O GP do Azerbaijão terminou com a vitória de George Russell. O britânico dominou a classificação e manteve o controle de boa parte da corrida no domingo, mas as intervenções do Safety Car reduziram completamente a vantagem construída e abriram espaço para que Max Verstappen entrasse de vez na disputa pela vitória.
Em relação aos pneus, tanto os médios quanto os macios apresentaram boa durabilidade desde o início do fim de semana. Apesar de o composto duro ter sido utilizado nos treinos livres de quinta-feira, a opção acabou descartada na corrida, principalmente pela dificuldade dos pilotos em manter a temperatura dos pneus dentro da janela ideal de funcionamento.
Mais uma vez, a estratégia de corrida ficou concentrada nos compostos médios e macios. Nesse cenário, os pneus C5 — os mais macios da gama disponível para o fim de semana — se mostraram particularmente importantes para as estratégias adotadas pelas equipes, oferecendo maior desempenho e, ao mesmo tempo, um comportamento mais previsível para os pilotos ao longo dos stints.
Como o regulamento exige a utilização de pelo menos dois compostos diferentes durante a corrida, o pneu médio acabou sendo necessário para completar as estratégias. Sem essa obrigatoriedade, porém, a tendência era de que o composto fosse utilizado pelo menor tempo possível, já que o macio apresentou uma combinação mais interessante entre desempenho e durabilidade para as condições encontradas em Baku.
Apesar de George Russell largar com os pneus médios e conseguir estabelecer uma boa vantagem para Oscar Piastri, esses pneus mostraram que não eram adequados para vários pilotos. Max Verstappen esteve na mesma estratégia que o piloto britânico, mas na primeira parte da corrida, reclamou constantemente desses pneus e da sua aderência.
O neerlandês queria passar logo aos pneus macios e ter as mesmas condições que Isack Hadjar. Verstappen conquistou posições importantes depois da largada, mas o piloto também sofreu com a pressão exercida pelo companheiro de equipe, em parte da prova.
Russell teve uma largada solida e um início de corrida forte, apesar de Oscar Piastri ter permanecido 35 voltas atrás de Russell, ele não era o principal adversário do piloto da Mercedes. Desde a largada, Verstappen que largou da 8ª colocação era a real preocupação da equipe alemã, por conta do seu desempenho.

Porém, Piastri teve o papel de atrasar Verstapen por uma boa parte da prova e criar um gap de mais de 11 segundos que tranquilizou Russell em parte da prova. No entanto, o acidente de Alexander Albon na volta 30 trouxe o Safety Car para pista, agrupando o grid.
Foi na segunda relargada, após o acidente de Franco Colapinto, com Pierre Gasly e Lando Norris, que Verstappen encontrou a chance de brigar pela vitória. O neerlandês pressionou o adversário até o final, tentando induzir o adversário ao erro, buscando encontrar alguma brecha para assumir a liderança.
E eles foram assim até a linha de chegada, cruzando-a em uma diferença de apenas 0s196; ambos na mesma condição de pneus.
Como esperado, o Safety Car – tão aguardado – ditou o momento de troca dos pneus, as paradas aconteceram logo depois do primeiro acionamento. Antes disso, apenas Carlos Sainz e Valtteri Bottas tinham parado.
Na quinta-feira já se sabia que a estratégia da prova seria baseada em apenas uma parada de pneus.
Isack Hadjar que terminou a corrida na terceira colocação – em sua prova de retorno ao grid – largou com os pneus macios e terminou a corrida com os médios. O fato de ter usado esses compostos no final da corrida, acabou podando um pouco a performance do francês.
Na largada, 12 pilotos optaram pelos pneus médios e 10 pelos macios. Os pneus C4 e C5 foram usados quase que igualmente ao longo da corrida: 49% das voltas completadas com os médios e 51% com os macios.

Andrea Kimi Antonelli largou da 16ª colocação depois de bater na classificação, o piloto italiano terminou em quinto, mas mantém a liderança do campeonato, pela vantagem construída nos últimos eventos.
Esse foi um evento que os pneus apresentaram um desgaste mínimo, mas foi pautado pelo nível de aderência e conforto que cada um dos pneus poderia fornecer.
Conheça nossa página na Amazon com produtos de automobilismo!
O Boletim do Paddock é um projeto totalmente independente. É por isso que precisamos do seu apoio para continuar com as nossas publicações em todas as mídias que estamos presentes!
Conheça a nossa campanha de financiamento coletivo do Apoia.se, você pode começar a contribuir com apenas R$ 1, ajude o projeto. Faça a diferença para podermos manter as nossas publicações. Conheça também programa de membros no nosso canal do Youtube.
Descubra mais sobre Boletim do Paddock
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.







