Dentro dos planos da Ferrari para 2026, estava prevista uma mudança crucial para as corridas de Lewis Hamilton. O piloto teria um engenheiro “provisório” neste início de campeonato até Cedric Michel-Grosjean assumir a função. No entanto, após o trabalho realizado entre o heptacampeão e Carlo Santi, o time de Maranello não tem mais a intensão de realizar essa alteração.
Por conta dos atritos entre Hamilton e Ricciardo Adami no ano passado, além da falta de ritmo e competitividade do piloto, a Ferrari optou por substituir o engenheiro. Desta forma, para o início do ano, a equipe de Maranello escalou o experiente engenheiro Carlo Santi, que tinha trabalhado com Kimi Raikkonen, para guiar Lewis no início do campeonato.
Ainda nos primeiros eventos da temporada, o piloto tinha demonstrado certa apreensão por conta dessas alterações em pouco tempo, mas estava se preparando para essas mudanças, sabendo do objetivo maior – que era deixá-lo confortável na Ferrari. Cedric Michel-Grosjean, ex-McLaren nunca tinha atuado como engenheiro de corrida, mas foi contratado para esse cargo, além de ser uma referência na análise de dados e ter experiência atuar com os pilotos.
No entanto, o trabalho realizado entre Santi e Hamilton ao longo dessas sete etapas foi notado. Em Barcelona o engenheiro italiano ajudou o competidor na leitura da corrida, para que ele conseguisse trazer uma vitória para Ferrari, encerrando o jejum da equipe, assim como o de Hamilton.
Para o pódio, representando a Ferrari, Carlo Santi esteve ao lado do seu piloto e celebrou a vitória.
Um porta-voz da Ferrari falou à BBC que essa dupla seguirá operando junto nas próximas etapas: “Carlo e Lewis estão trabalhando muito bem juntos e não há planos para substituí-lo.”
LEIA MAIS: De Bono a Carlo Santi: o engenheiro que conquistou a confiança de Hamilton na Ferrari
O trabalho tem dado tão certo que Hamilton teceu vários elogios ao engenheiro, provavelmente com o intuito de manter esse “time” que está funcionando bem junto.
“Aprender a atender às necessidades de um piloto leva tempo”, falou Hamilton no Canadá, quando também subiu ao pódio.
“Quando você está dando feedback a um engenheiro, para que ele entenda o equilíbrio na curva, o entendimento de todos os elementos que contribuem para as dificuldades que você está enfrentando, você tenta descrever qual é o problema, curva por curva, entrada, meio e saída, dividindo-o em cinco seções, se quiser.”
“Essa colaboração entre piloto e engenheiro às vezes dá certo, às vezes não. Comigo e com o Bono, nos demos bem desde o início. Ele tinha uma boa relação de trabalho com o Michael (Schumacher). Eu sinto que o Carlo é como o meu Bono italiano.”
“Ele é um veterano. É um cara mais velho, com muita experiência, e muito tranquilo. Dá para ouvi-lo no rádio. É esse nível de detalhe que conseguimos abordar juntos. Nossa compreensão do lado técnico da engenharia de som é algo muito legal.”
Conheça nossa página na Amazon com produtos de automobilismo!
O Boletim do Paddock é um projeto totalmente independente. É por isso que precisamos do seu apoio para continuar com as nossas publicações em todas as mídias que estamos presentes!
Conheça a nossa campanha de financiamento coletivo do Apoia.se, você pode começar a contribuir com apenas R$ 1, ajude o projeto. Faça a diferença para podermos manter as nossas publicações. Conheça também programa de membros no nosso canal do Youtube.
Descubra mais sobre Boletim do Paddock
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.







