A Fórmula 1 desembarca neste fim de semana na Espanha, para disputar a 14ª etapa do calendário no novíssimo Circuito de Madri. Por ser um traçado completamente novo, a Pirelli escolheu a gama intermediária de pneus para o evento.
A pista que os times vão enfrentar neste fim de semana é mista, contendo um trecho de rua e um traçado permanente. O circuito tem 5.416 km de extensão e 22 curvas, incluindo a “Monumental”, uma curva de 550 metros caracterizada por uma inclinação de 24%.
Da linha de chegada até a curva 1, são apenas 200 metros. O primeiro setor da pista é rápido e leva para uma segunda seção mais sinuosa, com curvas de média e baixa velocidade – incluindo a curva 12, com a inclinação. A parte final do traçado, também conta com uma série de curvas com ângulo de 90 graus, semelhante ao que os pilotos enfrentam em Baku.
A pista também tem como uma das suas características a variação de altitude. O ponto mais alto está localizado na Curva 7, a aproximadamente 700 metros acima do nível do mar, já o trecho que leva a esse ponto, a partir da curva 6 apresenta uma inclinação de 8% e um ganho de altitude 10 metros. Do ponto mais baixo – sendo a curva 2 – existe uma diferença de altitude de 26 metros em comparação com a curva 7.
As equipes realizaram suas simulações como uma forma de se preparar para esse evento, no entanto, com exceção da Ferrari, todas as equipes chegam ao traçado para encarar um desafio totalmente novo.
A Pirelli optou pelos pneus da gama intermediária, formado pelos compostos: C2 (duro – faixa branca), C3 (médio – faixa amarela) e o C4 (macio – faixa vermelha). A escolha vem após três anos de pesquisa, para identificar o que as equipes e pilotos vão enfrentar neste traçado.
Nada impede que um ajuste na gama de pneus seja realizada para o próximo ano, principalmente pela Pirelli estar preparando novos pneus para 2026.

Para determinar os pneus, foram usadas ferramentas de simulação, que identificaram a trajetória dos carros e depois as cargas que os pneus serão submetidos.
Com a conclusão da construção do traçado, a pista passou por uma vistoria com a visitação presencial de engenheiros da Pirelli, para que fosse medida a rugosidade macro e micro do asfalto, refinar as simulações e produzir um documento técnico, com o intuito de preparar as equipes para o desafio que vão enfrentar neste fim de semana.
A Pirelli coloca o Circuito de Madri como um dos cinco traçados mais exigentes do calendário, com forças laterais de intensidade, comparáveis aos níveis encontrados em Barcelona e Silverstone.
A curva ‘Monumental’ é tida como uma das curvas de maior carga vertical da temporada, não apenas pela sua inclinação, mas pelo seu comprimento. Sua configuração também representará um desafio significativo em termos de aderência dos pneus – os pilotos vão precisar dos treinos livres para fazer os seus tentes e encontrar a melhor forma para enfrentá-la.
Por ser um traçado novo, o asfalto ainda é muito liso e tem níveis de aderência muito baixos. Para esse primeiro evento, a pista foi tratada com jatos de alta pressão, com o intuito de remover os resíduos oleosos e a poeira.
Todos os times vão usar os treinos livres de sexta-feira para definir os seus programas e estabelecer se vão poupar os pneus duros ou os médios para suas estratégias de corrida. Por conta dessas características a prova tem tudo para ser movimentada e ter estratégias diferentes sendo usadas ao longo da prova.

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