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Felix Rosenqvist vence Indy 500 de 2026 em chegada histórica

Sueco supera David Malukas por apenas 0s0233 na linha de chegada, registra a vitória mais apertada da história das 500 Milhas de Indianápolis e entra para a elite do automobilismo sueco

Felix Rosenqvist escreveu seu nome na história da Indy 500 de 2026 ao conquistar uma vitória emocionante na 110ª edição das 500 Milhas de Indianápolis. O sueco da Meyer Shank Racing venceu David Malukas em uma chegada histórica no tradicional traçado, registrando uma diferença de apenas 23 milésimos.

A chegada mais apertada da Indy 500 até esse último fim de semana, tinha ocorrido em 1992, quando Al Unser Jr. resistiu à pressão de Scott Goodyear por 0,043 segundos.

Após um mês de maio especial — marcado também pelo nascimento de sua filha Stella — Rosenqvist viveu uma corrida intensa em Indianápolis, repleta de estratégia, relargadas e disputas agressivas até os metros finais. A vitória foi construída na última volta, quando o piloto utilizou a linha alta na saída da curva 4 para ultrapassar Malukas praticamente sobre a linha de chegada, emergindo da terceira colocação.

Essa foi apenas a segunda vitória de Rosenqvist na Indy, além de ser o terceiro piloto da Suécia a vencer uma das provas mais tradicionais do automobilismo americano, seguindo os passos de Kenny Brack e Marcus Ericsson. O pódio da prova ainda contou com Malukas – que ficou completamente desolado ao perder a vitória na linha de chegada e Scott McLaughlin.

A prova entrou para a história não apenas pela chegada apertada, mas também pelo recorde de trocas de liderança. Foram 70 mudanças na ponta ao longo das 200 voltas, superando a antiga marca de 68 estabelecida em 2013.

Quando a corrida foi iniciada, ainda havia dúvidas se as 500 Milhas seriam disputadas em sua totalidade, devido à forte ameaça de chuva sobre Indianápolis. Conforme a prova avançava e as bandeiras amarelas reduziam o ritmo do pelotão, cresceu a expectativa de que o evento pudesse ser encerrado pouco após a volta 101. No entanto, a chuva que já havia atrapalhado parte da programação em dias que antecederam a prova não voltou a atingir o circuito, permitindo que a edição histórica da prova fosse completada integralmente.

A reta final da corrida foi marcada por tensão máxima. Após uma bandeira amarela causada por Mick Schumacher nas voltas finais, a direção de prova proporcionou uma relargada decisiva com apenas uma volta restante. Marcus Armstrong liderava no momento da bandeira branca, seguido por Malukas e Rosenqvist.

Malukas assumiu a liderança na curva 1 e parecia caminhar para a vitória, mas Rosenqvist aproveitou o vácuo na reta final, ganhou velocidade pela parte externa da pista e completou a ultrapassagem nos últimos metros, diante de um público estimado em 350 mil pessoas.

Enquanto Pato O’Ward terminou em quarto após novamente ficar perto da vitória em Indianápolis. Marcus Armstrong fechou o top-5, garantindo um grande resultado duplo para a Meyer Shank Racing.

A corrida também contou com a participação do brasileiro Caio Collet que liderou algumas voltas da corrida, mas abandonou após bater forte na barreira nas voltas finais, provocando uma das últimas bandeiras amarelas da prova.

O pole Alex Palou liderou o maior número de voltas da corrida, mas terminou apenas na sétima posição, mais tarde o carro do competidor passou por uma inspeção pós-corrida e descobriram que a asa dianteira do carro #10 não estava em conformidade com a altura. A punição aplicada foi a perda de cinco pontos no campeonato para o piloto e a equipe foi multada em 10 mil dólares. Ainda assim, o espanhol segue na liderança do campeonato da IndyCar após a etapa de Indianápolis.

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Debora Almeida

Jornalista, escrevo sobre automobilismo desde 2012. Como fotógrafa gosto de fazer fotos de corridas e explorar os detalhes deste mundo, dando uma outra abordagem nas minhas fotografias. Livros são a minha grande paixão, sempre estou com uma leitura em andamento. Devoro séries seja relacionada a velocidade ou ficção cientifica.

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