Com o grid da Fórmula 1 para 2027 cada vez mais próximo de ser definido, a Haas aparece como uma das equipes que ainda despertam maior interesse no mercado de pilotos. A equipe norte-americana tem as duas vagas em aberto, mas, segundo o chefe de equipe Ayao Komatsu, não há pressa para tomar uma decisão.
Desde o fim das férias da Fórmula 1, algumas peças importantes do grid começaram a se encaixar. A Williams confirmou a permanência de Alexander Albon e Carlos Sainz, enquanto a Red Bull renovou o contrato de Max Verstappen, garantindo o tetracampeão mundial na equipe até 2030.
A Alpine também optou pela continuidade e confirmou Franco Colapinto ao lado de Pierre Gasly para 2027. Na Ferrari, a expectativa é de que Lewis Hamilton tenha seu contrato renovado, possivelmente durante o GP da Itália, enquanto Fernando Alonso deve continuar na Aston Martin.
Com tantas definições encaminhadas, a Haas se torna um dos principais focos de atenção.
Um dos nomes mais cotados para permanecer é Oliver Bearman. O jovem britânico vem apresentando desempenho consistente e conquistando espaço dentro da equipe, o que o coloca em uma posição favorável para continuar no grid em 2027.
A situação de Esteban Ocon, por outro lado, é mais incerta. O francês chegou à Haas com a experiência de quem já havia conquistado pódios e disputado diversas temporadas na Fórmula 1, mas seu desempenho não tem correspondido completamente às expectativas.
Nos últimos meses, inclusive, surgiram rumores sobre uma possível saída antecipada de Ocon, ainda durante a temporada.
A Haas, entretanto, não parece disposta a acelerar o processo de escolha. A equipe pretende avaliar cuidadosamente as opções disponíveis antes de definir sua formação para 2027.
“Não temos pressa. Estamos focados em nossos dois pilotos, Ollie e Esteban, tentando extrair o melhor deles. Eles têm um desafio difícil pela frente, não é?”, falou o chefe de equipe da Haas.
“Você sabe do que eles são capazes. O Ollie já provou isso várias vezes. O Esteban, quando está satisfeito com o carro, sabemos o que ele consegue fazer.”
“Então, precisamos nos concentrar em fornecer a eles o melhor carro possível, a melhor configuração, e extrair o máximo deles. Assim, nossos dois pilotos estarão totalmente focados.”
A Haas começou o ano com uma performance melhor, mas com o avançar da temporada, sem conseguir manter o desenvolvimento do carro, perderam muito espaço no grid.
Bearman faturou 18 pontos no campeonato, com o britânico obtendo essa pontuação nas duas primeiras etapas do campeonato. Ocon, por sua vez, é dono de apenas três pontos, conquistados no GP do Japão e no GP de Mônaco. O resultado dos competidores em parte acontece por conta de uma inconsistência entre as peças usadas.
“Esta é a maior mudança de regulamento dos últimos tempos. Portanto, sendo uma equipe muito pequena, esperamos que tenhamos mais dificuldade em acompanhar os outros no desenvolvimento”, afirmou Komatsu.
“Começamos a temporada bem, muito melhor do que qualquer um poderia imaginar, e a partir desse momento, acho que essa é a realidade. Com as nossas limitações, estamos tentando desenvolver o carro o mais rápido possível, mas os outros estão conseguindo melhorar o desempenho do carro mais rápido do que nós. Essa é a realidade.”
“Então, para ser justo, honestamente, não tenho nada contra os caras do time – eles estão fazendo um trabalho fantástico, estão trabalhando juntos, e para termos uma chance de acompanhar os outros, tudo tem que ser perfeito, certo? Tudo. Na vida, isso não é algo que você pode exigir o tempo todo.”
Enquanto a Haas não toma uma decisão sobre o seu futuro, o time é alvo de especulações.
O cenário atual é favorável para abrir espaço para mais um estreante na Fórmula 1. Entre os nomes avaliados pela Haas está Rafael Câmara, piloto da Academia da Ferrari e campeão da Fórmula 3 em 2025.
Outro candidato é Leonardo Fornaroli, integrante da Academia da McLaren e campeão da Fórmula 2 em 2025. O italiano também aparece como uma das alternativas para ocupar uma das vagas disponíveis.
A equipe ainda considera Ryo Hirakawa, piloto da Toyota no Mundial de Endurance e atualmente ligado à Haas como piloto reserva..
Com duas vagas disponíveis e diferentes perfis na mesa, a Haas tem uma das decisões mais importantes do mercado de pilotos pela frente. E, ao contrário de outras equipes, a equipe parece disposta a esperar o momento certo antes de definir seu próximo passo.
Komatsu também reforça a necessidade de fornecer um ambiente adequado para que os seus atuais pilotos possam competir.
“Eu realmente acho que preciso proporcionar a eles um ambiente melhor, facilitar as coisas para que eles possam mostrar do que são capazes. Tenho certeza disso. Mas o lado bom é que esses momentos difíceis revelam o caráter, não é? E aí não existe essa cultura de culpabilização.”
“Analisamos o problema: qual é a questão, onde está faltando downforce, por que a dirigibilidade não é boa, com o que os pilotos estão tendo dificuldades? Estamos todos alinhados, tentando resolver o problema, tentando melhorar o desempenho do carro. Mas, claro, isso leva tempo.”
“Muitas das coisas que estamos implementando levarão tempo para se concretizarem, mas precisamos acreditar em nós mesmos, no trabalho em equipe, apoiar uns aos outros, e superaremos isso como fizemos nos últimos dois anos.”
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