ColunistasDestaquesFórmula 1Post

Preview do GP do Canadá: Fórmula 1 encara desafio estratégico em Montreal

Fórmula 1 retorna ao Circuito Gilles Villeneuve com McLaren em ascensão, desafio estratégico dos pneus macios e possibilidade de chuva movimentando a quinta etapa da temporada

Neste fim de semana a Fórmula 1 chega ao Canadá, para disputa da 5ª etapa da temporada 2026. A categoria terá pela frente mais um fim de semana Sprint.

Andrea Kimi Antonelli é o atual líder do campeonato e soma 100 pontos, contra 80 de George Russell e 59 de Charles Leclerc. O piloto italiano está focado no campeonato e em dar continuidade ao trabalho com a Mercedes, buscando bons resultados.

Após três vitórias em três corridas, incluindo o evento em Miami, Antonelli é o destaque do campeonato até aqui.

Enquanto isso, Russell que venceu na Austrália e a prova Sprint da China, está em busca de retornar ao pódio, pois após o segundo lugar na corrida principal em Xangai, o competidor não subiu mais ao pódio. O piloto britânico admitiu que não se adaptou ao circuito de Miami.

A McLaren é observada de perto, o crescimento em Miami foi notado, com Lando Norris vencendo o evento Sprint e batalhando para triunfar no domingo. A performance de Oscar Piastri também é algo importante nesse cenário que o time britânico busca construir terreno.

A 5ª etapa fornece mais uma chance de pontuar duplamente, mas é um problema para as equipes que estão levando novidade ao circuito, pois existe apenas a possibilidade de realizar testes no TL1 e validar as escolhas para primeira classificação do fim de semana.

O Evento

A Fórmula 1 optou pelo formato Sprint para corrida no Circuito Gilles Villeneuve, dessa forma, os pilotos precisam ficar ainda mais atentos, pois esse é um traçado que cobra os pilotos de erros.

A prova principal será disputada em um circuito com 4.361km, em uma corrida que acontece ao longo de 70 voltas. Para o evento, foram selecionados os pneus da gama macia, composta pelos pneus C3 (duro – faixa branca), C4 (médio – faixa amarela) e C5 (macio – faixa vermelha) – levando em consideração a baixa abrasividade do traçado e a necessidade de evolução rápida do traçado.

Mapa do GP do Canadá – Foto: divulagação Mercedes

O Circuito Gilles Villeneuve apresenta uma configuração única ao reunir elementos típicos de pistas permanentes com o desafio dos circuitos de rua, especialmente pela proximidade dos muros e pela margem mínima para erros ao longo da volta.

Com um acerto voltado para baixa carga aerodinâmica, o traçado canadense exige forte desempenho em tração e frenagens intensas, principalmente nas chicanes e curvas de baixa velocidade. Ao mesmo tempo, as longas retas favorecem disputas roda a roda e ampliam as possibilidades de ultrapassagem.

Outro fator tradicionalmente decisivo no GP do Canadá são as frequentes intervenções do Safety Car, que costumam alterar completamente o cenário estratégico da corrida, impactando janelas de pit-stop e criando oportunidades inesperadas ao longo da prova.

O clima promete ser um dos grandes fatores de atenção para o GP do Canadá deste fim de semana. Tradicionalmente, a etapa disputada no Circuito Gilles Villeneuve é conhecida pelas mudanças rápidas nas condições da pista, principalmente pela possibilidade constante de chuva e pelas baixas temperaturas registradas em Montreal.

Em 2026, a situação ganha ainda mais relevância após a alteração do calendário da Fórmula 1, que antecipou a prova de junho para maio dentro do plano da categoria de reorganizar a logística do campeonato. A mudança faz com que a etapa canadense aconteça em um período mais frio do ano, aumentando as chances de temperaturas baixas e condições climáticas instáveis ao longo do evento.

O traçado canadense costuma se tornar ainda mais desafiador em pista molhada. As fortes zonas de frenagem e os muros próximos deixam o circuito extremamente técnico quando há pouca aderência. Outro fator tradicional de Montreal é a irregularidade da chuva: em muitos casos, uma parte da pista permanece seca enquanto outro setor está completamente molhado, dificultando as decisões estratégicas sobre pneus e acerto dos carros.

A edição de 2024 exemplificou bem esse cenário. Na ocasião, uma forte chuva antes da largada obrigou os pilotos a iniciarem a corrida com pneus intermediários. Mesmo após parte do circuito secar, alguns pontos seguiram escorregadios, especialmente na chicane final e na região do famoso Muro dos Campeões.

Caso a chuva apareça novamente no domingo, a Fórmula 1 poderá utilizar pela primeira vez em corrida o novo “modo de baixa aderência” previsto no regulamento de 2026. O sistema limita o funcionamento da aerodinâmica ativa para oferecer maior estabilidade aos carros em condições de pista molhada.

A previsão do tempo indica um fim de semana relativamente ameno, mas ainda com possibilidade de instabilidade. Para sexta-feira, são esperadas temperaturas próximas de 17°C durante o treino livre e a classificação Sprint. No sábado, os termômetros devem subir levemente para cerca de 19°C durante a Sprint e a classificação principal. Já no domingo, dia da corrida, a expectativa é de máxima próxima dos 21°C, com presença de nuvens e pequena chance de chuva ao longo da prova.

Como funciona a prova Sprint

Pela primeira vez a pista receberá o formato Sprint, o que consiste na realização de duas classificações e duas corridas.

A ideia é que os times possam trabalhar alterando a configuração dos carros, por conta de o evento contar com dois sistemas de parque fechado.

  • Na sexta-feira o dia começará com um TL1 (de 90 minutos), está será a única atividade avaliativa e preparatória para os competidores; a FIA ampliou a sessão, por conta das novidades e da pausa que ocorreu do Japão até o evento de Miami
  • No final do primeiro dia será definido o grid de largada da prova Sprint;
  • O sábado por sua vez começa com a Sprint (prova de 100 km);
  • Com a conclusão da primeira fase do fim de semana, os pilotos vão retornar ao traçado mais uma vez no sábado, agora para definir o grid de largada da corrida principal;
  • O domingo fica com a prova principal como tem acontecido desde a implementação deste formato.

Classificação Sprint

Na classificação para a prova Sprint, volta a obrigatoriedade do uso dos pneus.

  • Q1 e Q2, os competidores são obrigados a usar um conjunto de pneus médios novos – C4;
  • Q3 pneus macios – C5;
Programação – Horários do GP do Canadá de 2026 – Foto: Ale Ranieri / Boletim do Paddock

Conheça nossa página na Amazon com produtos de automobilismo!

O Boletim do Paddock é um projeto totalmente independente. É por isso que precisamos do seu apoio para continuar com as nossas publicações em todas as mídias que estamos presentes!

Conheça a nossa campanha de financiamento coletivo do Apoia.se, você pode começar a contribuir com apenas R$ 1, ajude o projeto. Faça a diferença para podermos manter as nossas publicações. Conheça também programa de membros no nosso canal do Youtube.


Descubra mais sobre Boletim do Paddock

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

Botão Voltar ao topo

Descubra mais sobre Boletim do Paddock

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading