A Fórmula 1 pode ganhar uma solução alternativa para o calendário de 2026. O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, indicou que o Grande Prêmio da Turquia pode ser incluído ainda nesta temporada caso não seja possível realizar as etapas do Bahrein ou da Arábia Saudita.
O cenário atual da categoria foi impactado pelo cancelamento da primeira passagem do ano pelo Oriente Médio, motivado pela escalada do conflito na região. A Fórmula 1, em conjunto com a FIA, avalia alternativas para reorganizar o calendário sem comprometer a logística das equipes.
Entre as possibilidades analisadas está a realocação das corridas do Bahrein ou da Arábia Saudita para a janela entre os GPs do Azerbaijão e de Singapura, no início de outubro. Outra opção considerada é a extensão da temporada com uma rodada quádrupla na fase final, empurrando o encerramento para 13 de dezembro.
No entanto, caso a instabilidade geopolítica persista e inviabilize o retorno das provas no Oriente Médio, a Turquia surge como alternativa. Segundo Ben Sulayem, o retorno ao circuito de Istambul depende apenas da conclusão do processo de homologação.
“Em relação ao Catar, seria possível adiar uma semana, transferir tudo para outro lugar. Caso contrário, talvez possamos ter a Turquia este ano, se ela concluir a homologação e atender ao restante de suas necessidades.”
“Do ponto de vista logístico, [trata-se de] qual o melhor cenário? Estamos em consulta com os promotores. Trata-se de onde queremos chegar e tentaremos facilitar, mas não sem sobrecarregar nossa equipe. Isso seria demais.”
Recentemente, a Fórmula 1 já havia confirmado o retorno do GP da Turquia ao calendário a partir da próxima temporada, com um contrato válido por cinco anos, até 2031. A antecipação da etapa, portanto, aparece como uma solução emergencial diante das incertezas atuais.
Apesar das discussões, o presidente da FIA reforçou que qualquer decisão será tomada com cautela, levando em consideração não apenas a logística, mas principalmente a segurança.
“Há uma questão maior do que apenas o automobilismo”, disse ele. “É a forma como vivemos , são as mudanças, é o estresse nessa área.”
“Se falarmos sobre a liderança de lá, como governo, a forma como lidaram com a situação, não retaliando, foi muito sábia. É preciso muita força para não fazer isso.”
“O esporte pode esperar. O que é mais importante? Os seres humanos ou o automobilismo? Ou qualquer esporte? Os seres humanos são sempre a prioridade.”
“Tomara que isso acabe logo, para que possamos voltar ao normal e não viver mais como estamos vivendo, com esse estresse.”
“Deus nos livre, se isso se estender até outubro ou novembro, teremos que simplesmente não ir, pois a segurança vem em primeiro lugar.”
Anteriormente o presidente e CEO da Fórmula 1 Stefano Domenicali, já tinha falado que a categoria trabalha com um plano de ação, caso não seja possível realizar as etapas do Catar e Abu Dhabi.
No entanto, a F1 tem sido pressionada sobre a realização da Arábia Saudita, desta forma, se o cenário for favorável para a viagem, a categoria talvez precise incluir o evento na programação.
A Fórmula 1 segue em diálogo com promotores e autoridades locais para definir os próximos passos, mantendo como prioridade a segurança de todos os envolvidos no campeonato. Uma decisão deve ser tomada até o final de setembro, para que a categoria consiga manejar todas as cargas e a parte logística que envolve a competição.
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