Na sequência, o francês respondeu a troca de pneus e de fato foi superado pelo adversário.

Hamilton foi punido com cinco segundos, por ter passado com velocidade acima do permitido no pit-lane, mas ainda não parecia ser o suficiente para ele perder a posição para Leclerc quando a prova fosse encerrada.

Adentrando a volta 35, os dez primeiros eram: Antonelli, Leclerc, Hamilton, Piastri, Gasly, Norris, Russell, Hadjar, Lawson e Albon. O heptacampeão mundial reclamava da parada antecipada, enquanto o seu companheiro de equipe passava pelos boxes para cumprir a troca de pneus obrigatória e se retornar par terceira colocação.

Os lideres finalizaram a troca de pneus na volta 38, com Antonelli passando pelos boxes. O italiano retornou para ponta com mais de 13 segundos de vantagem para Hamilton. Russell, por sua vez era punido com cinco segundos por passar em velocidade a cima do permitido no pit-lane.

A prova continuava, enquanto Norris era pressionado por Russell. O campeão de 2025 era instruído para atrapalhar a prova do piloto da Mercedes, tentanto evitar que o competidor chegue em Piastri – que era o quarto colocado, logo à frente de Gasly.

Ocupando a 10ª posição, Albon foi chamado pela Williams para fazer a troca de pneus, com o time apostando nos pneus macios para o final. Após Norris segurar Russell, o carro da McLaren apresentou problemas no túnel e o britânico abandonou a sua segunda corrida consecutiva.

Após a parada na Williams, a equipe optou pela inversão de posições entre Carlos Sainz e Albon, movendo o espanhol para 9ª colocação.

Piastri, que ainda não tinha feito sua troca de pneus, parou na volta 50, desta forma o australiano retornou para pista atrás de Hadjar. Albon, por sua vez, também perdeu uma posição, sendo ultrapassado por Arvid Lindblad, após cortar a chicane.

Enquanto os pilotos faziam a volta 53, Leclerc já andava separado por menos de 5 segundos de Hamilton, visando ficar com o segundo lugar, por conta da punição que o seu companheiro de equipe carrega.

Antonelli tinha colocado uma volta no companheiro de equipe, que era o quarto colocado. Neste momento da corrida, os dez primeiros eram: Antonelli, Hamilton, Leclerc, Russell, Hadjar, Piastri, Gasly, Lawson, Lindblad e Sainz. Entre os dez primeiros, apenas Lindblad ainda não tinha realizado a sua troca de pneus, já que Sainz tinha trocado os compostos e instalado os pneus macios.

Com 61 voltas, o Safety Car pintou na pista após a batida de Lance Stroll na Anthony Noghes. Desta forma vários pilotos foram aos boxes para fazer mais uma troca de pneus, para o final sprint. Com as trocas, os dez primeiros eram: Antonelli, Hamilton, Leclerc, Hadjar, Russell, Gasly, Piastri, Lawson, Lindblad e Albon. A Ferrari aproveitou o momento para cumprir a punição de Hamilton e tentar garantir a segunda colocação para o heptacampeão, já que os cinco segundos não seria acrecentado ao final da prova.

Leclerc reclamou da sua troca adicional de pneus, principalmente por ter perdido tempo atrás de Hamilton. Hadjar, por sua vez, retomou a posição que tinha perdindo para Russell em pista. A Mercedes escolheu não cumprir a punição, assim como Gasly e Colapinto. Existia uma dúvida se existia um erro da cronometragem, pois a equipe acreditava em um erro na cronometragem do pit-lane, pela quantidade de pilotos que receberam a mesma punição.

No entanto, os competidores corriam o risco de serem punidos uma segunda vez, já que é necessário cumprir uma punição quando se vai aos boxes para uma parada e tem tal punição.

Na relargada, Antonelli conseguiu manter a ponta, seguido por Hamiton. No entanto, Leclerc ficou ao bater na curva 19, em um toque na barreira muito semelhante a de Lance Stroll. Novamente o Safety Car retornou para pista, com os carros precisando passar pelos boxes, por conta da batida do monegasco.

A corrida foi encaminhada para bandeira vermelha, pois identificaram que o asfalto estava se soltando na curva 19, onde Stroll e Leclerc bateram, além disso tinha a sujeira do pneu. A pista foi limpa e a direção de prova optou por fazer uma sprint de dez voltas para o final.

Várias investigações aconteciam pelo grid, desde aquelas motivadas por não terem cumprido uma punição anterior, além de Lewis Hamilton e Isack Hadjar que deram uma grande distância para os rivais em pista durante o periodo de neutralização da pista.

A direção de prova optou por duas voltas atrás do Safety Car e uma relargada parada. O procedimento colaborou para tirar os pilotos que tinham tomado uma segunda volta do líder, descontar esse giro adicional.

Antes do reestabelecimento da corrida, Hamilton se livrou de uma punição. Os pilotos então se encaminharam para o grid para fazer a largada parada. Antonelli largou bem e conseguiu manter a ponta, com Hamilton na segunda colocação. Gasly saltou para quarta colocação, superando Hadjar. Hülkenberg e Sainz se tocaram, em um duelo que estava valendo a décima posição e gerou o abandono do piloto espanhol da Williams. Sainz ainda lidou com mais um toque provocado por Colapinto.

Restando sete corridas para o final, os dez primeiros eram: Antonelli, Hamilton, Russell, Gasly, Hadjar, Piastri, Lawson, Lindblad, Albon e Hülkenberg. Instantes depois o piloto da Audi fez a ultrapassagem no tailandês da Williams.

Russell foi chamado aos boxes para cumprir aquela punição de cinco segundos. Hadjar se livrou de uma das investigações sem punição, mas tinha uma nova infração de bandeira vermelha para ser analisada.

Nas voltas finais Hadjar reclamava da falta de potência do motor, enquanto Piastri atacava o piloto da Red Bull.

Antonelli cruzou a linha de chegada na primeira colocação, com mais de 5 segundos de vantagem para Hamilton. O britânico continuou comboiando com a Ferrari para ter mais um bom resultado com a equipe italiana, cruzando a linha de chegada com mais de 13 segundos de vantagem para Pierre Gasly.

 

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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